Skip estou Content

Blog

Prince perdeu a consciência em voo 6 dias antes da morte, diz funcionária

Ao jornal ‘New York Times’, Judith Hill lembrou episódio: ‘olhos ficaram fixos’.
Músico morreu em 21 de abril de overdose acidental de remédio contra dor.

 

Seis dias antes de morrer, Prince perdeu repentinamente a consciência durante uma refeição em um voo no qual retornava para casa após um show, de acordo com o primeiro testemunho público sobre o estado de saúde do artista.

Prince morreu, aos 57 anos, no dia 21 de abril. A polícia informou que a causa foi overdose acidental de fentanil, um poderoso opioide utilizado para tratar dores severas. Indicados para uso supervisionado contra dor, opioides são analgésicos feitos em laboratórios que “imitam” a ação dos derivados de ópio.

O episódio, que aconteceu no dia 15 de abril, forçou um pouso não previsto para que o artista fosse levado a um hospital. Judith Hill, que trabalhou com Prince nos últimos dois anos, afirmou em uma entrevista ao jornal “The New York Times” que ambos conversavam durante um jantar no voo entre Atlanta e Minneapolis.

Hill, de 32 anos, viu como “seus olhos ficaram fixos” antes de perder a consciência, pouco depois da 1h da manhã. “Felizmente, eu estava olhando para seu rosto”, disse, ao explicar que percebeu que Prince estava inconsciente, e não dormindo.

Hill e Kirk Johnson, assessor e amigo do cantor, o único outro passageiro no voo, tentaram reanimar, sem sucesso, Prince, que tinha 57 anos.

Os dois alertaram o piloto, que se comunicou com a torre de controle de Chicago para notificar a situação. “Sabíamos que era questão de tempo, que deveríamos retirá-lo do avião”, disse Hill ao jornal.

“Não tínhamos nada a bordo que pudesse ajudá-lo”.

O avião pousou em Moline, Illinois, e uma ambulância já estava na pista.

Prince foi reanimado com uma injeção de Narcan, medicamento utilizado para tratar overdoses com opiáceos, segundo o “New York Times”. O artista foi levado para um hospital, no qual permaneceu internado por várias horas.

Publicamente, Prince atribuiu o pouso de emergência a uma gripe.

Apesar de uma resistência inicial a procurar ajuda depois do susto, Prince se submeteu a exames clínicos com um médico local e entrou em contato com um especialista da Califórnia, informa o “New York Times”.

“Ele fez isso porque estava preocupado e queria fazer a coisa certa para seu próprio corpo. E isto é o que parte meu coração, porque ele estava tentando. Estava tentando”, disse Hill.

Prince foi encontrado morto em sua mansão de Paisley Park.

O artista havia passado por uma cirurgia no quadril em 2010. No entanto, parecia saudável e era conhecido pelos show de várias horas.

Hill disse que apesar da relação próxima com Prince, ela não tinha ideia das dores que o artista sofria e considerou as circunstâncias de sua morte como “muito chocantes”.

Prince performs during the halftime show of the NFL's Super Bowl XLI football game between the Chicago Bears and the Indianapolis Colts in Miami, Florida, February 4, 2007. Prince has died at the age of 57, according to news reports. REUTERS/Mike Blake/Files

 

 

Fonte: G1

Robert Plant, do Led Zeppelin, nega plágio em ‘Stairway to heaven’

Robert Plant e Jimmy Page são acusados de copiar a música ‘Taurus’, do Spirit.

 

O vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant, negou nesta terça-feira (21) ter cometido plágio na introdução do hit “Stairway to heaven”, ao afirmar em depoimento à Justiça americana ter escrito a canção décadas atrás na zona rural da Inglaterra.

O astro de rock, de 67 anos, disse a uma corte federal de Los Angeles que a música, alvo de uma ação por direitos autorais, é claramente um trabalho dele e de Jimmy Page, guitarrista e também compositor do Lead Zeppelin.

Ele disse ter concebido “Stairway to heaven” no início dos anos 1970 em Headley Grange, um estúdio de ensaios e gravações em Hampshire, no Reino Unido, que a banda costumava usar.

“Naquela noite em particular, eu me sentei ao lado de Jimmy [Page], junto à lareira, e me veio à mente o primeiro verso que se encaixava no que ele estava tocando”, afirmou, lembrando a introdução da famosa canção.

“Tentei, realmente, trazer a Grã-Bretanha pastoral, remota… As referências celtas antigas, quase não faladas, para a composição”, acrescentou.

Plant e Page estão sendo processados por supostamente plagiar os melancólicos acordes de guitarra na abertura de “Stairway to heaven” de “Taurus”, canção da banda de rock psicodélico de Los Angeles Spirit, editada três anos antes.

Na semana passada, Page afirmou que sua progressão nos acordes tinha mais em comum com a “Chim Chim Cher-ee”, do musical “Mary Poppins”, de 1964, do que com qualquer outra coisa.

O baixista do Led Zeppelin, John Paul Jones, também rechaçou as alegações de que seus companheiros de banda tenham plagiado trechos da canção do Spirit.

Também na semana passada, ele disse lembrar ter ouvido os primeiros acordes do que viria a ser “Stairway to heaven” em Headley Grange, quando ele e Page trabalharam nos arranjos iniciais.

O guitarrista do Spirit, Randy California, autor de “Taurus”, afirmou durante muito tempo que merecia créditos pela composição de “Stairway to heaven”, mas nunca entrou com uma ação legal e morreu afogado em 1997 no Havaí.

Há dois anos, a ação por perdas e danos apresentada por seu curador e amigo, Michael Skidmore, alega que Randy California merece o crédito para que possa, ainda que de forma póstuma, “assumir seu lugar como autor da maior canção de rock” já escrita.

Estão potencialmente em jogo neste caso milhões de dólares em direitos autorais.

O especialista em música Lawrence Ferrara, da Universidade de Nova York, declarou em testemunho que qualquer similaridade entre “Stairway to heaven” e “Taurus” também pode ser encontrada em canções escritas por compositores em mais de 300 anos.

“Não há semelhanças relevantes” entre as duas canções, afirmou Ferrara.

O Led Zeppelin abriu para o Spirit quando a banda britânica – integrada por Plant, Page, Jones e o baterista John Bonham, morto nos anos 1980 – fizeram sua estreia em solo americano em 26 de dezembro de 1968, em Denver.

Mas os remanescentes da banda afirmaram em depoimento no tribunal que nunca tiveram qualquer interação mais significativa com o Spirit ou sequer ouviram “Taurus”, escrita em 1967, antes de gravar “Stairway to heaven”, entre dezembro de 1970 e janeiro de 1971.

A acusação destaca que outras 16 canções do Led Zepellin foram alvo de ações por plágio, vários deles concluídos com acordos que incluíram reconhecimento e indenizações de parte do grupo. Entre as canções questionadas estão os clássicos “Whole lotta love” e “Babe I’m gonna leave you”.

LedZeppelin

Fonte:G1

A Última Premonição

Após se mudar para uma vila afastada para começar uma nova vida com o marido , uma mulher grávida começa a ter visões aterrorizantes.

 

O Caseiro

Davi é um professor de psicologia, respeitado por seu estudo no âmbito do sobrenatural, em que propõe explicações psicanalíticas para eventos extraordinários. Em seu trabalho mais notório, relata como curou um garoto que sofria com visões de seu pai após perdê-lo.   

A história de “O Caseiro” começa no momento em que uma aluna da universidade em que Davi leciona o aborda com o misterioso caso de sua irmã mais nova. Acredita-se que a menina tem sido assombrada pelo fantasma do antigo caseiro da família, que vive em uma propriedade no interior. Relutante por não atender clientes há anos, Davi vislumbra a possibilidade de escrever um livro sobre o caso e decide viajar ao interior para investigar. O filme, que teve o roteiro escrito a seis mãos por Julio Santi, Felipe Santi e João Segall, estreia em 23 de junho.

Rolling Stones ganharão filme sobre as gravações do disco Exile on Main Street

Baseado em livro homônimo, Exile on Main Street: A Season in Hell With the Rolling Stones busca atores para os papéis de Mick Jagger e Keith Richards.

Um novo longa-metragem sobre os Rolling Stones está sendo feito. Exile on Main Street: A Season in Hell With the Rolling Stones tem direção de Andy Goddard, que já comandou diversos episódios da série Downton Abbey. A produção está atualmente buscando atores para os papéis de Mick Jagger e Keith Richards, segundo o Deadline.

O longa é basedo no livro homônimo de 2008, escrito por Robert Greenfield e que foca nas gravações do disco Exile On Main Street, em Nellcôte, uma vila no sul da França, antes do lançamento do lendário álbum duplo, em 1972. A Virgin Produced, de Richard Branson, adquiriu os direitos para o livro em 2012.

Keith Richards descreveu o processo de feitura de Exile On Main Street em entrevista à Rolling Stone EUA. “Teve uma atmosfera estranha”, ele lembrou. “Estava muito, muito nebuloso – e empoeirado. Não era um ambiente muito bom para, tipo, respirar. Mick Taylor e eu emergíamos na neblina e dizíamos um ao outro: ‘OK, em que tom está isso?’.”

 

Fonte: Revista Rolling Stone

 

Scorpions anuncia terceiro show em São Paulo e muda datas de turnê

Grupo comemora 50 anos de carreira e 100 milhões de discos vendidos.
Eles passam por Rio e Fortaleza, mas show no Recife foi cancelado.

 

A banda de rock alemã Scorpions fará um terceiro show no Brasil. A apresentação será em 4 de setembro e foi marcada, segundo a produtora Time For Fun, “devido ao sucesso de vendas”.

Os ingressos podem ser comprados a partir de sexta-feira (17) pelo site Tickets For Fun e pelos postos de venda.

Além deste novo show, o Scorpions mudou as datas da turnê pelo Brasil. Eles cancelaram o show que seria no Recife.

Agora, eles passam por São Paulo (Citibank Hall) nos dias 1º, 3 e 4 de setembro. Vão também até Fortaleza , no dia 8. Eles se despedem com show no Rio, no Metropolitan, em 10 de setembro.

A turnê comemora 50 anos de carreira da banda e os mais de 100 milhões de álbuns vendidos no mundo todo. As músicas mais conhecidas do Scorpions são “Wind of Change”, “Still Loving You” e “Rock You Like a Hurricane”.

Fonte:G1

 

Rock Com Vina: Entrevista: banda Ruído/mm

Colunistas • Por Rock Com Vina •

O Rock com Vina fez uma entrevista com a banda Ruído/mm. Curta o som deles, e viaje para onde você quiser ouvindo o som.


1- O Ruído/mm é uma das bandas curitibanas mais conhecidas, sabemos que é difícil uma banda instrumental pós Rock fazer sucesso, o que vocês colocariam como o diferencial para conquistar os fãs a cada dia?
Já que estamos numa conversa, vou me permitir já de cara uma pergunta: quando você usa o termo “conhecido” ou mesmo o termo “sucesso”, eu confesso que me vem uma dúvida em relação ao sentido da tua pergunta. Afinal, é importante ser conhecido? E ser conhecido por quem? Da mesma forma, sucesso – como você mede isto? Popularidade?
Eu acho que isso merece uma reflexão: vivemos um tempo em que o artista tem que ser tão líquido quanto a sociedade, seguindo a lógica do amigo Zygmunt. Os métodos, a técnica de produção musical, a facilidade em se gravar – tudo isto modificou as relações de poder que conduziam o “negócio” artístico e norteavam o “fazer” artístico. Se o artista consegue conviver bem com esta diferença – se ele é livre para se expressar, para produzir-se no sentido do criar e se recriar sem se submeter à pressão da industria cultural e do público – eu entendo isto como um tipo de sucesso que almejamos.
Já o artista popular mas escravo da imagem que criou – este está sempre em conflito entre o que produz e as exigências do negócio. Simplificando, é negócio ou arte? Para o artista de nicho, será justo usar o termo “sucesso” para quantificar/qualificar a música resultante?
Em resumo, para nós o que importa é o “produzir-se” e não o “produzido”. 

2- O que vocês acham da cena musical de Curitiba?

Curitiba tem os ingredientes ideais para a formação de bandas. Por exemplo, um frio que favorece as pessoas ficarem trancadas nas garagens fazendo o rock… Ou o fato de não olharmos para as pessoas – perfeito para uma banda shoegaze. *risos. A cena… Nós somos otimistas – conhecemos uma galera empenhada no rock e interagindo. Essa é a parte boa. Gente talentosa e que busca a interação. Acredito que a cena, na verdade sejam estas teias-conexões-contatos.
Em outros sentidos, não vejo nenhuma cena, nenhum movimento estético organizado – e nem faz falta.

3- Qual foi a experiência de tocar fora do país?

Cara: foi muito parecido com tocar no nordeste; explico essa analogia: nosso som é introspectivo, por vezes melancólico. Quando tocamos no nordeste, percebemos um interesse legal e genuíno das pessoas – o que é louco para nós curitibanos, pois a música em outras partes do Brasil fala muito com o corpo de uma forma extrovertida. Ao tocarmos, nos surpreendemos com o fato de que inverter essa lógica tenha funcionado bem em Maceió e Recife por exemplo – as pessoas aceitaram o desafio e mergulharam na experiência.
Tocar nos EUA, teve esta coisa do inusitado da mesma forma – uma banda brasileira de post-rock – as pessoas que nos ouviram no SXSW decerto tinham um pré-conceito do que seria este post-rock. Para nossa alegria, acredito que eles foram surpreendidos positivamente. Para nós foi uma alegria enorme.

4- Quais são os planos para os futuros trabalhos?

Tiramos umas férias curtas para recuperar o prejuízo que a banda nos traz… Haha. Mas em breve vem o degelo. Aos poucos vamos construindo o próximo disco. Este é o foco.

5- Vocês tem em mente compor para trilha sonora de filmes/longa?

Este é um sonho antigo. A entrada do Felipe na banda trouxe algo que faltava que era a experiência com esta linguagem específica da construção do som. Aos poucos estamos fazendo estas intervenções. As oportunidades tem surgido – falta nos apaixonarmos pelo projeto.

6- Suas influencias envolvem mais o Post Rock, Rock Psicodélico ou variam entre outras vertentes também? Envolvem quais bandas?

Somos em 6 (considerando o nosso Ramiro-espectro). Cada um de nós é um viciado em música, com milhares de referências e tal. O consenso do que fazemos é por vezes muito difícil. Isso se reflete no trabalho, que apesar de tudo, tem funcionado de forma orgânica. Mas rotular é sempre uma forma de limitar – post-rock, psicodélico, space-rock ou spaghetti-western – enfim, é um tipo de categorização meio absurda.
Mas vá lá – que chamem e correlacionem do jeito que quiserem. Até porque as influências, temos de tudo. O Panke por exemplo gosta do Luis Caldas. :o)

7- Vocês acham que a ausência de uma letra marcante afeta o interesse das pessoas ou aqui no Brasil não há esse preconceito com bandas Post Rock?

As palavras estão tendo – de maneira geral – um efeito ruim na música autoral. Além da grande quantidade de bobagens escritas, que não tem absolutamente motivo de existirem, as palavras na música pop, jogam a música para um segundo plano indesejável. Nós estamos interessados no material musical e nas inter-relações que a experiência subjetiva musical provoca nas pessoas. É esse tipo de interesse que buscamos despertar, nessas interações-emaranhamentos com os ouvintes. É como no “Lobo da estepe” do Hesse – aqui, a entrada é só para loucos.

8- O processo de composição é muito mais complexo, quanto tempo em média vocês levaram para compor o ultimo CD, Rasura?

O Rasura demorou cerca de um ano. A demora tem a ver com este processo de degelo. Não tem porque acelerar o processo – nós estamos preocupados com a nossa auto-crítica em primeiro lugar. Quem sabe até fim do ano, sai mais um. Mas vai saber: a ruido funciona em escala geológica. Haha.

 

 


ROCK COM VINA é um grupo de Colaboradores de Conteúdo e Colunistas oficiais do website da rádio 91 Rock. Apresentando artigos, entrevistas e curiosidades sobre a cena Rock da cidade de Curitiba e Região. Se quiser conhecer mais sobre o projeto ROCK COM VINA: Facebook, Twitter, Youtube.
Todos os textos e artigos publicados na Seção “Colunistas” são de responsabilidade de seus respectivos autores. Nenhum destes textos ou artigos refletem, obrigatoriamente, a opinião da rádio 91 Rock.

Rock Com Vina: Entrevista: banda Repelentes

Colunistas • Por Rock Com Vina •

O punk rock curitibano com a banda Repelentes

O Rock com Vina fez uma entrevista com a banda Repelentes, uma banda de punk rock que não perde em qualidade pra nenhuma banda gringa, e quando sobe no palco passa uma energia fora do normal. Se liga só…

1- Quais são as influências que estão presentes no som de vocês? Tem alguma brazuca que vocês se inspiram?

Lucas – As influências são bem variadas, vão desde o trash metal anos 80 ao punk clássico…

Josu –  Ramones, DK, New ModelArmy, Cólera, Plebe, Inocentes, Danzig, Slayer, ST, Hojerizah, Detrito, 365 e Vicente Celestino.

Daniel – Cólera, Replicantes, Restos de Nada, Olho Seco, Ratos de Porão, Garotos Podres, Fogo Cruzado, Ramones, Misfits, Dead Kennedys, Motörhead, Exploited, Buzzcocks, Slayer.

2- Vendo entrevistas de bandas Punk, sempre tem a hora que eles falam que já tocaram em lugares com a estrutura mínima para uma banda poder mostrar o seu som, que são os conhecidos buracos de ratos. Nesses mais de 20 anos de história vocês já passaram por algo parecido?
Lucas – Que banda nunca passou por isso hahaha. Normalmente as casas que tocamos tem uma estrutura legal, não podemos nos queixar. Lógico que muitos desses lugares poderiam investir um pouco mais na qualidade do som.

Josu – 99% dos lugares que tocamos são buracos suburbanos (me sinto em casa).

Daniel – Tocar sem o mínimo de estrutura é a escola básica do Punk Rock. Lugares obscuros, porões mofentos e festas estranhas fazem parte da diversão.

Daniel – Tocar sem o mínimo de estrutura é a escola básica do Punk Rock. Lugares obscuros, porões mofentos e festas estranhas fazem parte da diversão.

3- Vocês fizeram um Hiato entre o ano de 2002 e 2008, mas fora isso dá pra ver que sempre que estiveram na ativa e nunca pararam de produzir coisas novas e lançar CD’s. Como é o processo de composição de vocês? O último CD foi o Circo de Horrores lançado em 2015, tem mais algum no forno?

Lucas – Normalmente alguém da banda chega com uma ideia no ensaio, e a partir dela vamos desenvolvendo a música. Para o próximo disco já estamos tentando algo diferente, reunir a banda e compor o instrumental e as letras juntos.Estamos com um disco novo no forno sim, mas como 2015 foi um ano bastante corrido com shows, acabamos demorando um pouco mais para compor ele, mas no começo de 2017 teremos material novo.

Josu – Quando o “DaniHell” parar de produzir filhos a banda volta a produzir.

Daniel – Normalmente compomos de maneira individual e quando vamos produzir um álbum novo, apresentamos essas composições nos ensaios, trocamos ideias e opinamos na formatação da música, de maneira que o resultado final é sempre um trabalho coletivo. No momento, estamos trabalhando em um álbum previsto para 2017.

4- Como vocês acham que as mídias olham para a cena independente? E ela dá a força que é necessária ou hoje a cena consegue se sustentar por si só?

Lucas – Atualmente as mídias não estão olhando para a cena independente, porque, pra eles, ela não vende mais como no final dos anos 90 ate a metade dos anos 2000, quando teve o “boom” do hardcore independente no Brasil. Mas a cena consegue se sustentar sozinha sim. O legal das bandas independentes é isso, elas precisam se apoiar para sobreviver, é preciso trabalhar todas juntas, sem preconceito de estilos nem nada!

Josu – Nunca deu, mas talvez um dia irá. A cena não se sustenta, mas há esperança de que isso mude daqui algumas décadas.

Daniel – A indústria midiática ignora completamente a cena independente. Por mais que existam profissionais bem intencionados dentro dessas estruturas, o espaço concedido para a produção alternativa é ínfimo. Existem também os veículos de mídia oriundos das instituições públicas, que são extremamente seletivos e tendenciosos por conta dos aspectos políticos envolvidos. Felizmente a internet existe e tem sido a grande vitrine do Rock contemporâneo, tanto nas redes sociais, como nos sites especializados, blogs e rádios online. A cena independente segue marginalizada, desconhecida do grande público, porém consolidada, rica em produção e presente em todos os lugares.

5- Recentemente vocês lançaram o clipe “Circo de Horrores”. O resultado foi ótimo, está com uma produção muito boa. Como foi pra vocês todo esse processo? Ficaram felizes com o resultado? E nos falem se já tem algum clipe engatilhado mais pra frente.

Lucas – Esse é o segundo clipe da banda. No primeiro estávamos nervosos, não sabíamos pra onde olhar, hahahahaha. Mas esse já foi mais natural, tentamos passar a energia do show no clipe. Ficamos super felizes com o resultado, a Renata Prado mandou muito bem na direção e edição e por enquanto não estamos pensando em lançar mais clipe, mas para o próximo disco, com certeza produziremos novos vídeos.

Josu – Não sei, não posso responder. Não fiz nada, apenas ajudar a pagar a fatura, haha.

Daniel – Circo de Horrores é nosso segundo clipe, depois de 20 anos sem nenhum material desse gênero. Esse trabalho veio num ótimo momento e com certeza está ajudando muito a divulgar nossa música. Tínhamos uma idéia aproximada do que queríamos, passamos isso para a nossa amiga e diretora do clipe Renata Prado (Utopíe Produções) e ela teve total liberdade para criar em cima da proposta. Foi tudo muito rápido, com o menor custo possível e um alto nível de improvisação. Eu fiz a maquete e os bonecos que aparecem no vídeo e todo mundo contribuiu à sua maneira para o projeto sair do papel. O JR do 92 Graus foi um “parceiraço” e nos cedeu o espaço para as gravações da banda, o que contribuiu para dar um ar mais profissional para a produção. Com relação a clipes futuros, nada de concreto no momento, porém temos muitas idéias a respeito.

6- O Punk Rock nacional surgiu como uma crítica ao Regime Militar e vemos tanto nas músicas antigas quanto nas músicas do Repelentes, sempre letras fortes relacionadas não só a política, mas a assuntos gerais e muitas ideias cantadas antigamente, ainda fazem sentido atualmente. Vocês acreditam que as letras de vocês poderão fazer tanto sentido no futuro quanto as letras antigas fazem agora?

Lucas – Muito da política brasileira mudou nesses últimos anos, mas parece que nada mudou pois as letras de antigamente ainda fazem sentido hoje. Mas esperamos que num futuro não muito distante, elas não se encaixem mais com a nossa realidade…

Josu – INFELIZMENTE letras com crítica social vão demorar para deixar de serem atuais.

Daniel – Infelizmente, sim. Para uma sociedade evoluir ela necessita de uma maioria de indivíduos contribuindo para tanto. Pessoas éticas, com acesso a educação, cultura e cidadania, atuando nas diferentes esferas da sociedade, edificando progressivamente um futuro livre das mazelas com as quais convivemos. Porém, o egoísmo, a vaidade, o preconceito e a ganância continuam predominantes no comportamento humano e nos impedem de sequer vislumbrar essa evolução.

7- O Punk Rock nunca foi muito comercial, vemos que até bandas como Replicantes, Cólera, Inocentes, entre outras, embora sejam bandas fodas, não tiveram o sucesso merecido e até hoje não são muito conhecidas fora do circulo da galera que curte um Rock mais independente e/ou underground. Vocês acreditam que o punk pode voltar ao mainstream como foi no final dos anos 70 e também nos anos 80?
Lucas – Lutamos para isso, hahaha… O rock em geral está em baixa nesses últimos anos, mas não quer dizer que está morto. Vamos ser positivos e acreditar que essa nova geração vai salvar o rock.

Josu – É provável que nunca aconteça. Rock com músicas que provoquem ou estimulem o cidadão a pensar diferente da massa raramente será um produto vendável. Ser punk é remar contra a maré do óbvio. Se acostumem com isso!

Daniel – O Punk Rock não nasceu para ser mainstream. A cultura Punk representa o desprendimento da indústria cultural, a autonomia artística, a contestação de paradigmas sociais. Ocorre que, em momentos de crise sócio-econômicas um número maior de pessoas acaba se identificando com o Punk Rock e isso gera uma renovação da cena.
8- Como vocês olham para os bares e casas de show aqui de Curitiba? Ainda falta espaço para as bandas autorais?

Lucas – Realmente poderia ter mais casas porque, muitas delas, só aceitam bandas covers.
Não é à toa que em 2015 tocamos mais na região metropolitana de Curitiba, porque além de ser uma cena nova para nós, dão apoio pra bandas autorais.

Josu – Lugar pra tocar, tem. O que não tem é participação honesta dos lucros da bilheteria.
Ou pelo menos acho que deveriam parar de cobrar entrada. Bandas autorais raramente recebem grana pra tocar. Fazem a GIG, levam equipamentos, levam público, cujos mesmos pagam para entrar, consomem do bar e da cozinha do local. Mas no final as bandas saem como se ainda devessem algo pra casa… But ok… Tudo pelo rock.

Daniel – Curitiba tem diversas casas que abrem suas portas para as bandas autorais, um número crescente, devo dizer. Talvez, o grande nó da cena local seja o público. Certamente, toda estrutura de bares e casas de show seria melhor e mais rentável mediante um público que prestigiasse efetivamente as bandas independentes. Infelizmente não temos essa cultura, em grande parte porque nossas bandas não tocam nas rádios, não aparecem na TV e assim por diante. É um ciclo vicioso de auto sabotagem.

9- Existem várias bandas que tem uma diferença enorme entre as músicas gravadas e ao vivo. Tivemos a oportunidade de irmos a um show de vocês e vimos que o show é tão bom quanto o CD. A presença de palco é visível e admirável, vocês acham que isso é um diferencial ou é uma obrigação?
Lucas – Tocamos para nos divertir, não vejo nem como um diferencial e nem como uma obrigação a presença de palco, porque a partir do momento que você toca com tesão e coloca as suas emoções pra fora, o show naturalmente vai ter uma energia boa.
E o que queremos é que o publico sinta essa energia!

Josu – Se eu fosse obrigado a fazer, eu não faria! Apenas entramos na vibe do público, damos o  melhor. E, por fim, a  diversão fica acima de tudo.

Daniel – Primeiramente obrigado! Fico feliz pelo elogio ao nosso show. Eu penso que cada banda tem um perfil e vai se expressar nas gravações e no palco de acordo com esse perfil. Para nós, o show transcende a execução das músicas, é uma catarse, uma explosão de energia acumulada. O importante é que essa experiência seja verdadeira, só assim vai atingir ao público.
10- Obrigado galera, saibam que o Rock com Vina estará sempre disposto para divulgar a banda, e uma coisa que pedimos é que: qualquer coisa que vocês tiverem interesse de divulgar no Rock com Vina é só mandar uma mensagem, desde shows a lançamentos de músicas ou clipes.  

Josu – Colosso!
Meu rock é  com duas vinas e sem farofa, por favor.
Valeu, valeu mesmo!

Daniel – Nós que ficamos imensamente gratos pelo espaço! O trabalho de vocês é imprescindível para a cena alternativa. Iniciativas iguais as do Rock com Vina é que mantém a cena em constante renovação. Uma vitrine das bandas, contribuindo para a formação de público e opinião. Desejo vida longa, muitas realizações e sucesso ao Rock com Vina! Um grande abraço a você, Thiago, e a todos da equipe!

 

 


ROCK COM VINA é um grupo de Colaboradores de Conteúdo e Colunistas oficiais do website da rádio 91 Rock. Apresentando artigos, entrevistas e curiosidades sobre a cena Rock da cidade de Curitiba e Região. Se quiser conhecer mais sobre o projeto ROCK COM VINA: Facebook, Twitter, Youtube.
Todos os textos e artigos publicados na Seção “Colunistas” são de responsabilidade de seus respectivos autores. Nenhum destes textos ou artigos refletem, obrigatoriamente, a opinião da rádio 91 Rock.

Eddie Vedder na série “Twin Peaks”

Eddie Vedder é um dos nomes mais badalados que apareceram na lista de participações da série “Twin Peaks”, do famoso diretor David Lynch.

Ainda não se sabe de que forma o líder do Pearl Jam vai trabalhar na produção, no entanto, a confirmação já é o suficiente para que sujam rumores na internet a respeito de uma participação dele como ator.

Normalmente os músicos da lista trabalham compondo a trilha sonora ou assessorando na pesquisa sobre o universo da cultura pop.

Além de Vedder, Trent Reznor, do Nine Inch Nails, também apareceu na listagem de David Lynch.

A estreia da nova temporada de “Twin Peaks” está prevista para o início de 2017 no canal americano Showtime.

Bruce Springsteen oferece download de “Purple Rain”

O site oficial de Bruce Springsteen está oferecendo para download gratuito a versão que o músico fez para o sucesso de Prince, “Purple Rain”.

A apresentação dessa canção-tributo ocorreu na noite deste último sábado (23), na cidade de Nova York, marcando o primeiro de dois shows do Boss no Brooklyn Barclays Center.

Bruce Springsteen normalmente começa seus shows com “Meet me in the City”, mas naquela ocasião ele abriu uma exceção e dedicou a performance para Prince, que morreu em 21 de abril, dizendo que “nunca houve alguém melhor”.

Baixe o mp3 da versão de Bruce Springsteen para “Purple Rain” acessando este link: http://brucespringsteen.net/news/2016/purple-rain-live-in-brooklyn-2

Aqui, o vídeo dessa performance:

Rock Com Vina: Entrevista: Caneco de Madeira

Colunistas • Por Rock Com Vina •

Hoje vamos falar de mais uma banda que tocou no Grito Rock, a Caneco de Madeira. Eles apresentaram um trabalho incrível no Grito Rock Araucária. Confira a entrevista:

Ramon (Rock com Vina): Como foi para vocês tocar no Grito Rock Araucária 2016?

Cleverson (Caneco de Madeira): Cara, foi muito gratificante ver todo esse pessoal presente, o público estava muito receptivo. Tocar a tarde é algo que eu acho muito massa, em praça principalmente, se apropriar desses lugares públicos com o rock, é muito legal.

Ramon (Rock com Vina): O que vocês acham da cena musical de Araucária, Curitiba e região?

Sergio (Caneco de Madeira): Eu respeito muito os artistas locais, todo mundo aqui faz um trabalho muito bem feito. Todas as cenas musicais, a gente observa, tem gente trabalhando muito bem e isso temos que valorizar muito, os artistas daqui são bons, e, muitas vezes acabam tendo que produzir as próprias coisas, correndo atrás da produção e tudo mais. Então, creio que o pessoal daqui está fazendo um bom trabalho.

Ramon (Rock com Vina): Vocês já têm um EP gravado, intitulado “Vizinho”, gostaria de saber se tem algum trabalho novo programado para o futuro?

Cleverson (Caneco de Madeira): Atualmente estamos na fase inicial do processo de gravação de um álbum completo. Mas, por enquanto, estamos procurando produzir os clipes para o EP “Vizinho”, que lançamos ano passado e divulgar o próprio EP, com shows juntamente com outras bandas para somar também.

Ramon (Rock com Vina): Legal, muito bom o som de vocês. Muito obrigado.

Siga a banda no Facebook: facebook.com/canecodemadeira

E não se esqueça de segui o Rock com Vina no Youtube e no Twitter.
www.youtube.com/channel/UCL-pcjX1baK7wl6mYWkMtWA
twitter.com/rockcomvina

Rock Com Vina: Entrevista: Banda Desatino (SP)

Colunistas • Por Rock Com Vina •

Fala galera, beleza?

Fizemos vídeos e entrevistamos algumas bandas que tocaram no Grito Rock Araucária – 2016. Iremos lançar os vídeos junto com as entrevistas que fizemos. Fique ligado nas bandas que estamos mostrando, a maioria é da cena de Curitiba e região, vale a pena conhecer o trabalho de todas elas.

Entrevista:

Falamos com o Gui, vocalista da banda Desatino, que fez um puta show no Grito Rock Araucária 2016. Se liga na entrevista que fizemos com ele:

Di (Rock com Vina): Como foi pra vocês tocar em Araucária e qual a energia que você sentiu da galera?

Gui (Desatino): É muito diferente, a gente adora o sul porque tem essa conexão com o público, o palco não é tão distante, tá ligado? É um negócio muito próximo, você olha no olho da pessoa e sente que conseguiu passar uma energia, não tem preço.

Di (Rock com Vina): Como está sendo a repercussão do último CD, o “Entreguerras”, que vocês lançaram no ano passado?

Gui (Desatino): O lance foi o seguinte, a gente tinha outra formação na banda, gravamos o CD e acabou não dando certo. Agora viemos com outra formação, fazendo a turnê desse CD, e cara… ta sendo animal. Estamos viajando pra cantos que a gente nunca imaginou que iria… é muito louco.

Di (Rock com Vina): Como é a cena do rock independente lá em Sampa? Os lugares são acessíveis?

Gui (Desatino): A cena do rock já foi muito forte, infelizmente agora tá segmentada, bem dispersa, mas a gente tá aqui pra isso, pra tentar fazer o rock acontecer lá também, assim como está aqui, e a gente sente muito orgulho disso.

Di (Rock com Vina): Vamos apostar na união do rock’n roll que vai dar certo

Gui (Desatino): É isso aí, valeu meu velho.

Di (Rock com Vina): Valeu Gui.

Não deixe de seguir a banda nas redes sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/desatinorock/
Site: http://www.dstnrock.com/
Facebook: https://www.facebook.com/DesatinoRock/?fref=ts

E também não deixe de seguir o Rock com Vina: facebook.com/rockcomvina

title_goes_here