PERSONALIDADES DO ROCK

O ABC DE ALGUMAS DAS MAIORES PERSONALIDADES DO ROCK MUNDIAL

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AEROSMITH

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De Boston para o mundo

O Aerosmith é uma banda norte-americana, formada na cidade de Boston, em 1970. LEIA MAIS


O Aerosmith é uma banda norte-americana, formada na cidade de Boston, em 1970. Tocando um Hard Rock com fortes influências de blues, o quinteto logo conseguiu assinar um contrato com a Columbia Records, com a qual lançaram seu primeiro disco, Get Your Wings, de 1973. O Aerosmith, apesar de algumas mudanças na formação, atualmente conta com os mesmo músicos do álbum de estréia.


O Aerosmith é a banda de rock americana que mais vendeu discos em toda a história, com mais de 150 milhões de álbuns em todo mundo. Eles também detêm o recorde do maior número de discos de ouro e multi-platina. Um dos maiores reconhecimentos de sua carreira aconteceu em 2001, quando foram eternizados no Rock And Roll Hall Of Fame.


No final dos anos 70, o Aerosmith estava entre as bandas mais populares do mundo, mas problemas com drogas e conflitos internos resultaram na saída dos guitarristas Joe Perry e Brad Whitford. A banda só recuperou seu prestígio em 87, com o disco Permanent Vacation, momento em que se livraram dos vícios. Desde então, o grupo se manteve sempre em evidência.


O mais recente trabalho do Aerosmith é Music From Another Dimension, lançado em novembro último. Este é o primeiro álbum de inéditas da banda desde Just Push Play, de 2001. Para celebrar o lançamento do disco, eles se apresentaram em sua cidade natal, Boston, na frente do prédio em que moravam quando fundaram o grupo.


Um dos trabalhos mais inspirados do Aerosmith é o disco Pump, de 1989, que fez a banda entrar na década de 90 com força total, no que viria a ser o auge de sua carreira. Este álbum teve 3 músicas no Top 10 Americano, chegando à marca de 9 milhões de discos vendidos. O seguinte, Get A Grip, vendeu ainda mais, 12 milhões de cópias. Nesta época, o Aerosmith fez suas primeiras apresentações no Brasil, em São Paulo e Rio De Janeiro.


Com o álbum de 1987 Permanent Vacation, e o de 89, Pump, o Aerosmith surpreendeu a industria fonográfica e se reafirmaram na elite do rock n roll com seus singles Love in an Elevator, e Janes Got a Gun sucessos marcantes ate 93.

Com o lançamento de Get a Grip carregado de hits como “Livin on The Edge”, “Cryin” e “Amazing”, a banda tocou exaustivamente nas rádios e na Mtv.


O ano de 1998 foi conturbado para a banda Aerosmith, Steven Tyler vocalista do grupo rompeu seus ligamentos durante um show no Alasca, e Joey Kramer acidentalmente viu sua Ferrari explodir em um posto de gasolina, causando queimaduras de terceiro grau por todo o corpo e forçando a banda a cancelar a turnê.

Mas nem isso foi o bastante para parar o fenômeno do hardrock, que no mesmo ano gravou 4 das 14 musicas da trilha sonora de Armageddon, levando-os novamente para o topo das paradas com o hit “I Don´t Want To Miss A Thing”.

Os membros do Aerosmith, no início da carreira, antes do primeiro disco, moravam num apartamento juntos. A sala era o quarto do baixista Tom, e era onde ficava o piano. Ele conta que todos os dias acordava com “Uma estranha música em Fá que Steven insistia em tocar” e sobre a qual este dizia “Essa música ainda vai ser um sucesso” . A música era Dream On, sucesso arrebatador que ate hoje encabeça as paradas do rock.


Discografia


Álbuns de estúdio:


Aerosmith (1973)

Get Your Wings (1974)

Toys in the Attic (1975)

Rocks (1976)

Draw the Line (1977)

Night in the Ruts (1979)

Rock in a Hard Place (1982)

Done with Mirrors (1985)

Permanent Vacation (1987)

Pump (1989)

Get a Grip (1993)

Nine Lives (1997)

Just Push Play (2001)

Honkin´on Bobo (2004)

Music from Another Dimension! (2012)

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BAD COMPANY

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Em boa companhia

A banda inglesa Bad Company foi fundada em 1973, por ex-integrantes de bandas como Mott The Hopple, Free e King Crimson. LEIA MAIS


A banda inglesa Bad Company foi fundada em 1973, por ex-integrantes de bandas como Mott The Hopple, Free e King Crimson. Durante a década, o grupo lançou 5 álbuns, que conseguiram boas posições nas paradas de sucesso. Em 82, chegou as lojas Rough Diamond, o último registro do vocalista Paul Rodgers com o grupo. Após alguns anos parado, o Bad Company voltou a ativa em 1986, com o ex-vocalista de Ted Nugent, Brian Howe.


Mesmo com vendas as vendas razoáveis do disco Rough Diamond, o Bad Company encerrou suas atividades em 1983. Três anos mais tarde, a banda retornou com dois membros originais, o guitarrista Mick Ralphs e o baterista Simon Kirke. Para os vocais, foi contratado Brian Howe, e para os teclados, Gregg Dechert, que teve curta passagem pelo Uriah Heep. Com esta formação, o grupo colocou no mercado o álbum Fame And Fortune, em 1986.


O Bad Company voltou a ativa na metade da década de 80, com o cantor Brian Howe, que gravou quatro discos com a banda, até sua saída em 1994. Para o seu lugar, veio Robert Hart, que ficou pouco tempo, e registrou apenas o álbum Company Of Strangers. No final da década de 90, o grupo reuniu sua formação original para uma série de shows e para gravar algumas músicas novas para uma coletânea. Mas pouco tempo depois, Boz Burrel deixou o Bad Company definitivamente. O baixista morreu em 2006, vítima de um ataque cardíaco.


O Bad Company atualmente conta com três integrantes da formação clássica, com exceção do baixista Boz Burrel, morto em 2006. O cantor Paul Rodgers voltou ao grupo em 2008, mesmo ano em que gravou o disco The Cosmos Rocks, ao lado dos membros remanescentes do Queen. Ao lado deles, o cantor também fez uma turnê mundial. Outra empreitada de Rodgers fora do Bad Company foram os discos que gravou ao lado do guitarrista Jimmy Page, do Led Zeppelin, com a banda The Firm. 


O Bad Company tem como último álbum de estúdio Stories Told And Untold, registrado com o ex-vocalista Robert Hart, em 1996. O trabalho conta com 7 músicas inéditas e 7 clássicos regravados, e não foi bem recepcionado pelo público e pela crítica. Desde então, a banda vem focando nos shows, e lançou neste período cinco álbuns ao vivo, sendo o último, Live At Wembley, gravado em 2010 e lançado dois anos mais tarde.

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CHUCK BERRY

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Um dos pais do Rock'n'Roll

É um guitarrista e cantor americano, considerado um dos inventores do estilo Rock... LEIA MAIS


O músico Charles Edward Anderson Berry, conhecico mundialmente como Chuck Berry, é um guitarrista e cantor americano, considerado o inventor do Rock And Roll. Ele foi considerado o 5º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista Rolling Stone, e mesmo com 87 anos, continua fazendo shows regularmente. Seu primeiro disco de estúdio foi After School Sessions, de 1957.


O guitarrista Chuck Berry lançou seu primeiro álbum em 1957, e em pouco mais de 20 anos, ele gravou outros 18 discos. Em 1979, chegou as lojas “Rock It”, que é seu último disco completo de músicas inéditas. Desde então, foram lançados apenas discos ao vivo e coletâneas diversas. Na época, Chuck Berry foi condenado a 4 meses de prisão, por sonegação de impostos.


Em 1986, Chuck Berry ganhou uma festa especial para celebrar seu aniversário de 60 anos. Organizada pelo guitarrista do Rolling Stones, Keith Richards, o evento foi gravado e depois lançado com o nome Hail Hail Rock N´Roll. O documentário mostra Chuck Berry de outras lendas como Eric Clapton e Robert Cray, além do próprio Keith Richards.


Um dos maiores sucessos de Chuck Berry, Jhonny B. Goode, foi escolhida para ser enviada ao espaço nas naves Voyager 1 e 2. A música é um dos registros de sons humanos mandados na missão, e é a única representante do Rock And Roll no projeto. A composição, uma das mais famosas do estilo, já foi regravada por quase 100 artistas de todo o mundo, incluindo bandas como Judas Priest, Aerosmith Beatles e Jhonny Rivers.


Entre as influências de Chuck Berry estão nomes como Nat King Cole e Muddy Waters, que o apresentou ao dono da gravadora Chess. A maioria de suas gravações mais famosas foram lançadas pela Chess Records, junto ao pianista Johnnie Johnson, o baixista Willie Dixon e o baterista Fred Below. Apesar da boa relação com a gravadora, Berry também lançou trabalhos pela Mercury e pela Atco.

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DAVID BOWIE

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A ousadia do Glam Rock

Em 1962, David Bowie, entrou em uma briga com seu colega de escola, George Underwood. LEIA MAIS


Em 1962, David Bowie, então com 15 anos de idade, entrou em uma briga com seu colega de escola, George Underwood. O motivo da briga foi uma garota, e Bowie acabou levando a pior. Um soco desferido por George, que usava um grande anel, atingiu em cheio seu olho esquerdo. O temor dos médicos não se confirmou, e David não teve sua visão afetada, mas isso não o livrou de passar o resto da vida com dilatação permanente da pupila. Na época, David nem podia imaginar, mas anos depois o resultado dessa briga ajudaria a formar a persona que o consagrou como um dos maiores nomes da história da música pop.


Lançado em 1969, “Space Oddity”, segundo álbum de David Bowie apresentava o músico em clara levada folk, apoiado apenas por violão e voz. Carro-chefe do álbum, “Space Oddity” alcançou o timing perfeito numa época em que as incursões humanas no espaço estavam em grande evidência e se tornou um hit instantâneo. A música abriu as portas para o sucesso de Bowie, sendo utilizada como trilha sonora da chegada do homem à lua pela rede de televisão BBC.


Se David Bowie tinha alcançado grande audiência com uma faixa de seu segundo álbum, em seu terceiro lançamento ele tentava provar que viera pra ficar. E com “The Man Who Sold The World”, conseguiu. Com grande ajuda do guitarrista Mick Ronson, Bowie criou um álbum consistente e inovador, apontado por alguns críticos como o nascimento do glam rock. A capa, com Bowie usando um vestido, ajudou a criar a figura sexual que permearia a fase mais aclamada de sua carreira. Sucesso de público e crítica, o álbum é ainda apontado como grande influência para o que mais tarde viria a ser o estilo gótico.


Inspirado pelo romance 1984, de George Orwell, David Bowie criou mais um de seus álbuns conceituais, o “Diamond Dogs” que, apesar de ainda ter um pé, ou melhor, uma bota no glam rock, flertava com o som dos Rolling Stones, uma das grandes inspirações do músico. Entre as faixas do álbum estava “Rebel, Rebel”, rock enérgico e grudento que se tornaria uma das mais famosas canções. A crítica aclamou o álbum como um dos melhores de Bowie, e “Diamond Dogs” atingiu a primeira posição das paradas britânicas.


Se Bowie havia aprendido muito com Lennon, agora era a vez de Lennon aprender com Bowie. Foi de “Heroes” a inspiração para que o ex-beatle fizesse seu álbum “Double Fantasy”, declarando que sua ambição era fazer algo tão bom quanto o disco de Bowie. Segundo álbum da chamada “trilogia de Berlin”, “Heroes” registrava mais uma vez a parceria de Bowie com o guru dos sintetizadores e ex-membro do Roxy Music, Brian Eno. O disco se tornou um dos grandes sucessos de sua carreira, com destaque para a faixa título, que se tornou a segunda música de Bowie com mais versões cover, atrás apenas de “Rebel, Rebel”.


Apesar de que até 1971 David Bowie já tivesse lançado quatro discos bem-sucedidos, foi com o personagem “Ziggy Stardust” que o cantor atingiu popularidade na cultura jovem e desafiou as barreiras da sexualidade ao fabricar para si uma imagem cheia de androginia, que veio a se tornar símbolo da geração glam rock. “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” traz a história de um alienígena, encarnado pelo cantor inglês, que vem à Terra com o intuito de passar uma mensagem de esperança nos últimos cinco anos de existência do planeta, que iria acabar devido à falta de recursos naturais.


Do aspirante a músico folk de “Space Oddity”, passando pelo polêmico e sexual Ziggy Stardust e pelo soul-man de Young Americans até o inovador parceiro de Brian Eno na trilogia de Berlin, David Bowie se consagrou como um artista de múltiplas faces, atingindo sucessos astronômicos e colecionando lendas de mesma magnitude.


 


Discografia:


David Bowie (1967)

Space Oddity (1969)

The Man Who Sold the World (1970)

Hunky Dory (1971)

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972)

Aladdin Sane (1973)

Pin Ups (1973)

Diamond Dogs (1974)

Young Americans (1975)

Station to Station (1976)

Low (1977)

“Heroes” (1977)

Lodger (1979)

Scary Monsters (and Super Creeps) (1980)

Let´s Dance (1983)

Tonight (1984)

Never Let Me Down (1987)

Black Tie White Noise (1993)

The Buddha of Suburbia (1993)

Outside (1995)

Earthling (1997)

´Hours…´ (1999)

Heathen (2002)

Reality (2003)

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FOO FIGHTERS

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Um fenômeno

A história do Foo Fighters está centralizada na figura de Dave Grohl... LEIA MAIS


A história do Foo Fighters está centralizada na figura de Dave Grohl e começa muito antes da formação da banda, que só foi acontecer depois da finalização do álbum de estréia.


Dave antes de chegar a montar os Foo Fighters, deu inicio a sua carreira no meio da cena Punk de Washignton, e passou por bandas que fizeram historia no meio Punk/Hardcore até tomar a difícil escolha de largar uma banda promissora para entrar de cabeça em um projeto de uns desconhecidos de Seattle, esses desconhecidos eram o Kurt Cobain e Krist Novoselic, e esse trio seriam os Nirvana.


Abalado pela Morte de Kurt Cobain, Dave Grohl ficou perdido sem saber o que fazer com o fim do Nirvana. Sua vontade de tocar se foi e ele decidiu aposentar-se da música, mas amigos da cena Grunge de Seattle o levantaram e incentivaram a voltar a tocar e compor.

E foi isso que ele fez, gravou sozinho um EP com música que mais para frente originariam nada mais nada menos que o Foo Fighters.


Com musicas gravadas e a ideia de tocar por amor ao rock, Dave Grohl se uniu a ex integrantes do Sunny Day Real State e o ex integrante do Nirvana para montar aquela que um dia seria a maior banda do mundo, os Foo Fighters.

Lançaram o álbum Foo Fighters em 1995 fazendo shows modestos em pequenos clubes. Assinaram em 1996 um contrato com uma grande gravadora e relançaram seu álbum que foi um grande sucesso vendendo mais de 1 milhão de copias e os levando a uma turnê por quase todo mundo.


O nome Foo Fighters surgiu a partir de um fenômeno que ocorreu durante a segunda guerra mundial, onde foram vistos pontos brilhantes não identificados no campo aéreo francês.

Mas Dave Grohl e sua trupe não ficaram apenas como luzes desconhecidas e marcaram seu nome e sua música na história do rock.


O Foo Fighters já passou por diversas formações até se encontrar nessa atual que se consagrou como a melhor banda do mundo ao lotar duas noites do estadio Wembley em Londres e com o meteórico sucesso de seu ultimo álbum Wasting Light.

Em recente passagem pelo Brasil o grupo esgotou os ingressos para o primeiro dia do festival Lollapalooza, e assim comprovaram para o público do Brasil o porque de serem os maiores do mundo, com uma apresentação eletrizante e com muita emoção.


O apresentador do Late Show, David Letterman, é fã do Foo Fighters. Em abril deste ano, Letterman contou que a música “Everlong” foi muito importante em sua vida na época em que quase morreu, ao passar por uma cirurgia do coração, no ano 2000. Emocionado, ele agradeceu à banda.


Discografia


Álbuns de estúdio:


1995 – Foo Fighters

1997 – The Colour and the Shape

1999 – There Is Nothing Left to Lose

2002 – One by One

2005 – In Your Honor

2007 – Echoes, Silence, Patience and Grace

2011 – Wasting Light

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IRON MAIDEN

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O antes e depois do Heavy Metal

O Iron Maiden começou em 1975, quando o baixista Steve Harris deixou a banda Smiler... LEIA MAIS



 


A história do Iron Maiden começou em 1975, quando o baixista Steve Harris deixou a banda Smiler. A nome do grupo foi inspirado em um conhecido instrumento de tortura. Contando com o cantor Paul Di Anno, a banda gravou a demo The Soundhouse Tapes, que vendeu 5 mil cópias. Com algumas mudanças na formação, o Iron Maiden lançou em 1980 seu primeiro disco, que levava o mesmo nome do grupo, e aumentou seu sucesso fazendo turnês com o Judas Priest e o Kiss.


Mesmo após o sucesso de seu segundo disco, Killers, o Iron Maiden começou a ter cada vez mais problemas com o vocalista Paul Di Anno, que segundo a banda, estava abusando no consumo de drogas. A solução encontrada foi demitir o cantor, e para seu lugar, foi convocado o vocalista do Samson, Bruce Dickinson. Com ele, gravaram o disco considerado até hoje um de seus maiores clássicos, The Number Of The Beast, que chegou a ser considerado por alguns conservadores como demoníaco. A polêmica foi benéfica para o grupo britânico, que vendeu muitas cópias devido a isso.


O Iron Maiden entrou na década de 90 como um dos maiores grupos de Heavy Metal do mundo, lançando No Prayer For The Dying, um disco mais direto que os anteriores, o que gerou muita controvérsias na época. O novo direcionamento se manteve no álbum seguinte, Fear Of The Dark, até hoje um de seus maiores sucessos. Após a saída do vocalista Bruce Dickinson, a banda passou por momentos conturbados, gravando dois discos bastante criticados com o novo cantor, Blaze Bayley. A solução para os problemas veio com o retorno de Dickinson em 1999, que trouxe consigo o ex-guitarrista Adrian Smith, que havia saído no final da década de 80.


O Iron Maiden sacramentou o retorno do vocalista Bruce Dickinson com o disco Brave New World, lançado em 2000. O trabalho mostrava uma banda renovada, e o grande sucesso de público mostrou que a banda precisava de Dickinson para voltar ao topo. O Iron Maiden encerrou sua turnê com uma apresentação para 250 mil pessoas no festival Rock In Rio, no começo de 2001. Este show foi posteriormente lançado em CD e DVD.


Para celebrar os 25 anos da turnê que resultou no disco ao vivo Maiden England, o Iron Maiden está atualmente fazendo shows inspirados nos apresentados no final da década de 80, quando divulgavam o álbum Seventh Son Of A Seventh Son. Apesar da temática da turnê, estão presentes nos atuais shows algumas músicas gravadas originalmente na década de 90.

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JETHRO TULL

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A flauta mágica do Rock

A banda Jethro Tull foi formada na cidade inglesa de Blackpool, em 1967... LEIA MAIS
A banda Jethro Tull foi formada na cidade inglesa de Blackpool, em 1967. Nos primórdios, o líder da banda, Ian Anderson, foi relegado ao piano, pois Mick Abrahams ficou responsável pelas guitarras e vocais do grupo. Após lançar alguns compactos sem muita repercussaão, o grupo gravou em 1968 o álbum This Was, que contava principalmente com parcerias na composição de Anderson e Abrahams. Por isto, o trabalho, já com os vocais de Ian Anderson, veio com bastante influência de blues, e apesar disto, teve boas vendas. Logo após o lançamento, Mick Abrahams deixou a banda, e em seu lugar entrou Martin Barre, que ficou até os últimos momentos do Jethro Tull. Antes da troca de guitarristas, o futuro Black Sabbath Tony Iommi tocou com grupo, mas saiu poucas semanas depois.


Contando com um novo guitarrista, Martin Barre, o Jethro Tull lançou em 69 o álbum Stand Up, composto totalmente por Ian Anderson. A única exceção ficou com Bouree, adaptação de uma composição de Sebastian Bach. Um ano depois, com John Evan nos teclados, a banda lançou Benefit. Após sair do Jethro Tull, o guitarrista Mick Abrahams formou o Blodwyn Pig, com o qual lançou dois discos. Nos anos 90, ele tocou com o This Was, banda que levava o mesmo nome do primeiro disco do Jethro Tull, e contava com todos os ex-integrantes desta banda. Apesar da polêmica, Ian Anderson não se incomodou, e até convidou o guitarrista para alguns shows do Jethro Tull.


Após algumas mudanças de formação, o Jethro Tull lançou na sequência seus dois discos mais famosos e influentes: em 1971 chegava as lojas Aqualung, tendo como grande êxito a faixa título, a mais famosa composição do grupo. Um ano depois, era lançado o álbum conceitual Thick As A Brick. O trabalho, uma verdadeira obra prima do Rock progressivo, marcou época devido ao ser formato, afinal, contava apenas com uma música, com o mesmo nome do álbum. Ela foi dividida em duas partes, para caber nos dois lados do vinil. O disco foi um grande sucesso comercial, chegando a primeira posição das paradas britânicas. Ainda em 1972, o Jethro Tull lançou a compilação Living In The Past, com faixas ao vivo e sobras de estúdio.


Durante a década de setenta, o Jethro Tull, após o sucesso estrondoso de Thick As A Brick, lançou outros álbuns conceituais, que tiveram boa recepção do público, mas receberam criticas negativas por parte da imprensa. Repetindo a fórmula, em 73 lançaram A Passion Play, outro trabalho com apenas uma única e gigantesca música. Após War Child e Minstrel in the Gallery, outro disco conceitual foi lançado pelo Jethro Tull, Too Old to Rock And Roll, Too Young to Die!, em 1976. Após mais alguns trabalhos, Ian Anderson decidiu graver um album solo, mas por pressão da gravadora, A acabou chegando as lojas como um disco do Jethro Tull. A sonoridade mostrava os primeiros flertes de Anderson com elementos eletrônicos.


Em 1984, após gravar mais um trabalho com influências modernas, Under Wraps, o Jethro Tull resolveu dar um tempo, que durou três anos. Durante este período, Ian Anderson deu sequência a uma bem sucedida carreira como criador de salmão. O álbum Crest Of A Knave pôs fim ao hiato, e deu ao grupo o seu prêmio mais controverso. Em 88, o Jethro Tull foi agraciado com o Grammy de melhor performance de Rock e Heavy Metal, batendo os grandes favoritos do Metallica. A polêmica veio pois o grupo não era considerado um grupo de Rock pesado e muito menos Heavy Metal pela maioria das pessoas. A banda entrou nos anos 90 lançando discos que mostravam um resgate da sonoridade folk usada no início de carreira. Fique agora com mais um som do Jethro Tull.


O último trabalho de composições inéditas lançado pelo Jethro Tull é J-Tull Dot Com, de 1999. Depois, o grupo colocou no mercado apenas discos ao vivo e um álbum com músicas natalinas. Tanto o flautista e cantor Ian Anderson como o guitarrista Martin Barre lançaram álbuns solo em 2003. O de Anderson, Rupis Dance, o trouxe ao Brasil dois anos mais tarde, onde se apresentou ao lado de orquestras locais. Em 2012, ele lançou a segunda parte de Tchick As A Brick, clássico do Jethro Tull, entretanto, como um álbum solo. E com o lançamento do mais recente, Homo Erraticus, Anderson decretou o fim de sua antiga banda. De acordo com ele, todos seus trabalhos posteriores serão lançados como discos solo, e que o Jethro Tull ficou para a história.

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LED ZEPPELIN

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Influência para gerações

Led Zeppelin foi uma banda britânica de rock, formada em Londres em setembro de 1968. LEIA MAIS
Led Zeppelin foi uma banda britânica de rock, formada em Londres em setembro de 1968. A banda consistia no guitarrista Jimmy Page, o vocalista Robert Plant, o baixista e tecladista John Paul Jones e o baterista John Bonham. Devido o som pesado de guitarra enraizado no blues e na música psicodélicaem seus dois primeiros álbuns, o grupo é frequentemente reconhecido como um dos progenitores do heavy metal, enquanto seu estilo único criou uma grande variedade de influências musicais, incluindo a música folclórica.


Depois de mudar seu antigo nome de New Yardbirds, o Led Zeppelin assinou um acordo favorável com a Atlantic Records, que lhes ofereceu uma considerável liberdade artística. O grupo não gostava de lançar suas canções como singles, pois viam os seus álbuns como indivisíveis e completas experiências de escuta. Embora inicialmente impopular com os críticos, o grupo conseguiu um impacto comercial significativo nas vendas com Led Zeppelin (1969), Led Zeppelin II (1969), Led Zeppelin III(1970), o seu quarto álbum sem título (1971), Houses of the Holy (1973), e Physical Graffiti (1975). O quarto álbum, que apresenta a faixa “Stairway to Heaven”, está entre as obras mais populares e influentes do rock, e ajudou a cimentar a popularidade do grupo.


Álbuns posteriores da banda visaram uma experimentação maior e foram acompanhados por extensos recordes e concertos que renderam à banda uma reputação pelos seus excessos e sua devassidão. Apesar de terem permanecido bem sucedidos comercialmente e criticamente, a sua produção e agenda de shows foram limitadas no final da década de 1970, e o grupo se desfez após a morte repentina de Bonham, em 1980. Desde então, ao decorrer das décadas, os membros sobreviventes esporadicamente colaboraram e participaram de raras reuniões juntos. A mais bem sucedida deles foi em 2007 no Ahmet Ertegun Tribute Concert, em Londres, com Jason Bonham no lugar de seu falecido pai, na bateria.


Led Zeppelin é amplamente considerado como um dos grupos de rock mais bem sucedidos, inovadores e influentes da história. Eles são um dos artistas que mais venderam na história da música, várias fontes estimam recordes de vendas do grupo entre 200 a 300 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Com 111.5 milhões de unidades certificadas pela Associação da Indústria de Gravação da América, eles são a segunda banda de maior recorde de vendas de discos nos Estados Unidos. Cada um de seus nove álbuns de estúdio apareceram no Billboard Top 10 e seis deles atingiram a primeira posição. A revista Rolling Stone os descreveu como “a maior banda de rock and roll de todos os tempos”, “a maior banda dos anos 70”, e o 14º maior artista da música. Foram um dos artistas mais pirateados e contrabandeados da história da música, com diversas gravações ilegais notáveis que indiretamente fizeram parte de sua discografia, além de vender milhões. Também foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame em 1995; sua biografia no museu demonstra que a banda era “tão influente na década dos anos 1970, quanto os Beatles na década anterior”.

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MÖTLEY CRÜE

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Uma das Melhores do Glam Rock

Vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo... LEIA MAIS
Mötley Crüe foi uma banda norte-americana de heavy metal criada em Los Angeles, Califórnia em 1981.


A banda foi formada pelo baixista Nikki Sixx (que estava envolvido numa banda chamada London) e pelo baterista Tommy Lee, mais tarde entraram o guitarrista Mick Mars e o cantor Vince Neil. Mötley Crüe vendeu mais de 100 milhões de álbuns em todo o mundo, considerada uma das melhores bandas de glam do mundo.


O último álbum de estúdio da banda, Saints of Los Angeles, foi lançado em 28 de junho de 2008, enquanto estava sendo filmada uma adaptação da autobiografia da banda, que foi lançada em 2009. Em 2014 e 2015, a banda realizou sua última turnê, sendo conhecida como “The Final Tour”, que culminou com o fim da banda em 31 de dezembro de 2015).


DISCOGRAFIA


Álbuns de estúdio


•1981: Too Fast for Love


•1983: Shout at the Devil


•1985: Theatre of Pain


•1987: Girls, Girls, Girls


•1989: Dr. Feelgood


•1994: Mötley Crüe


•1997: Generation Swine


•2000: New Tattoo


•2008: Saints of Los Angeles


Compilações


•1991: Decade of Decadence


•1998: Greatest Hits


•1999: Supersonic and Demonic Relics


•2003: 20th Century Masters – The Millennium Collection: The Best of Mötley Crüe


•2003: Music to Crash Your Car to: Volume 1


•2004: Music to Crash Your Car to: Volume II


•2005: Red, White & Crüe

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OS MUTANTES

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``Os Bruxos``

A bandeira do Rock, dentro do Tropicalismo... LEIA MAIS
O grupo brasileiro Os Mutantes foi formado no auge do Tropicalismo, em 1966, pela cantora Rita Lee, além de Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. A primeira fase da banda durou 12 anos, e neste tempo, foram lançados 6 discos, e também passaram pela formação o baterista Dinho Leme e o baixista Liminha, que se tornou posteriormente reconhecido pela sua carreira de produtor musical.


O Mutantes surgiu em 1966, inicialmente chamado OS Bruxos. O novo nome foi uma idéia de Ronnie Von, um pouco antes deles se apresentarem em seu programa, “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, na TV Record. Em 1968, o trio assinou com a Polydor, por indicação de Manoel Barenbein. Assim, foi lançando Os Mutantes, primeiro disco da banda. Com participação especial de Jorge Ben, o LP mostrou o som inovador dos Mutantes, e trazia clássicos como Panis At Circenses, composta por Caetano Veloso e Gilberto Gil especialmente para a banda.


Em 1968, Os Mutantes participaram do 3º Festival Internacional da Canção, da TV Globo, tocando “Caminhante Noturno”, acabou classificada em sétimo lugar. Mas o momento que marcou a história da banda no evento foi quando tocaram junto a Caetano Veloso, na final do concurso. Eles apresentaram “É Proibido Proibir”, que foi recebida com vaias de todo o auditório. Objetos foram arremessados ao palco e muitos viraram as costas para o grupo. Revoltado, Caetano fez um longo e inflamado discurso, que quase não podia ser ouvido devido ao barulho.


O disco A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado, o terceiro dos Mutantes, foi lançado em 1970, mostrando uma mudança no direcionamento musical do grupo, que se aproximava cada vez mais do Rock And Roll. Já contando com o baixista Liminha, a banda segui para a França, onde aproveitaram para gravar algumas músicas em um estúdio local. O material, não utilizado na época, só chegou as lojas em 1999, com o nome de Tecnicolor.


Com a chegada da década de 70, Os Mutantes foram sofrendo perdas e tendo problemas com o uso de drogas. Algum tempo depois, Rita Lee deixa o grupo, principalmente por ter terminado sua relação com Arnaldo Baptista. O grupo durou mais alguns anos, e em 2006, foi reformulado por Sérgio Dias, contando ainda com Arnaldo. A cantora Zélia Duncan foi convidada para substituir Rita, e atualmente Os Mutantes continuam na ativa, apenas com Sérgio da formação original.


DISCOGRAFIA


Álbuns de estúdio



  • 1968 – Os Mutantes

  • 1969 – Mutantes

  • 1970 – A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado

  • 1971 – Jardim Elétrico

  • 1972 – Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets

  • 1974 – Tudo Foi Feito pelo Sol

  • 1992 – O A e o Z (gravado em 1973)

  • 2000 – Tecnicolor (gravado em 1970)

  • 2009 – Haih or Amortecedor

  • 2013 – Fool Metal Jack


Álbuns ao vivo



  • 1976 – Mutantes Ao Vivo

  • 2006 – Mutantes Ao Vivo – Barbican Theatre, Londres 2006


Álbum coletivo



  • 1968 – Tropicália: ou Panis et Circencis (com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, Nara Leão e Gal Costa)


Compilações



  • 1986 – Algo Mais

  • 1994 – Personalidade

  • 1994 – Minha História

  • 1996 – Coleção Obras Primas

  • 1998 – Millennium — 20 Músicas do Século XX (relançado em 2005 como Novo Millennium)

  • 1999 – Everything Is Possible: The Best of Os Mutantes

  • 2006 – A Arte de Os Mutantes

  • 2006 – De Volta ao Planeta dos Mutantes

  • 2006 – Tropicália: A Brazilian Revolution in Sound (com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, Gal Costa e Jorge Ben)


EP



  • 1968 – A Voz do Morto/Baby/Marcianita/Saudosismo (com Caetano Veloso)

  • 1969 – Fuga Nº II/Adeus, Maria Fulô/Dois Mil e Um/Bat Macumba

  • 1970 – Hey Boy/Desculpe Babe/Ando Meio Desligado/Preciso Urgentemente Encontrar um Amigo

  • 1976 – Cavaleiros Negros/Tudo Bem/Balada do Amigo


Compactos



  • 1966 – “Suicida/Apocalipse”

  • 1968 – “É Proibido Proibir/Ambiente de Festival” (com Caetano Veloso)

  • 1968 – “A Minha Menina/Adeus Maria Fulô”

  • 1969 – “Dois Mil e Um/Dom Quixote”

  • 1969 – “Ando Meio Desligado/Não Vá Se Perder por Aí”

  • 1971 – “Top Top/It’s Very Nice pra Xuxu”

  • 1972 – “Mande um Abraço para a Velha”


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PEARL JAM

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Destaque da Cena Grunge

Uma das poucas bandas remanescentes do grunge, o Pearl Jam lançou em 2011 o documentário Twenty... LEIA MAIS


Uma das poucas bandas remanescentes do grunge, o Pearl Jam lançou em 2011 o documentário Twenty, com direção de Cameron Crowe, que relata toda a trajetória do grupo e do movimento que estourou em Seattle no início dos anos 1990. O Pearl Jam, além de precursor do movimento grunge, já foi banda de apoio de Neil Young em seu álbum Mirror Ball.


Jeff Ament e Stone Grossard começaram o embrião do Pearl Jam tocando em diversas bandas de Seattle nos anos 80. Com o fim da Green River, a dupla se uniu a Andrew Wood, e montaram o Mother Love Bone, que foi o primeiro grupo da cidade a ter contrato com uma grande gravadora. Com a morte prematura de Wood, foram atras de membros para uma nova banda. Ao encontrarem Eddie Vedder, estava formado o Pearl Jam.


O sucesso do Pearl Jam veio logo em seu primeiro disco, Ten. O título, inspirado no número da camisa do jogador de basquete Mookie Baylock, foi sugestão de Eddie Vedder, que antes de entrar na banda praticava o esporte, quase tendo se tornado um profissional. O álbum permaneceu mais de dois anos na lista de mais vendidos, chegando a marca de 13 milhões de discos.


Em junho de 2000, uma tragédia marcou a história do Pearl Jam. Enquanto o grupo tocava no festival Roskilde, na Dinamarca, nove fãs morreram pisoteados e sufocados pela multidão. A banda foi inicialmente culpada pelo acidente, mas depois foi considerada inocente. O Pearl Jam cogitou encerrar as atividades, mas dois meses depois voltou a estrada.


O Pearl Jam decidiu gravar profissionalmente cada um dos shows da turnê do disco Binaural, após notarem a popularidade de gravações piratas e o interesse dos fãs em possuírem uma cópia dos shows em que estiveram. O Pearl Jam lançou 72 álbuns ao vivo entre 2000 e 2001, definindo um recorde de mais álbuns a estrearem na lista da Billboard ao mesmo tempo.


Pela sua carreira o Pearl Jam tem promovido amplas causas sociais e politicas, desde sentimentos de pró-escolha até oposição à presidência de George W. Bush. Vedder age como porta-voz da banda nessas situações.


O grupo já promoveu um conjunto de causas, incluindo a conscientização sobre a Doença de Crohn, doença que afeta o guitarrista Mike McCready, o monopólio da Ticketmaster, além da proteção ao meio-ambiente e à vida selvagem.


Por se opor a Ticketmaster, por alguns anos, a banda assumiu a produção e venda de ingressos de todos os seus shows, coisa que muitos consideravam loucura.


Discografia:


Álbuns de estúdio:


1991 – Ten

1993 – Vs.

1994 – Vitalogy

1996 – No Code

1998 – Yeld

2000 – Binaural

2002 – Riot Act

2006 – Pearl Jam

2009 – Backspacer


2013 – Lightning Bolt (2013)


Compilações:


2003 – Lost Dogs 

2004 – Rearviewmirror: Greatest Hits 1991-2003


EPs:


1995 – Merkin Ball 

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RAUL SEIXAS

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O Pai do Rock Brasileiro

O cantor Raul Santos Seixas nasceu em Salvador, em 1945, e seguiu o caminho inverso de outros artistas... LEIA MAIS
O cantor Raul Santos Seixas nasceu na cidade de Salvador, em 1945, e seguiu o caminho inverso de outros artistas contemporâneos, quando apostou no Rock em vez da Tropicália. Tornou-se logo fã de Elvis Presley, fundando aos 14 anos um fã-clube brasileiro do cantor. Ainda durante a adolescência, Raul abandonou a escola, após repetir de ano várias vezes, e apostou na carreira musical, formando o grupo Os Relâmpagos do Rock.


O primeiro disco de Raul Seixas, “Raulzito e seus Panteras”, foi lançado em 1968, mas o sucesso veio apenas com o disco “Krig-ha, Bandolo” (1973), cuja música principal, “Ouro de Tolo”, fez grande sucesso no Brasil. O disco tinha outras músicas de grande repercussão, como “Mosca na Sopa” e “Metamorfose Ambulante”. Durante seus 26 ano de carreira, Raul Seixas lançou 16 discos de músicas inéditas.


Na década de 70, Raul Seixas se envolveu com ocultismo e estudou filosofia e psicologia, o que o tornou um dos pouco compositores a tentar imprimir suas idéias em letras aliadas ao som do Rock, juntamente com ritmos nordestinos. Em 1974, junto ao escritor Paulo Coelho, criou a Sociedade Alternativa, um conceito de sociedade livre inspirada no ocultista Aleister Crowley.


Um dos grande trabalhos de Raul Seixas foi registrado em 1989. O disco “A Panela do Diabo” foi feito em parceria com o ex-Camisa de Vênus Marcelo Nova. O álbum chegou as lojas no dia 19 de agosto, e apenas 2 dias depois, Raul Seixas morreu de uma parada cardíaca, motivada principalmente pelo alcoolismo. Mesmo assim, o álbum vendeu 150 mil cópias, rendendo um disco de ouro.


Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Raul Vivo (1993 – Eldorado), Se o Rádio não Toca… (1994 – Eldorado) e Documento (1998). Inúmeras coletâneas também foram lançadas, como Os Grandes Sucessos de Raul Seixas de (1993), a grande maioria sem novidades, mas algumas com músicas inéditas como As Profecias (com uma versão ao vivo de “Rock das Aranhas”) de 1991 e Anarkilópolis (com “Cowboy Fora da Lei Nº2”) de 2003. Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raul Seixas desde os seis anos de idade até a sua morte. Em 2004, o canal a cabo Multishow promoveu um show especial de tributo a Raul, intitulado O Baú do Raul: Uma Homenagem a Raul Seixas. O show, gravado na Fundição Progresso(Rio de Janeiro) e lançado em CD e DVD, contou com artistas como Toni Garrido, CPM 22, Marcelo D2, Gabriel o Pensador, Arnaldo Brandão, Raimundos, Nasi, Caetano Veloso, Pitty e Marcelo Nova (os três últimos baianos, como Raul). Mesmo depois de sua morte, Raul Seixas continua fazendo sucesso entre novas gerações. Vinte anos depois de sua morte, o produtor musicalMazzola, amigo pessoal de Raul, divulgou a canção inédita “Gospel”, censurada na década de 1970. A canção foi incluída na trilha sonora da telenovela Viver a Vida, da Rede Globo. Em 2013, o cantor americano Bruce Springsteen cantou “Sociedade Alternativa” na abertura de seu show no Rock in Rio 2013. Em junho de 2014, a Rede Record definiu a música “Tente outra vez”, como tema de abertura da novela Vitória.


Discografia


Álbuns de carreira

1968 – RAULZITO E OS PANTERAS – Lançado em LP, K7 e CD

1971 – SOCIEDADE DA GRÃ-ORDEM KAVERNISTA APRESENTA SESSÃO DAS 10 – Lançado em LP, K7 e CD

1973 – OS 24 MAIORES SUCESSOS DA ERA DO ROCK – Lançado em LP, K7 e CD

1973 – KRIG-HA, BANDOLO! – Lançado em LP, K7 e CD

1974 – O REBÚ (Trilha sonora original – Raul Seixas & Paulo Coelho) – Lançado em LP, K7 e CD

1974 – GITA – Lançado em LP, K7 e CD

1975 – 20 ANOS DE ROCK – Lançado em LP, K7 e CD

1975 – NOVO AEON – Lançado em LP, K7 e CD

1976 – HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS – Lançado em LP, K7 e CD

1977 – RAUL ROCK SEIXAS – Lançado em LP, K7 e CD

1977 – O DIA EM QUE A TERRA PAROU – Lançado em LP, K7 e CD

1978 – MATA VIRGEM – Lançado em LP, K7 e CD

1979 – POR QUEM OS SINOS DOBRAM – Lançado em LP, K7 e CD

1980 – ABRE-TE SÉSAMO – Lançado em LP, K7 e CD

1983 – RAUL SEIXAS – Lançado em LP, K7 e CD

1984 – RAUL SEIXAS AO VIVO – ÚNICO E EXCLUSIVO – Lançado em LP, K7 e CD

1984 – METRÔ LINHA 743 – Lançado em LP, K7 e CD

1985 – LET ME SING MY ROCK AND ROLL – Lançado somente em LP

1986 – RAUL ROCK VOLUME 2 – Lançado em LP, K7 e CD

1987 – UAH-BAP-LU-BAP-LAH-BÉIN-BUM – Lançado em LP, K7 e CD

1988 – A PEDRA DO GÊNESIS – Lançado em LP, K7 e CD

1989 – A PANELA DO DIABO – Lançado em LP, K7 e CD


ÁLBUNS POSTUMOS

1991 – EU, RAUL SEIXAS (Ao Vivo – Show na Praia do Gonzaga, Santos/SP 1982) – Lançado em LP, K7 e CD

1992 – O BAÚ DO RAUL – Lançado em LP, K7 e CD

1993 – RAUL VIVO (Ao Vivo – Shows em São Paulo 1983) – Lançado em LP, K7 e CD

1994 – SE O RÁDIO NÃO TOCA (Ao Vivo – Show em Brasília 1974) – Lançado em LP, K7 e CD

1998 – DOCUMENTO – Lançado somente em CD

2003 – ANARKILÓPOLIS – Lançado somente em CD

2005 – O BAÚ DO RAUL REVIRADO Lançado somente em CD como brinde do livro O Baú do Raul Revirado

2014 – “Eu Não Sou Hippie” (Ao vivo no Cine Teatro Patrocínio – Patrocínio/MG 1974) – Gravadora Eldorado

2014 – “Isso Aqui Não é Woodstock, Mas Um Dia Pode Ser” (Ao vivo no II Festival de Águas Claras 1981) – Gravadora Eldorado


CAIXAS (EDIÇÕES ESPECIAIS)

1995 – RAUL/Série Grandes Nomes (Caixa com 4 CDs e livreto ilustrado)

2002 – MALUCO BELEZA (Caixa com 6 CDs e livro ilustrado)

2009 – 20 Anos Sem Raul Seixas [ Box com CD + DVD. Reedição do CD e VHS “Documento” lançado em 1998, incluido afaixa inédita Gospel. ]

2010 – 10.000 Anos à Frente – (Caixa com 6 CDs + libreto)

2014 – 25 anos Sem o Maluco Beleza – Toca Raul! (6 CDs + 1 DVD ) – Gravadora Eldorado

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SCORPIONS

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Rock Alemão para o Mundo

O Scorpions é uma banda de Rock alemã, fundada em 1965 na cidade de Hannover... LEIA MAIS


O Scorpions é uma banda de Rock alemã, fundada em 1965 na cidade de Hannover, pelo guitarrista Rudolph Schenker. Após algumas mudanças no nome, a banda lançou 7 anos depois seu disco de estréia, Lonesome Crow, que contava também com o guitarrista Michael Schenker, irmão do fundador do Scorpions. Antes do segundo trabalho de estúdio, Fly To The Rainbow, Michael foi substituido por Uli Jon Roth.


A primeira visita do Scorpions ao Brasil aconteceu em 1985, no festival Rock In Rio, onde registraram algumas imagens que aparecem no clipe do clássico “Still Loving You”. A banda veio mais 5 vezes ao país, sendo que na turnê realizada em 2007, gravaram o show feito em Manaus, que foi lançado em CD e DVD chamado “Live In The Jungle”.


Quando Ulrich Roth deixou a banda, o Scorpions se viu na difícil tarefa de escolher um guitarrista à altura. Após a banda testar 178 guitarristas na Inglaterra, o escolhido foi Matthias Jabs, que apesar de viver no país britânico, era conterrâneo dos outros membros do Scorpions. A estréia do músico aconteceu no disco Lovedrive, que foi um grande sucesso, recebendo disco de Ouro no Estados Unidos.


Após o grande sucesso do disco Animal Magnetism, o Scorpions voltou para a Alemanha no final de 1981 para trabalhar em seu próximo álbum. Durante a gravação, o vocalista Klaus Meine, teve um grave problemas em suas cordas vocais. Frustado com a situação, Meine decidiu sair da banda, mas foi encorajado pelos companheiros a continuar. Com a rápida recuperação do vocalista, o Scorpions voltou a ativa e lançou Blackout em 1982.


Dois dos maiores sucessos recentes do Scorpions foram lançados em sequência. Em 2000, junto a Orquestra Filarmonica de Berlin, a banda lançou Moment Of Glory. No ano seguinte, chegou as lojas o disco Acoustica, que traz novas leituras de clássicos do grupo alemão, além de tributos a bandas como Kansas e Queen. Em 37 anos de carreira, o Scorpions lançou 19 discos de estúdio e 5 ao vivo, totalizando cerca de 150 milhões de cópias vendidas.


Em 24 de janeiro de 2010, a banda informou aos fãs através de seu site que iriam fazer uma Mundal turnê Get Your Sting and Blackout World Tour, que dura até 2013 e seria a última da banda:


“Queremos um fim para a história do Scorpions com a voz alta. Estamos gratos pelo fato de que ainda temos a mesma paixão pela música que sempre tivemos desde o início. É por isso que, especialmente agora que estamos de acordo que chegamos ao fim da estrada. Queremos que vocês, os fãs, seja o primeiro a saber isso. Obrigado pelo apoio constante ao longo dos anos. Vamos ver vocês na turnê”.


Seu último álbum, Sting in the Tail foi lançado em março de 2010 dele foi extraído os singles do álbum “Sting in the Tail”, a canção que abre o álbum “Raised On Rock” e “The Good Die Young”, com a participação da vocalista Tarja Turunen.


Em 2011, a banda anunciou a segunta parte da turnê , que irá mantê-los nos grandes estádios e arenas até 2013. Esta turnê recebeu grandes convidados especiais, como Ratt, Cinderella, Vince Neil, Dokken, Queensryche e Tesla, entre outros. Em meados de 2011, o grupo propôs vários projetos de despedida, incluindo as regravações e covers lançados em “Comeblack”, lançado em novembro do mesmo ano. A banda também lançou em 2011 somente através Media Markt o “Live 2011: Get Your Sting and Blackout”, no formatos DVD, Blu-Ray e 3D, sendo uma das primeiras bandas de rock a lançar no último formato.


Nos dias 11, 12, e 14 de setembro de 2013, os Scorpions realizaram três concertos sob o título “MTV Unplugged” no Teatro Lycabettus em Atenas. Este foi o primeiro álbum da série MTV Unplugged a ser gravado em local aberto. Além dos clássicos, muitas canções foram tocadas ao vivo pela primeira vez como: Born to Touch Your Feelings e When You Came into My Life. A banda apresentou cinco músicas inéditas (Dancing With the Moonlight, Love is The Answer, Delicate Dance, Follow Your Heart e Rock’n’Roll Band). Os convidados especiais foram: Morten Harket, Johannes Strate (Revolverheld) e a cantora grega Cäthe. Em 06 de novembro de 2013, eles anunciam mais quatro concertos MTV Unplugged na Alemanha em 2014. Em dezembro de 2013, em uma entrevista no programa de rádio Rock Show na Grécia, Klaus Meine disse que não tem certeza se o álbum que conterá canções inéditas gravadas para os álbuns Blackout, Love at First Sting, Savage Amusement e Crazy World será lançado em 2014 ou posteriormente.


Em 2014 os Scorpions são indicados a dois prêmios Echo (“o Grammy europeu”) por seu MTV Unplugged.


Discografia


Álbuns de estúdio:


1972 – Lonesome Crow

1974 – Fly to the Rainbow

1975 – In Trance

1976 – Virgin Killer

1977 – Taken by Force

1979 – Lovedrive

1980 – Animal Magnetism

1982 – Blackout

1984 – Love at First Sting

1988 – Savage Amusement


1990 – Crazy World

1993 – Face the Heat

1996 – Pure Instinct

1999 – Eye II Eye

2000 – Moment of Glory (com a Orquestra Filarmônica de Berlim)

2001 – Acoustica

2004 – Unbreakable

2007 – Humanity: Hour I

2010 – Sting in the Tail

2011 – Comeblack


Álbuns ao vivo:


Tokyo Tapes (1978)

World Wide Live (1985)

Live Bites (1995)

Acoustica (2001)

Live 2011: Get Your Sting & Blackout (2011)

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THE MISSION

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Rock Gótico dos Anos 80

O grupo britânico The Mission foi formado em 1986... LEIA MAIS
O grupo britânico The Mission foi formado em 1986, por dois ex-integrantes de outro importante grupo do Rock Gótico, o The Sisters Of Mercy. O cantor Wayne Hussey e o baixista Craig Adams uniram forças e se juntaram com o baterista Mick Brown e o guitarrista Simon Hinkler, e no final de 86, o quarteto colocou no mercado seu álbum de estréia, God’s Own Medicine. Dois meses depois, foi lançado The First Chapter, uma compilação de músicas retiradas de seus singles, que vinha com covers de artistas como Beatles, Patti Smith e Neil Young. No começo de carreira, o The Mission fez diversos shows ao lado do The Cult.


O segundo trabalho do The Mission, Children, foi lançado em 1988. O disco contou com a produção do ex-baixista do Led Zeppelin, John Paul Jones, e teve como destaques os singles Tower of Strength e Beyond The Pale, além da versão de Dream On , do Aerosmith. O disco teve boas vendagens, e no restante do ano o grupo permaneceu em turnê, que chegou a passar pelo Brasil. As apresentações foram registradas e foram lançadas em um VHS chamado South America, disponível apenas para membros do fã clube da banda. A apresentação antológica do The Mission no Canecão, Rio de Janeiro, foi transmitida pelo extinto canal de Tv Manchete.


Em 1989, o The Mission começou as gravações de mais um disco de estúdio. As sessões renderam material suficiente para dois álbuns, então primeiro foi lançado em fevereiro Carved In Sand, e alguns meses mais tarde, Grains Of Sand. O primeiro veio apenas com músicas inéditas, e o segundo incluía também algumas versões de nomes como The Kinks e John Lennon. Durante as gravações, a banda encontrou tempo para fazer alguns shows com o nome fictício The Metal Gurus, onde tocavam apenas covers, de bandas como Sweet, Roxy Music e T. Rex. A apresentação no Aston Villa, em dezembro de 89, foi incluída posteriormente como material bônus no relançamento de Carved In Stone, em 2008.


O mais recente disco do The Mission é “The Brightest Light”, Che chegou as lojas em setembro de 2013. O registro conta com guitarras mais pesadas que os álbuns clássicos do grupo, e marca a estréia em estúdio do baterista Mike Kelly. A idéia inicial do The Mission era se reunir para celebrar seus 25 anos de carreira, mas o membro original Mick Brown recusou o convite, abrindo lugar para Kelly. Ele está no grupo há quatro anos e participou da turnê com o The Cult, banda com a qual o The Mission já havia tocado no início da carreira. O disco também o primeiro a reunir três integrantes originais da banda desde Grains Of Sand, de 1990.


No início da década de 90, o The Mission sofreu com problemas internas, que culminaram na saída do guitarrista Simon Hinkler e do baixista Craig Adams. Durante a década de 90, o grupo lançou diversos trabalhos de qualidade, porém sem repetir o mesmo sucesso atingido pela banda na década anterior. A banda encerrou as atividades em 96, mas três anos depois, Way Hussey a reformou e pegou a estrada ao lado do Gene Loves Jezebel. Com a chegada dos 25 anos de fundação da banda, Hussey decidiu chamar os membros originais para as comemorações, sendo que apenas o baterista Mick Brown recusou. Desde então, o The Mission permanece com a mesma formação, e seu último álbum de estúdio, The Brightest Light, foi lançado ano passado.

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ALICE COOPER

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O rei do Rock teatral

Conhecido por suas apresentações ao vivo, freqüentemente teatrais e violentas... LEIA MAIS


 


Alice Cooper, nome artístico de Vincent Damon Furnier (Detroit, 4 de fevereiro de 1948), é um cantor e compositor de Rock. Ele é mais conhecido por suas apresentações ao vivo, freqüentemente teatrais e violentas, cheias de maquiagem, cadeiras elétricas, forcas, guilhotinas, cabeças decapitadas artificias e sangue falso. O humor, freqüentemente, faz parte de seus trabalhos e entrevistas.


Nascido na cidade de Detroit, em 1948, Vincent Furnier formou suas primeiras bandas na década de 60. Apesar de terem sido muitas, apenas a Nazz obteve alguma repercussão, chegando a realizar algumas gravações.


Finalmente, em 1969, montou o Alice Cooper junto com Mike Bruce e Glen Buxton (guitarras), Dennis Dunaway (baixo) e Neil Smith (bateria). O primeiro álbum “Pretties For You” foi lançado, porém, não muito bem sucedido.


A carreira do grupo começou a decolar quando o produtor Bob Ezrin aconselhou o vocalista a fazer, além de cantar, performances diabólicas nas apresentações, abusando dos efeitos de horror, cobras, sangue e cenas teatrais. Com o disco “Easy Action”, de 1970, chamaram a atenção da mídia e das gravadoras, conseguindo um contrato com a Warner Brothers.


O sucesso definitivo chegou com os clássicos “Love It to Death” (1971) e “School´s Out” (1972), seguidos por “Billion Dollar Babies” (1973), quando atingiram o topo das paradas de todo o mundo. Ao mesmo tempo em que conheciam a fama, os integrantes da banda se viam numa difícil situação: o abuso de drogas e álcool por parte de Vincent estava cada vez mais freqüente. Decidem, portanto, seguir com a banda sem ele, mudando o nome do grupo para Billion Dollar Babies, mas acabaram não se mantendo no cenário musical.


Vincent então adota o nome Alice Cooper, anteriormente da banda, para si próprio, e passa a seguir em carreira solo. Gravou “Welcome to My Nightmare”, em 1975. Esse disco foi muito bem recebido e o Hard Rock praticado pelo vocalista somado ao espetáculo teatral em que haviam se transformado suas apresentações faziam cada vez mais sucesso.


Mas nem todos os álbuns foram tão bem assim. Não por falta de criatividade ou de capacidade de Alice, e sim por causa do vício que prejudicava a sua vida e consequentemente o seu trabalho.


Apesar de ter se internado em algumas clínicas de recuperação, sua fama era mantida pelos shows, sempre lotados, já que os álbuns continuavam fracos e sem o mesmo pique do início. Somente em 1989, com “Trash”, e em 1991, com “Hey Stoopid”, é que Alice voltou a figurar nas paradas e a fazer algum sucesso com material inédito, emplacando alguns hits nas rádios e na MTV.


Em 2000, o álbum “Brutal Planet”, um dos mais pesados de toda a sua carreira, também foi muito bem recebido, sendo seguido por uma extensa turnê com praticamente todos os shows lotados.


No ano seguinte, veio “Dragontown”, uma espécie de continuação do álbum anterior, com letras sarcásticas e o som mais arrastado. Um pouco mais devagar, é verdade, mas sem nunca deixar de soar pesado, como só Alice Cooper sabe fazer. A bateria mais uma vez ficou por conta do competente Eric Singer, consagrado por ter tocado em diversas bandas, principalmente no Kiss.


Em 2003, o cantor estava de volta com seu mais recente trabalho, o disco “The Eyes of Alice Cooper”, reunindo 13 faixas e letras sarcásticas.


De volta aos estúdios em 2005, Alice Cooper lançou em agosto o álbum “Dirty Diamonds”, pela New West Records. Um ano depois o cantor estava de volta às prateleiras com o material ao vivo “Alice Cooper Box – Collector’s Edition”, reunindo registros ao vivo das turnês “Welcome to My Nightmare” de 1970 e “Brutally Live” de 2000.

Discografia:


Lançados com a banda

Pretties for You (1969) 

Easy Action (1970) 

Love It to Death (1971) 

Killer (1971) 

School´s Out (1972) 

Billion Dollar Babies (1973) 

Muscle of Love (1973)


Carreira solo

Welcome to My Nightmare (1975) 

Alice Cooper Goes to Hell (1976) 

Lace and Whiskey (1977) 

From the Inside (1978) 

Flush the Fashion (1980) 

Special Forces (1981) 

Zipper Catches Skin (1982) 

DaDa (1983) 

Constrictor (1986) 

Raise Your Fist and Yell (1987) 

Trash (1989) 

Hey Stoopid (1991) 

The Last Temptation (1994) 

Brutal Planet (2000) 

Dragontown (2001) 

The Eyes of Alice Cooper (2003) 

Dirty Diamonds (2005) 

Along Came a Spider (2008) 

Welcome 2 My Nightmare (2011)


Álbuns ao vivo e DVDs

Good to See You Again, Alice Cooper (1974) 

The Nightmare (1975) 

Welcome to My Nightmare (1975) 

The Alice Cooper Show (1977) 

Alice Cooper and Friends (1977) 

The Strange Case of Alice Cooper (1979) 

The Nightmare Returns (1986) 

Trashes the World (1989) 

A Fistful of Alice (1997) 

Brutally Live (2000) 

Live at Montreux 2005 (2006) 

Theatre of Death: Live at Hammersmith 2009 (2010)

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BLACK SABBATH

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Os criadores do Heavy Metal

O Black Sabbath é uma banda formada em 1968, na cidade de Birmingham, no Reino Unido... LEIA MAIS


O Black Sabbath é uma banda formada em 1968, na cidade de Birmingham, no Reino Unido. Sua formação original era composta por Ozzy Osbourne, Tony Iommy, Geezer Butler e Bill Ward. O grupo começou a carreira com o nome Earth, mas pouco tempo depois mudou para Black Sabbath, e em 1970, lançou seu primeiro disco, de mesmo nome.


O primeiro disco do Black Sabbath, que leva o nome da banda, foi um grande sucesso, chegando ao 8º lugar nas paradas britânicas. O principal responsável foi à atmosfera macabra das músicas, e até hoje o trabalho é considerado o precursor do estilo Heavy Metal, devido a seus riffs pesados de guitarra. Ainda em 1970, a banda lançou outro clássico, o álbum Paranoid.


O Black Sabbath anunciou em 2011 que voltaria com sua formação original para gravar um novo disco. Após alguns desentendimentos, o baterista Bill Ward abandonou o grupo, sendo substituido por Tommy Clufetos nos shows. O álbum, chamado 13, será lançado no mês de Junho, e é o primeiro do Black Sabbath com o vocalista Ozzy Osbourne desde Never Say Die, de 1978.


Devido aos problemas cada vez maiores com drogas de Ozzy Osbourne, o Black Sabbath demitiu o vocalista em 1979, chamando o ex-Rainbow Ronnie James Dio para seu lugar. Com ele, a banda lançou “Heaven And Hell”, que foi um grande sucesso e manteve a banda em alta. No decorrer da década de 80, o grupo foi perdendo o prestígio com a grande troca de vocalistas. O problema do Black Sabbath foi resolvido apenas em 1991, quando Dio voltou a banda.


O Black Sabbath lançou em 1983 o disco Born Again, registrado pelo vocalista Ian Gillan, que se juntou a banda após uma noite de bebedeira com o guitarrista Tony Iommi. Após a turnê, onde ele apresentou alguns problemas com sua voz, Gillan saiu do Black Sabbath para voltar a sua ex-banda, o Deep Purple.


Discos de estúdio


1970 – Black Sabbath 

1970 – Paranoid 

1971 – Master of Reality 

1972 – Black Sabbath, Vol. 4 

1973 – Sabbath Bloody Sabbath 

1975 – Sabotage 

1976 – Technical Ecstasy 

1978 – Never Say Die! 

1980 – Heaven and Hell 

1981 – Mob Rules 

1983 – Born Again 

1986 – Seventh Star 

1987 – The Eternal Idol 

1989 – Headless Cross 

1990 – Tyr 

1992 – Dehumanizer 

1994 – Cross Purposes 

1995 – Forbidden 

2013 – 13

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CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL

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4 anos criaram um legado eterno

Em setembro de 1959, surgia o embrião do Creedence Clearwater Revival.... LEIA MAIS


Em setembro de 1959, surgia o embrião do Creedence Clearwater Revival. O vocalista e guitarrista John Fogerty, o baterista Doug Clifford e o baixista Stu Cook formam o The Blue Velvets. Até 1967, tiveram vários nomes, até se decidirem por Creedence Clearwater Revival. Com este nome, a banda alcançou rápido sucesso, recebendo disco de ouro já no primeiro álbum, em 1968.


O Creedence Clearwater Revival durou apenas 5 anos, mas lançou 7 álbuns neste período, e recebeu nove discos de ouro e sete discos de platina. Mesmo com o grande sucesso, a banda se separou em 1972. O vocalista e guitarrista John Forgety seguiu uma carreira solo de sucesso, com a qual continua até os dias atuais. Em 1993, o Creedence Clearwater Revival foi introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame. 


O ex-vocalista e guitarrista do Creedence Clearwater Revival, John Fogerty, após sair da banda, processou a “Fantasy Records” para disputar os direitos autorais das músicas do grupo. Na época, seu irmão, Tom Forgety, guitarrista da banda, tomou partido a favor da gravadora. John declarou em uma entrevista que este foi um dos momentos “mais negros de sua vida”. Por essa razão, os dois nunca mais se falaram, e permaneceram brigados até a morte de Tom, em 1990. 


Em 1995, o projeto Creedence Clearwater Revisited foi formado pelo baterista Doug Clifford e pelo baixista Stu Cook, membros fundadores do Creedence original. A banda toca exclusivamente músicas da época entre 1968 e 1972, e nunca lançou material inédito. O novo grupo chegou a ser processado por John Forgety, mas ganharam na justiça o direito de usar o nome do Creedence. 


O nome Creedence Clearwater Revival surgiu pela junção do nome de um amigo de Tom Fogerty, “Credence Nubal”, com “Clearwater”, uma cerveja da época. A palavra “Revival” simboliza a união entre os membros, que já tocavam juntos desde 1959. Ao nome de Credence, adicionaram mais uma letra “e”, para fazer um trocadilho com a palavra “Creed”, que significa “crença”.


Discografia


Álbuns de estúdio:


Creedence Clearwater Revival (1968)

Bayou Country (1969) 

Green River (1969) 

Willy and the Poor Boys (1969) 

Cosmo´s Factory (1970) 

Pendulum (1970) 

Mardi Gras (1972)


Coletâneas:


Creedence Gold (coletânea, 1972) 

More Creedence Gold (coletânea, 1973) 

Chronicle, Vol. 1 (coletânea, 1976) 

Chronicle, Vol. 2 (coletânea, 1986) 

Rollin´ On the River (coletânea, 1988)


Álbuns ao vivo:


Live in Europe (ao vivo, 1973) 

The Concert (ao vivo, 1980)


Compactos:


Susie Q (Partes I e II) (1968) 

“I Put a Spell on You/Walk on the Water” (Junho de 1968) 

“Proud Mary/Born on the Bayou” (Janeiro de 1969) 

“Bad Moon Rising/Lodi” (Abril de 1969) 

“Green River/Commotion” (Julho de 1969) 

“Down on the Corner/Fortunate Son” (Outubro de 1969) 

“Traveling Band/Who´ll Stop the Rain” (Janeiro de 1970)

“Up Around the Bend/Run Through the Jungle” (Abril de 1970) 

“Lookin´ Out My Back Door/Long as I Can See the Light” (Julho de 1970)

“Have You Ever Seen the Rain?/Hey Tonight” (Janeiro de 1971) 

“Sweet Hitch-hiker/Door to Door” (Julho de 1971) 

“Someday Never Comes/Tearin´ Up the Country” (Março de 1971)

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ELVIS PRESLEY

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O Rei do Rock'n'Roll

Foi um dos mais populares cantores de Rock’n and Roll de todos os tempos. LEIA MAIS


Elvis Aaron Presley nasceu em 8 de janeiro de 1935, na cidade de East Tupelo (Mississipi – Estados Unidos). Foi um dos mais populares cantores de Rock’n and Roll de todos os tempos. É considerado por muitos o pai deste ritmo musical.

Quando era jovem, Elvis assistia cultos da Igreja Pentecostal de sua cidade. Gostava muito das canções gospel que eram cantadas na igreja. Durante a juventude, também entrou em contato com a música country e com o blues (típico da região sul dos Estados Unidos). Estes ritmos musicais marcaram a formação musical de Elvis Presley.


Ainda na adolescência aprendeu a tocar guitarra e chegou a ganhar um concurso de jovens talentos musicais em sua cidade. Mas a música ainda não gerava renda e ele precisava, em função da situação financeira da família, trabalhar. Após concluir o ensino secundário foi trabalhar como caminhoneiro. Em 1953, enquanto gravava algumas músicas para o aniversário da mãe, chamou a atenção de Sam Phillips, proprietário de estúdio musical e dono do selo de discos Sun Records.


Já em 1954 começava a gravar suas primeiras músicas, iniciando sua carreira profissional. Em julho de 1954, duas músicas de Elvis ( “Take” e “Blue Moon of Kentucky”), que compunham seu primeiro disco single, começam a tocar nas rádios de Memphis. O sucesso foi imediato e espalhou-se por outras cidades rapidamente. Em 17 de julho, Elvis faz seu primeiro show na cidade de Memphis.


Em 1955, seu contrato musical passa para um novo selo a RCA. Em 1956, o sucesso de Elvis passa ser internacional e o cantor é considerado um fenômeno de sucesso e venda de discos. 


No ano de 1958, Elvis foi servir o exército. Entre outubro de 1958 e março de 1960, Elvis permaneceu numa base militar dos Estados Unidos na então Alemanha Ocidental. Sua carreira musical voltou com toda força ao sair do exército. Nos anos 60, Elvis era um dos maiores ídolos da música internacional.


 


O estilo de Elvis era contagiante e fazia admiradores em todas as faixas etárias e classes sociais, embora fosse condenado pelos conservadores, que o considerava um atentado aos bons costumes. Elvis dançava e requebrava com sua guitarra, num estilo empolgante e revolucionário para a época.


Além da música, Elvis também atuou no cinema fazendo grande sucesso. Seus filmes eram recheados com canções de sucesso e levavam milhões de pessoas as bilheterias de cinemas do mundo todo. Seu primeiro filme foi “ Love me Tender” de 1956.


Os anos 70 não foram tão bons para o ídolo do rock, embora o sucesso continuasse a todo vapor. Enfrentou problemas pessoais, passou a aparecer poucas vezes em público, permanecendo grande parte do tempo em sua mansão. Mesmo assim, o rei do rock realizou uma grande quantidade de shows.


Elvis Presley morreu em 16 de agosto de 1977, em sua mansão no Memphis (Tennesse) de ataque cardíaco fulminante. Atribui-se seus problemas de saúde, inclusive sua morte, ao uso exagerado de barbitúricos. Sua carreira musical durou 23 anos.


Discografia


Elvis Presley (1956) 

Elvis (1956) 

Love Me Tender (1956) 

Peace In The Valley (1957) 

Loving You (1957) 

Jailhouse Rock (1957) 

Elvis Christmas Album (1957) 

King Creole (1958) 

Elvis is Back! (1960) 

G.I. Blues (1960) 

His Hand in Mine (1960) 

Something for Everybody (1961) 

Blue Hawaii (1961) 

Follow That Dream (1962) 

Pot Luck (1962) 

Kid Galahad (1962) 

Girls! Girls! Girls! (1962) 

It Happened at the World´s Fair (1963) 

Fun in Acapulco (1963) 

Kissin´ Cousins (1964) 

Viva Las Vegas (1964) 

Roustabout (1964) 

Girl Happy (1965) 

Tickle Me (1965) 

Elvis For Everyone (1965) 

Harum Scarum (1965) 

Frankie and Johnny (1966) 

Paradise, Hawaiian Style (1966) 

Spinout (1966) 

How Great Thou Art (1967) 

Easy Come, Easy Go (1967) 

Double Trouble (1967) 

Clambake (1967) 

Speedway (1968) 

Elvis Sings Flaming Star (1968) 

Elvis NBC TV Special (1968) 

From Elvis in Memphis (1969) 

From Memphis To Vegas/From Vegas To Memphis (1969) 

Let´s Be Friends (1970) 

On Stage (1970) 

Almost In Love (1970) 

Elvis: That´s The Way It Is (1970) 

Elvis Country (1971) 

Love Letters from Elvis (1971) 

Elvis Sings the Wonderful World of Christmas (1971) 

Elvis Now (1972) 

He Touched Me (1972) 

Elvis as Recorded at Madison Square Garden (1972) 

Aloha from Hawaii (1973) 

Elvis (1973) 

Raised on Rock (1973) 

Good Times (1974) 

Elvis as Recorded Live on Stage in Memphis (1974) 

Promised Land (1975) 

Elvis Today (1975) 

The Sun Sessions (1976) 

From Elvis Presley Boulevard (1976) 

Moody Blue (1977) 

Elvis in Concert (1977) 

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GENESIS

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Do Progressivo ao Pop-Rock

A banda britânica Genesis foi formada em 1967, por Peter Gabriel, Mike Rutherford e Tony Banks. LEIA MAIS


A banda britânica Genesis foi formada em 1967, por Peter Gabriel, Mike Rutherford e Tony Banks. Sua fase inicial era voltada para o Rock Progressivo, mas a partir da década de 80 suas composições adotaram contornos pop, o que manteve o nome do Genesis em alta. Em mais de 45 anos de carreira, a banda, que deve se reunir para uma nova turnê em 2014, já vendeu mais de 150 milhões de discos em todo o mundo.


O primeiro disco do Genesis chegou as lojas em março de 1969, chamado From Genesis to Revelation. Foram lançados dois singles para divulgação, sem grande sucesso, assim como o próprio álbum, que não teve boa repercussão. Após o segundo disco, Trespass, Anthony Philips deixa a banda, dando lugar a Steve Hacket. Nesta mesma época, o baterista Phil Collins também entra no Genesis, que logo depois lançou Nursery Cryme, em 1971.


Em 1972, o Genesis chamou atenção quando lançaram Foxtrot, que continha a música “Suppers Ready”, com mais de 23 minutos de duração. A presença de palco extravagante e teatral de Peter Gabriel, que envolvia numerosas mudanças de vestuário e histórias surreais contadas como introdução para cada música, mantiveram o nome do Genesis em alta na década de 70. Apesar do sucesso, Gabriel deixou a banda em 1975, logo após o lançamento e turnê do clássico disco The Lamb Lies Down on Broadway.


Após um tempo de incertezas, o Genesis resolveu efetivar o baterista Phil Collins para a função de vocalista, no lugar de Peter Gabriel. A estréia da nova formação do Genesis, no momento reduzido a um quarteto, veio com 2 discos em 1976, “Wind & Wuthering” e “A Trick of the Tail”, que também marcaram a saída do guitarrista Steve Hacket. A banda foi moldando seu som e entrou na década de 80 com uma pegada pop, que teve seu ápice com Invisible Touch, de 86, que foi o maior sucesso comercial do grupo.


Uma das maiores perdas do Genesis aconteceu na década de 90, quando Phil Collins deixou o grupo. Para seu lugar, a banda contratou Ray Wilson e gravou Calling All Stations em 1996. O álbum vendeu bem na Europa, mas teve repercussão nula nos Estados Unidos, o que forçou o cancelamento da turnê que a banda faria por lá. Eles seu reuniram novamente em 2007 para fazer a Turn It on Again World Tour, sem Gabriel e Hacket, e no próximo ano farão uma nova turnê, que segundo Phil Collins, deve passar pela América do Sul.

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IGGY POP

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Atitude excêntrica

A carreira de Iggy Pop começou na década de 60, quando ele se tornou baterista da banda The Iguanas... LEIA MAIS
A carreira de Iggy Pop começou na década de 60, quando ele se tornou baterista da banda The Iguanas, criada quando ainda estava na escola. Alguns anos mais tarde, formou o The Stooges, com a qual lançou três discos em pouco menos de 4 anos. Após o fim da banda, Iggy Pop começou uma sólida carreira solo, iniciada pelos discos The Idiot e Lust For Life, que foram frutos da parceria do cantor com David Bowie.


A carreira solo de Iggy Pop começou após o fim do The Stooges, em 1976. Um ano depois, chegava as lojas a estréia do cantor, The Idiot, nome inspirado no livro O Idiota, de Dostoiéviski. O trabalho conta com a música “China Girl”, regravada por David Bowie em seu disco solo, Let’s Dance, de 1983. A parceria entre os dois ainda rendeu mais um trabalho, Lust For Life, que também saiu em 1977.


O cantor Iggy Pop se tornou conhecido através de seu trabalho com o The Stooges, formado em 1967, banda com a qual gravou três discos de estúdio, além do ao vivo Metallica K.O., lançado dois anos depois do fim do grupo. Após quase trinta anos, em 2003, foi anunciado o retorno do The Stooges, que registrou algumas faixas no disco solo de Iggy Pop, Skull Ring. Antes de gravarem seu primeiro disco oficial após o retorno, o The Stooges se apresentou pela primeira vez no Brasil em 2005. The Weirdness chegou as lojas dois anos mais tarde.


A primeira vinda de Iggy Pop ao Brasil aconteceu em 1988, quando se apresentou no Projeto SP, na turnê de divulgação do disco Instinct. As outras duas visitas do cantor ao país aconteceram junto ao The Stooges, nos anos de 2005 e 2009, sempre participando de festivais. Junto com o retorno da banda, veio a nominação ao seleto grupo do Rock And Roll Hall Of Fame, em 2007. A banda continua na ativa, e lançou este ano seu último álbum, Ready To Die.


Após gravar dois discos na RCA, Iggy Pop resolveu trocar de gravadora, se livrando do contrato com o registro ao vivo TV Eye. Pela Arista Records, lançou em 79 o disco “New Values”. O cantor entrou na década de 80 com mais dois álbuns, que não tiveram grande sucesso comercial, o que motivou a gravadora a dispensá-lo. Após mais alguns trabalhos, lançou em 88 Instinct, cuja turnê fez Iggy Pop vir ao Brasil pela primeira vez. Em 1990, Brick By Brick atingiu altas colocações no mercado americano, alavancado pelo sucesso de Candy, parceria com a vocalista Kate Pierson. Outra participação especial registrada no trabalho é a do guitarrista Slash.

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JOE COCKER

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A voz marcante

O cantor Joe Cocker, nascido em 1944, começou sua carreira logo aos 15 anos. Usando o nome artístico Vance Arnold... LEIA MAIS
O cantor Joe Cocker, nascido em 1944, começou sua carreira logo aos 15 anos. Usando o nome artístico Vance Arnold, ele integrou grupos como The Avengers e Big Blues, no começo da década de 60. Em 1969, Joe Cocker fez uma lendária apresentação no programa The Ed Sullivan Show. No mesmo ano, veio o primeiro grande sucesso do cantor, uma versão para “With A Little Help From My Friends”, do Beatles. A música foi um dos pontos altos de sua apresentação no festival Woodstock.


O primeiro disco de Joe Cocker foi lançado em 1969, contando com várias covers de artistas com Beatles e Bob Dylan. Com o álbum ainda chegando nas lojas, o cantor tocou no festival Woodstock, que também contou com The Who e Jimi Hendrix. Seguindo os parâmetros do primeiro disco, ainda em 69 é lançado o álbum Joe Cocker, repleto de versões de outros artistas. Em 1972, o cantor lançou seu 3º registro de estúdio, que também leva seu nome.


Joe Cocker entrou na década de 70 fazendo diversos shows, que resultaram no disco ao vivo Mad Dogs and Englishmen, baseado em composições de outros artistas. Nesta época, Cocker teve problemas de relacionamento com o pianista Leon Russel, além de enfrentar o cansaço da estrada, o que resultou em um estado depressivo que levou o cantor ao consumo excessivo de álcool. Enquanto isto, diversas músicas do álbum entraram nas paradas de sucesso americanas.

Após passar por um momento conturbado em sua carreira, Joe Cocker entrou na década de 80 conseguindo grande sucesso com diversos singles. No Brasil, o cantor ficou famoso por ter seus temas em trilhas sonoras de algumas novelas, e principalmente com “With a Little Help from My Friends”, música tema do seriado Anos Incríveis, que passou no país até a década de 90. Outro grande trunfo do vocalista foi sua releitura de Never Tear Us Apart da banda canadense INXS.


O mais recente trabalho de Joe Cocker é o disco Fire It Up, que chegou as lojas no final de 2012. O trabalho conta com 14 músicas, todas compostas por parceiros do cantor, seguindo a tradição de Cocker, que sempre foi conhecido por ser um grande intérprete. O último disco do vocalista que teve uma composição sua foi Organic, de 1996.

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LOU REED

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A Influência do Pós-Punk

Foi considerado o 81º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. LEIA MAIS
Lou Reed (Brooklyn, Nova Iorque, 2 de março de 1942 — Long Island, Nova Iorque, 27 de outubro de 2013) foi um cantor, guitarrista e compositor norte-americano. Foi considerado o 81º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.


Foi um dos vocais do The Velvet Underground, influenciando Iggy Pop, New York Dolls e David Bowie. Mais tarde toda a cena pós-punk inglesa. Admirador de Edgar Allan Poe e Raymond Chandler, além de James Joyce, a quem faz referências em Blue Mask. The Velvet Underground foi um fracasso comercial no final dos anos 60, mas o grupo influenciou diversos outras bandas nas décadas seguintes, passando a se tornar uma das bandas mais citados e influentes da época. Uma celebre frase de Brian Eno mostra a influência musical da banda “… toda a gente que comprou uma dessas 30.000 cópias iniciou uma banda”.


Após sua saída do grupo, Reed começou uma carreira solo em 1972. Ele teve um sucesso no ano seguinte com “Walk on the Wild Side”, mas depois não emplacou o sucesso comercial que parecia ter potencial. Reed era conhecido por sua voz inexpressiva diferenciada, letras poéticas e de cunho social crítico a sociedade como pobreza, entorpecentes e desigualdade social.


Na vida pessoal, era abertamente bissexual tendo na década de 70 um relacionamento com um travesti, e nas décadas seguintes somente com mulheres. Em maio de 2013 passou por um transplante de fígado. Voltou a ser internado em julho com um quadro de desidratação severa, vindo a morrer em 27 de outubro do mesmo ano. Seu corpo foi cremado.


Discografia


Álbuns de estúdio


•1972 – Lou Reed


•1972 – Transformer


•1973 – Berlin


•1974 – Sally Can’t Dance


•1975 – Metal Machine Music


•1976 – Coney Island Baby


•1976 – Rock ‘n’ Roll Heart


•1978 – Street Hassle


•1979 – The Bells


•1980 – Growing Up in Public


•1982 – The Blue Mask


•1983 – Legendary Hearts


•1984 – New Sensations


•1986 – Mistrial


•1989 – New York


•1992 – Magic and Loss


•1996 – Set the Twilight Reeling


•2000 – Ecstacy


•2003 – The Raven


Álbuns ao vivo


•1974 – Rock ‘n’ Roll Animal


•1975 – Lou Reed Live


•1978 – Live: Take No Prisoners


•1984 – Live in Italy


•1997 – Live in Concert


•1998 – Perfect Night: Live in London


•2001 – American Poet


•2004 – Animal Serenade


Colaborações


•1990 – Songs for Drella, com John Cale


•2004 – Le Bataclan ’72, com John Cale e Nico


•2005 – Fistful of Love com Antony and the Johnsons


•2007 – Tranquilize, com The Killers


•2010 – Some Kind Of Nature, com Gorillaz


•2011 – Lulu, com Metallica


•2012 – The Wanderlust, com Metric


Parceria com a banda Metallica


Confirmada no site oficial da banda Metallica (15 de junho de 2011) a participação de Lou Reed no álbum Lulu, que possui dez canções e foi lançado no dia 31 de outubro de 2011. O disco, porém, não foi bem recebido pelo público por não repetir a fórmula que levou os Metallica ao topo do estilo speed metal. Com poucos solos e riffs, e Lou Reed recitando poemas durante todas as músicas, houve um péssimo feedback acerca do álbum, principalmente entre os seguidores do Metallica.

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MOTÖRHEAD

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Percursora do Heavy Britânico

Banda inglesa, formada em 1975 pelo baixista, cantor e compositor Ian Fraser Kilmister... LEIA MAIS
Motörhead foi uma banda inglesa de heavy metal, formada em Junho de 1975 pelo baixista, cantor e compositor Ian Fraser Kilmister, conhecido profissionalmente por Lemmy, sendo o líder e membro constante da banda até sua morte em 2015. A banda foi considerada uma das percussoras e primeiras bandas da Nova Onda do Heavy Metal Britânico, que reviveu o heavy metal no final dos anos 70 e no começo dos anos 80. Não obstante, Lemmy sempre rotulou a música do Motörhead simplesmente de “rock and roll”.


O Motörhead lançou 22 álbuns de estúdio, 10 gravações ao vivo, 12 compilações e cinco EPs. Como um power trio, eles alcançaram um grande sucesso no começo dos anos 80 com vários singles que obtiveram espaço Parada de Singles do Reino Unido. Os álbuns Overkill, Bomber, Ace of Spades e particularmente o No Sleep ‘til Hammersmith, consolidaram a reputação do Motörhead como uma banda de rock de alto nível. A banda entrou na lista “100 Melhores Artistas de Hard Rock” do canal VH1, ficando na 26ª posição. Até 2012, já haviam vendido mais de 15 milhões de álbuns no mundo todo.


A sonoridade do Motörhead é tipicamente classificada como um heavy metal, mas sua fusão com o punk rock os colocou como os pioneiros do speed metal e do thrash metal. As letras do Motörhead geralmente abordam temas como guerra, o bem contra o mal, abuso de poder, sexo promíscuo, abuso de drogas e, sobretudo, os jogos de azar. O nome “Motörhead” – com o uso do trema do metal – refere-se aos usuários que fazem uso de anfetaminas. O característico logotipo da banda que apresenta um javali com correntes e espinhos, foi criado pelo artista Joe Petagno em 1977 e usado no álbum de estreia da banda , aparecendo na maioria de seus lançamentos subsequentes.


Em 28 de dezembro de 2015, foi informado na página do Facebook da banda que o vocalista e baixista Lemmy havia falecido. No dia seguinte, o baterista Mikkey Dee anunciou oficialmente que a banda chegou ao fim depois da morte de Lemmy.


lemmy


 


DISCOGRAFIA


•1977: Motörhead


•1979: Overkill


•1979: Bomber


•1980: Ace of Spades


•1982: Iron Fist


•1983: Another Perfect Day


•1986: Orgasmatron


•1987: Rock ‘n’ Roll


•1991: 1916


•1992: March ör Die


•1993: Bastards


•1995: Sacrifice


•1996: Overnight Sensation


•1998: Snake Bite Love


•2000: We Are Motörhead


•2002: Hammered


•2004: Inferno


•2006: Kiss of Death


•2008: Motörizer


•2010: The Wörld Is Yours


•2013: Aftershock


•2015: Bad Magic

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OZZY OSBOURNE

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Irreverência de uma Lenda

Um dos momentos mais trágicos da carreira de Ozzy Osbourne aconteceu em 1982... LEIA MAIS
Ozzy Osbourne nasceu no dia 3 de dezembro de 1948, em Birminghan, na Inglaterra. Aos 20 anos montou a banda Earth, que depois mudou seu nome para Black Sabbath. As letras e melodias sombrias do cantor e sua performance elétrica marcaram a banda na década de 70, o que fez com que o Black Sabbath seja considerado até hoje o maior expoente entre os pioneiros do heavy metal.


Em 1979, Ozzy Osbourne abandonou o Black Sabbath para seguir carreira solo, devido a desentendimentos com os outros integrantes, principalmente por seu abuso de drogas e álcool. Para acompanhá-lo na nova fase da carreira, convocou Randy Rhoads, antigo guitarrista do Quiet Riot, que logo se tornaria um dos maiores guitar heroes da história.


Um dos momentos mais trágicos da carreira de Ozzy Osbourne aconteceu em 1982. Após gravar os discos Blizzard Of Ozz e Diary Of A Madman, Ozzy perdeu seu guitarrista Randy Rhoads em um desastre de avião. No final do mesmo ano, já com Brad Gillis na guitarra, chegou as lojas o disco ao vivo Speak Of The Devil, pouco depois do Black Sabbath lançar Live Evil.


A imagem satânica de Ozzy Osbourne reforçada por maquiagem e efeitos de palco se somava a grande repercussão por parte da imprensa sensacionalista da famosa mordida na cabeça de um morcego. O caso realmente ocorreu, mas Ozyy pensava se tratar apenas de um morcego de plástico. Só percebeu que se tratava de um animal depois de mordê-lo.


O vocalista Ozzy Osbourne consolidou sua carreira de sucesso com o passar do tempo, mesmo passando por situação complicadas. Uma delas aconteceu quando foi processado por uma família cujo filho havia cometido suicídio após ouvir a música “Suicide Solution”. Ozzy foi absolvido, pois a música fala sobre alcoolismo, e não sobre a morte.


Em 1992, Ozzy Osbourne se seuniu ao Black Sabbath para alguns shows, pois na época ele fazia sua turnê de despedida. O fim da carreira do vocalista acabou não acontecendo, e em 98 ele retornou em definitivo para o Black Sabbath.


Discografia


Albuns de Estudio:


Blizzard of Ozz (1980)

Diary of a Madman (1981)

Bark at The Moon (1983)

The Ultimate Sin (1986)

No Rest for the Wicked (1988)

No More tears (1991)

Ozzmosis (1995)

Down to Earth (2001)

Under Cover (2005)

Black Rain (2007)

Scream (2010)


Álbuns Ao Vivo:


Speak of the Devil (1982)

Tribute (1987)

Just Say Ozzy (1990)

Live & Loud (1993)

Live at Budokan (2002)


Com o Black Sabbath:


Black Sabbath (1970)

Paranoid (1970)

Master of Reality (1971)

Vol.4 (1972)

Sabbath Bloody Sabbath (1973)

Sabotage (1975)

Technical Ecstasy (1976)

Never Say Die! (1978)

Reunion (1998) (Ao vivo)

Black Mass EP (1999) (Ao vivo)

Past Lives (2002) (Ao vivo)

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QUEEN

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Um dos Maiores Fenômenos do Rock

Queen é uma banda de rock britânica, formada em Londres, em 1971... LEIA MAIS
Queen é uma banda de rock britânica, formada em Londres, em 1971. Originalmente composta por Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor, a banda já vendeu mais de 300 milhões de cópias de seus álbuns no mundo inteiro e foi uma das mais populares bandas britânicas dos 70 e 80, apresentando-se com magníficas produções em seus concertos e nos videoclipes de suas músicas.


O Queen foi uma banda concebida no ambiente universitário londrino.

Derivada de um primeiro grupo chamado Smile, a banda juntou estudantes de astronomia, odontologia, eletrônica e história da arte para formar uma meteórica banda para tocar o bom e velho rock n roll sincero que nunca se importou com criticas ou modinhas, e com seu estilo único lotou estádios por todo mundo.


No começo, o Queen fazia uma música que não era nem heavy metal, nem progressiva, nem glam, embora flertasse com elementos desses estilos. Depois veio o punk, e o Queen era demasiadamente “musical” para aderir ao movimento dos três acordes, o que rendeu a Freddie Mercury títulos como cabeça oca, arrogante e megalomaníaco, por simplesmente não se render ao estilo dos três acordes.


Farrokh Bulsara, o nosso querido e eterno Freddie Mercury, nasceu em Stone Town em Zanzibar, e começou la sua carreira artística ate se mudar aos 23 anos para a Inglaterra onde entrou para aquela banda que o tornaria uma das maiores estrelas do mundo do rock, o Queen.


Freddie lançou alguns trabalhos em carreira solo, e também, ocasionalmente, atuou como produtor e músico convidado para outros artistas. Mas a maldita AIDS o levou de nosso mundo no dia 24 de novembro de 1991. Acabando assim com uma carreira de tantos sucessos entoados pelas multidões como em “We Are The Champions”.


Atualmente a banda Queen sem seu magnifico líder no comando realizou shows com o ex-vocalista do Bad Company, Paul Rodgers, em eventos beneficentes em prol de vitimas da maldita AIDS que levou Freddie Mercury.

A parceria com Rodgers chegou a render inclusive um disco de inéditas “The Cosmos Rocks”. Mas atualmente a banda segue fazendo raríssimos shows com o talento juvenil Adam Lambert, que segundo Brian May, faria Freddie se orgulhar.


Em 2015, em comemoração aos 30 anos do Rock in Rio, o supergrupo Queen + Adam Lambert se apresentou na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, para mais de 85 mil pessoas. A apresentação, além de conter canções da banda, incluiu o single “Ghost Town”, de Adam Lambert. No final do mesmo ano, Brian e Roger lançaram o álbum ao vivo A Night at the Odeon – Hammersmith 1975, contendo uma das primeiras apresentações após o lançamento de “Bohemian Rhapsody” em 1975.


Discografia


Álbuns de estúdio:


Queen (1973)

Queen II (1974)

Sheer Heart Attack (1974)

A Night at the Opera (1975)

A Day at the Races (1976)

News of the World (1977)

Jazz (1978)

The Game (1980)

Flash Gordon (1980)

Hot Space (1982)

The Works (1984)

A Kind of Magic (1986)

The Miracle (1989)

Innuendo (1991)

Made in Heaven (1995)

Álbuns ao vivo:


Live Killers (1979)

Live Magic (1986)

At The Beeb (1989)

Live At Wembley ´86 (1992)

Queen on Fire – Live at the Bowl (2004)

Queen Rock Montreal (2007)

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RED HOT CHILI PEPPERS

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Energia Californiana

Em 1987, o Red Hot Chili Peppers lançou The Uplift Mofo Party Plan, seu segundo disco, com pouca repercussão... LEIA MAIS
O Red Hot Chili Peppers é uma banda de Rock americana, formada na California, em 1983. O grupo é formado atualmente pelo vocalista Anthony Kiedis, pelo baixista Flea e pelo baterista Chad Smith, além de contar com o guitarrista Josh Klinghoffer, que entrou na banda há pouco mais de três anos. Em trinta anos de carreira, o Red Hot Chili Peppers já lançou dez discos de estúdio, vendendo mais de 75 milhões de discos em todo mundo, sendo 20 deles com o seu maior sucesso comercial, Californication, que chegou as lojas em 1999.


Em 1987, o Red Hot Chili Peppers lançou The Uplift Mofo Party Plan, seu segundo disco, que teve pouca repercussão. O vocalista Anthony Kiedis e o guitarrista Hillel Slovak abusaram no uso de drogas naquela época, o que culminou na morte de Slovak no ano seguinte, e no internamento de Kiedis para tratamento. Após se reestruturar, o Red Hot Chili Peppers convoca John Frusciante para a função de guitarrista, e lança Mothers Milk, que também marca a estréia do baterista Chad Smith.


O sucesso do Red Hot Chili Peppers veio com o disco Mothers Milk, de 1989. Contando com os novos integrantes John Frusciante e Chad Smith, o trabalho, que trazia uma cover de Higher Ground, de Steve Wonder, vendeu 2 milhões e meio de cópias. Em 1991, Blood Sugar Sex Magick, produzido pelo renomado Rick Rubin, chega a marca de 13 milhões de discos comercializados, sacramentando a banda como um dos maiores nomes da época.


Após mais problemas com as drogas e trocas de integrantes, o RHCVP volta a ter grande sucesso com Californication, que chegou as lojas em 1999. Impulsionado pelo sucesso de músicas como Other Side e Scar Tissues, o álbum totalizou 20 milhões de cópias vendidas. Neste turnê, a banda voltou ao Brasil após 6 anos, para apresentação única em São Paulo.


A última mudança de formação do Red Hot Chili Peppers aconteceu em 2010, quando o guitarrista Josh Klinghoffer entrou para substituir John Frusciante. Com o novo membro, a banda lançou I’m With You, e fez nova visita ao Brasil, tocando pela segunda vez no Rock In Rio. Com a produtividade em alta, a banda começou a lançar em 2012, mensalmente, uma série de 9 singles, que contém 17 músicas que sobraram das gravações do último disco. Todas elas estão reunidas em I’m Beside You, coletânea dupla em vinil.


Em 10 de janeiro de 2014 foi anunciado que a banda iria se apresentar, ao lado de Bruno Mars, no intervalo do Super Bowl XLVIII em 2 de fevereiro de 2014. A apresentação quebrou os recordes de audiência entre todos os shows de intervalo da história do Super Bowl, sendo assistida por 115,3 milhões de telespectadores. A apresentação da banda gerou polêmica pelo uso de bases pré-gravadas, e levou Flea a fazer uma justificação público pelo site da banda.


Após a apresentação no Super Bowl, a banda começou a compor material para o novo disco. Em junho de 2014, Chad Smith disse que a banda já havia composto 20 músicas e se preparava para compor mais algumas.


17 de novembro de 2014, Kiedis deu uma entrevista com KROQ onde anunciou que a banda iria voltar para o estúdio em dezembro para gravar seu álbum recém-escrito. Kiedis disse que esperava que o álbum contém 13 músicas, no entanto, é provável que eles vão “colocar mais 10 músicas em cima disso”. Kiedis sentiu que o novo álbum vai mostrar Josh Klinghoffer da vinda de idade como guitarrista e que o novo material vai tê-lo como um guitarrista e compositor se destacando muito. Durante o 21 de novembro em Nova York com Rolling Stones, David Fricke , Kiedis confirmou que, após 23 anos e seis álbuns, Rick Rubin não estaria produzindo o próximo álbum e esta seria a primeira vez, desde 1989, do leite da mãe que a banda trabalhou com alguém que não seja Rubin. Kiedis disse “Rick Rubin, infelizmente, não está produzindo este registro … Estamos prestes a experimentar com alguns indivíduos diferentes que são bons em produzir música por isso, quando um deles clica, nós vamos deixar você sabe que ele vai ser. É muito emocionante . Eu me sinto como se fosse um melhor lote de canções do que tivemos em um longo tempo … e eu nunca vi esses meninos com tanta fome de arregaçar as mangas e fazer um disco “.


Em 10 de janeiro de 2015, a banda fez seu primeiro show do ano novo e primeiro desde sua turnê terminou a junho do ano anterior, quando foram convidados pelo ator Sean Penn para realizar uma surpresa de 30 minutos, seis músicas do set para fechar seu quarto fundraiser anual , Sean Penn & Friends Help Haiti Home que foi fundada por Penn em 2010. O evento longo de quase quatro horas, realizada em Beverly Hills, CA contou com muitas celebridades, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e levantou mais de US $ 6 milhões.


Em 31 de janeiro de 2015, Flea postou em sua página no Twitter dizendo que Danger Mouse estaria substituindo Rubin como o próximo produtor. O tweet foi removido por razões desconhecidas, pouco depois de ser publicado. Em 15 de fevereiro de 2015 Flea novamente postou uma atualização álbum em sua página no Twitter dizendo “Nós ainda estamos escrevendo e fazendo demos”. Indo para cortar de verdade em poucas semanas! Um dia depois, Flea sofreu um braço quebrado durante uma viagem de esqui.


Em 25 de fevereiro Flea posta no seu twitter dizendo que o novo álbum sairá em Junho de 2015, o tweet também foi removido por razões desconhecidas, depois que foi publicado em seu Twitter. Em 27 de abril Flea posta que o novo álbum do Red Hot Chili Peppers terá o nome de “Magic Carpet Ride” mas muitos fãs ficaram em dúvida sobre o post.


Discografia


Álbuns de estúdio



  • 1984 – The Red Hot Chili Peppers

  • 1985 – Freaky Styley

  • 1987 – The Uplift Mofo Party Plan

  • 1989 – Mother’s Milk

  • 1991 – Blood Sugar Sex Magik

  • 1995 – One Hot Minute

  • 1999 – Californication

  • 2002 – By the Way

  • 2006 – Stadium Arcadium

  • 2011 – I’m With You

  • 2016 – TBA


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STEPPENWOLF

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Nascido para o Rock

O grupo ficou mundialmente famoso logo no começo de sua carreira, com o sucesso 'Born to be Wild'... LEIA MAIS
O Steppenwolf é uma banda canadense de rock formada em 1967, pelo guitarrista e vocalista John Kay. O grupo ficou mundialmente famoso logo no começo de sua carreira, com o sucesso “Born to be Wild”, que foi usada como tema do filme Easy Rider, lançado no Brasil com o nome “Sem Destino”.


O verso da música que diz “heavy metal thunder”, foi usado posteriormente para denominar o estilo Heavy Metal. A canção foi escrita por Mars Bonfire (Dennis Edmonton), antigo membro da Sparrow (ex-banda de John Kay) e irmão de Jerry, baterista da banda. Ela é considerada por muitos críticos a primeira canção heavy Metal de todos os tempos. “Magic Carpet Ride”, outro sucesso do grupo, também faz apologia aos grupos de motociclistas.


John Kay formou a banda com os americanos Michael Monarch na guitarra, Goldy McJohn nos teclados e os canadenses Rushton Moreve no baixo e Jerry Edmonton na bateria. Conquistam um público nunca esperado com o lançamento do single “Born To Be Wild” em 1968. Antes de gravar o primeiro disco, John Morgan substitui Moreve no comando do baixo, e lançam então o esperado álbum de estréia, impulsionados com o sucesso do single. Empurrado pelos outros hits “Magic Carpet Ride”, “The Pusher” e “Rock Me”, o disco alcança o segundo lugar na lista dos mais vendidos em poucas semanas.


A banda se separou em 1971, depois de publicarem For Ladies Only, iniciando John Kay em sua carreira solo, junto a Kent Henry (guitarra), George Biondo (baixo), Hugh OSullivan (teclados) e Penti “Whitey” Glan (bateria), que foram substituídos por Danny Kortchmar, Lee Sklar, Mike Utley e Russ Kunkel, respectivamente. O Steppenwolf se reformulou em 1974, lançando Slow Flux, mas voltaram a se dissolver em 1976.


Durante o período compreendido entre 1977 e 1980, a banda se reuniu para uma formação fixa, desta vez sem Kay. Chegaram a gravar um disco de estúdio, Night of the Wolf em 1979, que permanece inédito. John Kay, motivado pela picaretagem do “falso” Steppenwolf, formou uma nova versão do grupo, no início da década de 1980, chamada John Kay and Steppenwolf com quem gravou quatro discos.


Discografia



  • Steppenwolf (MCA, 1968)

  • Steppenwolf the Second (MCA, 1968)

  • At Your Birthday Party (MCA, 1969)

  • Early Steppenwolf(MCA, 1969)

  • Monster (MCA, 1969)

  • Steppenwolf Live (MCA, 1970)

  • Steppenwolf 7 (MCA, 1970)

  • For Ladies Only (MCA, 1971)

  • 16 Greatest Hits (MCA, 1973). Recopilatorio

  • Slow Flux (Mums Records/Epic, 1974)

  • Hour of the Wolf (Epic, 1975)

  • Skullduggery (Epic, 1976)

  • Wolf Tracks (1982)

  • Paradox (Black Leather Music, 1984)

  • Rock & Roll Rebels (Qwil, 1987)

  • Rise & Shine(Capitol, 1990)

  • Live at 25 (1993)

  • Feed the Fire (1996)

  • Live in Louisville (2005) DVD



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THE POLICE

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Rock popular em grande estilo

O The Police foi formado no começo de 1977 pelo baixista e vocalista Sting... LEIA MAIS


O The Police foi formado no começo de 1977 pelo baixista e vocalista Sting e o baterista Stewart Copeland, em Londres, na Inglaterra. O guitarrista Andy Summers entrou no grupo poucos meses depois, e com ele, a banda lançou seu primeiro single, “Fall Out”, que vendeu 70 mil cópias. O primeiro disco do The Police, impulsionado pelo sucesso de hits com Roxanne e Cant Stand Losing You, teve boa repercussão na Europa e Estados Unidos. Com o próximo álbum, o trio passou por diversos países fora da rota de shows internacionais, como Egito e Índia.


O último trabalho de Sting, é o álbum The Last Ship, lançado em 2013. O trabalho do ex-integrante do The Police conta com o vocalista Brian Jhonson, do AC/DC como convidado especial, e é uma coleção de músicas que serão usadas em um musical da Broadway. Andy Summers também segue em carreira solo, e ano passado trabalhou com a cantora do Pato Fu, Fernanda Takai. O baterista Stewart Copeland é o único que não está trabalhando com música atualmente.


O The Police teve uma curta carreira, encerrada em 1986. Em 2003, o grupo se reuniu para se apresentar na cerimônia do Rock and Roll Hall Of Fame, mas uma nova turnê mundial veio apenas 4 anos depois. O The Police excursionou por quase todos os continentes, e veio ao Brasil em dezembro, onde se apresentaram para mais de 70 mil pessoas no Maracanã, no Rio de Janeiro.


O The Police entrou na década de 80 em alta, e manteve seu nome em evidência com mais dois discos aclamados: Zenyatta Mondatta e Ghost In The Machine. Na turnê deste trabalho, o The Police veio pela primeira vez ao Brasil, quando tocaram no Rio de Janeiro. Após lançar discos por 4 anos consecutivos, a banda deu uma pausa, quando seus músicos foram trabalhar em outros projetos. Mas logo a banda estava de volta, e em 83 chegou as lojas Synchronicity, cuja turnê foi a última realizada pelo The Police em 25 anos.


Após o fim da turnê de Synchronicity, o The Police esperou algum tempo até se reunir. Em 86, eles tocaram em show beneficente à Anistia Internacional, e entraram em estúdio para registrar novas composições. O tempo de estúdio rendeu apenas uma versão de “Dont Stand So Close to Me”, e no final do ano, saiu uma coletânea do grupo, Every Breath You Take: The Singles, que atingiu a posição mais alta nas paradas britânicas.

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AC/DC

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Rock Canguru

Da Austrália para o mundo. Uma das melhores bandas de todos os tempos. LEIA MAIS


Uma das melhores bandas de todos os tempos – AC/DC. Talvez por isso esteja em atividade até hoje. É impossível não reconhecer suas guitarras, riffs e solos alucinantes dos irmãos Angus e Malcon Young, e é claro, o vocal “roco” de Brain Johnson, que se encaixou perfeitamente após a morte de Bon Scott. Vamos ao ponto de partida.


Austrália, ano de 1973. Os irmãos Young chamaram o amigo vocalista Deve Evans para gravação de um single intitulado “Can I Sit Next Ti You”. Ao lançarem o single passaram dois anos fazendo pequenos shows. Na época, Angus tinha 15 anos. Só uma pequena curiosidade: muitas vezes ele saía da escola e ia direto pra o ensaio. Por sugestão de sua irmã ele usava seu uniforme de colégio nas apresentações da banda, o que mais tarde viria a ser a marca registrada do AC/DC. Em 1975 ganham sua formação clássica: os irmãos Young, Mark Evans, Phill Rudd e Bon Scott até então motorista da banda.


“High Voltage”, o primeiro álbum, é lançado e chama a atenção do público. Assim a banda do país dos cangurus, vai para estrada ganhar o mundo e mostrar a que vieram. Seus shows são fortemente impactantes e performáticos. Com o trabalho seguinte, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” (1976) – (que depois seria relançado mundialmente) – a banda se fortaleceu no cenário Australiano e começou a criar seu espaço também na Europa e EUA. Em 1978 é lançado “Let There Be Rock” que logo chega as paradas americanas. Com o sucesso do AC/DC na América, uma turnê pelo país é agendada e a primeira mudança na formação acontece.


Mark Evans sai para entrada de Cliff William. No ano de 1978 “Powerage” chega ao mercado musical e, assim como os trabalhos anteriores, é bem aceito pelo público fiel. Ao mesmo tempo chegam “Jailbreaker” e o álbum ao vivo, “If You Want Blood… You ´Ve Got It”, que não alcança o sucesso do álbum seguinte “Highway To Hell” (1979), que rendeu ao grupo vários discos de ouro. Ainda em comemoração com a repercussão, o AC/DC e fãs são surpreendidos com a trágica notícia de que Ronald Belford Scott, ou simplesmente Bon Scott, foi encontrado morto dentro de um carro estacionado em Dulwich (Londres), na noite de 20 de fevereiro de 1980, sufocado por seu próprio vômito. Foi uma tragédia que chocou a banda, fãs e a mídia de todo o mundo. Scott, além de vocalista insuperável para o AC/DC, tinha o encanto, carisma e a energia de um frontman ligado a banda e ao público. Suas letras e estilos foram e serão únicos. Apesar da dor pela perda de um grande amigo eles deram continuidade… Em grande estilo prestam uma homenagem ao parceiro morto e no mesmo ano recrutam seu novo frontman – Brain Johnson que mal chega e já entra em estúdio para gravar “Back In Black”. O disco leva o AC/DC ao topo da parada Inglesa e ao terceiro lugar da parada Americana. Tudo isso graças ao single, You Shock Me All Night Long”.


No ano seguinte outro maravilhoso disco estoura em vendas: “For Those About To Rock – We Salute You” (1982). Phill Rudd entrega as baquetas para Simon Wright. “Flick of the Switch” (1983) é lançado e para alguns críticos o AC/DC se encontrava em uma fase mais pacata, com poucas procuras (mídia e público). Simon Wright deixa a banda para tocar com Dio. Em seu lugar entra Chris Slade e mais um tiro de canhão é dado e são lançados em 1985 “Fly the Wall”, em (86) “Who Made Who” (coletânea com duas músicas inéditas instrumentais), no ano de 1987 “Blow Up Your”, e no início da década de noventa (1990) “The Razor´s”. Já em (92) é laçado o tão esperado pelos fãs e a mídia, o primeiro trabalho ao vivo oficial com “Brain Johnson” – AC/DC Live. “Balbreaker” chega no ano de 1995 concorrendo ao “Grammy” de melhor disco de metal do ano, com PHILL Rudd de volta as baquetas. Não demora e uma turnê é agendada pela segunda vez na América do Sul, incluindo o Brasil. E no inesquecível, sábado, dia 12 de outubro de 1996, lá estávamos eu e alguns amigos, deslumbrados, com nossos 15 a 20 anos, indo ao show insuperável de uma das melhores bandas de todos os tempos. Cheguei dentro do estádio do Pacaembu e fiquei desvirtuado, maravilhado ao ver este clássico, essa é minha definição ao mundo Rock´n Roll. O ponta pé inicial foi dado pelo Angra que fez abertura do show. Logo em seguida começou o suspense, já que aquela turnê foi movida de efeitos especiais. No telão, clipes com a dupla “Beavis and Butthead”. De repente, ruídos, uma bola de ferro destrói o cenário ao fundo. O riff é “Back In Black” passando por “Shot Down In Flame”, “Thunderstruck”, “Girl Got Rhytm”, Hard As A Rock”…, Ufa! A essa altura estava todo mundo hipnotizado e alucinado com o show, quando Angus ensaiava um “strip – tease” e na hora de abaixar as calças vira de costas e aparece uma cueca com as letras “AC/DC” nas nádegas! Foi clássico atrás de clássico. “Hells Bells”, “The Jack” , “Dirty Deeds … “, e por fim “For Those About To Rock (para quem foi a esse show – nós te saudamos)”. Agora vamos para o ano de 1997 onde eles tiveram o trabalho de selecionar as faixas da caixa “Bon Fire”. O século passado fica pra trás e em 2000 lançam “Stiff Upper Lip”, que apesar de não obter o mesmo sucesso comercial alcançado na década de 70 e 80, mostra que eles continuam sendo uma das bandas mais influentes e respeitadas do rock, conquistando várias gerações em todo o mundo. Vale lembrar que o vocal Brain Johnson produziu o ano de 2004 um musical chamado “Helena de Tróia” que apresenta como personagem principal a vocalista do “Cramberries”, Dolores O´ Riordan. (o mesmo teve seu lançamento em DVD no primeiro semestre em 2005). Em 2004 também ganharam um prêmio de relacionamento pelo talento da Associação da Industria Fonográfica do EUA pelo disco “Back In Black”. Enquanto isso moradores de Leganes (Espanha), descem literalmente ao que poderíamos chamar de “estrada para o inferno”. O prefeito da cidade faz justa homenagem dando nome oficial a uma rua de: AC/DC.


No início do segundo semestre de 2005 lançam o DVD duplo “Family Jewels” que nos surpreende mostrando a trajetória da banda na fase “Bon Scott”, e é claro, Brain Johnson. A complicação traz momentos inéditos, algumas raridades, como imagens de um programa de TV dez dias antes da morte de Scott. A segunda metade do DVD traz o grupo e um novo vocalista “Brain Johnson” reunindo clipes como “You Shook Me All Night Long” em sua nova versão. Ah! Não acabou não! Em 2007, o AC/DC pode nos presentear com mais um álbum de estúdio.

 


Discografia: 


High Voltage Albert Productions – 1975

T.N.T. Albert Productions – 1975

High Voltage – 1976

Dirty Deeds Done Dirt Cheap – 1976

Let There Be Rock – 1977

Powerage – 1978

Highway to Hell – 1979

Back in Black – 1980

For Those About to Rock We Salute You – 1981 

Flick of the Switch – 1983

Fly on the Wall – 1985 

Who Made Who – 1986

Blow Up Your Video – 1987 

The Razors Edge – 1990

Ballbreaker – 1995

Stiff Upper Lip – 2000

Black Ice – 2008

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BILLY IDOL

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A primeira estrela do Punk

Começou sua carreira na década de 70, quando formou o Chelsea... LEIA MAIS


O cantor Billy Idol, cujo nome completo é William Albert Michael Broad, começou sua carreira na década de 70, quando formou o Chelsea. A banda também contava com Tony James, que depois tocou em importantes grupos como o Sigue Sigue Sputinik e o Sisters Of Mercy. Os dois formaram o Generation X, que fez sucesso na Inglaterra em 79, mas teve vida curta. Logo depois, o cantor começou sua carreira solo, e lançou em 1982 o disco que leva seu nome, Billy Idol.


A carreira solo de Billy Idol foi marcada com sua parceria com o guitarrista Steve Stevens, que logo no primeiro disco rendeu o clássico Dancing With Myself. O segundo álbum, Rebel Yell, estourou com a faixa título, além da balada “Eyes Without a Face”, cujo clipe recebeu duas indicações ao MTV Video Music Awards. Seis das nove músicas do disco foram lançadas como singles, e o trabalho chegou ao 6º lugar das paradas americanas.


Após o grande sucesso na década de 80, o cantor Billy Idol finalmente veio ao Brasil em 1991, como uma das atrações do Rock In Rio 2, que aconteceu no Maracanã. Ele se apresentou dia 19 de Janeiro, e no dia seguinte repetiu a dose, pois foi escalado de última hora para substituir o ex-Led Zeppelin Robert Plant, que cancelou sua presença por causa da guerra do Golfo. Dois anos depois, chegou as lojas Cyberpunk, o último trabalho de Billy Idol na década.


Após 12 anos sem gravar, Billy Idol lançou em 2005 o disco Devil’s Playground, novamente com o guitarrista Steve Stevens. Também participou das gravações o baterista Brian Tichy, que já havia tocado com Ozzy Osbourne. No ano seguinte, o cantor registra “Happy Holidays”, um disco com releituras de músicas natalinas, além de algumas composições inéditas. Após soltar uma coleânea em 2008, Billy Idol saiu em turnê com o grupo de Hard Rock Def Leppard.


Além da coletânea Idolize Yourself, que vinha com as inéditas “John Wayne” and “New Future Weapon”, o mais recente disco de Billy Idol é o ao vivo In Super Overdrive Live, gravado em um show realizado nos Estados Unidos em 2009, para o programa televisivo Soundstage. Atualmente, o cantor está em estúdio trabalhando em um novo disco junto ao produtor Trevor Horn e ao tecladista do Yes, Geoff Downes.

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CAZUZA

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O polêmico ícone do Rock brasileiro

Cazuza foi um dos maiores ídolos da geração do pop-rock dos anos 80 no Brasil. LEIA MAIS


Cazuza foi um dos maiores ídolos da geração do pop-rock dos anos 80 no Brasil. Registrado como Agenor de Miranda Araújo Neto, nasceu no Rio de Janeiro e foi criado em Ipanema. O músico era filho de João Araújo, um dos gerentes da gravadora Som Livre. O nome Cazuza é um apelido que significa “moleque” no nordeste, já que o seu pai tinha origem pernambucana. 


No começo dos anos 80, Cazuza tornou-se vocalista da banda Barão Vermelho, formada pelo guitarrista Frejat. Em 1983, gravaram a música “Beth Balanço”, que se tornou um grande sucesso. Mesmo assim, poucos anos depois Cazuza decide sair do Barão. Um de seus últimos shows com a banda foi no Rock In Rio, em 1985, no mesmo dia de bandas como AC/DC e Scorpions. 

Em 1985, Cazuza iniciou uma carreira solo de sucesso. Neste mesmo ano, descobriu ser portador do vírus HIV. Porém, só declarou publicamente a doença em 1989, quando lançou o disco duplo “Burguesia”. Mesmo tendo gravado o disco numa cadeira de rodas, já bastante debilitado, este trabalho recebeu vários prêmios. 

Cazuza morreu em julho de 1990, aos 32 anos. Mesmo assim, deixou um grande legado para a música brasileira, através de 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 registradas por outros intérpretes. Após sua morte, os pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza, que auxilia portadores da AIDS.

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ERIC CLAPTON

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Um dos maiores guitarristas do mundo

A primeira banda que Eric Clapton integrou foi o Rooster, em 1962. LEIA MAIS



 


 


A primeira banda que Eric Clapton integrou foi o Rooster, em 1962. Poucos meses depois, entrou no Yardbirds, que começava a fazer sucesso na Grã-Bretanha. Com a mudança no direcionamento musical do grupo, Clapton decide sair, e em 1966, formou o Cream, com Jack Bruce e Ginger Baker.


Eric Patrick Clapton é um guitarrista, cantor e compositor britânico. Apelidado de Slowhand, foi considerado o segundo melhor guitarrista da história pela revista norte-americana Rolling Stone. Embora seu estilo musical tenha variado ao longo de sua carreira, Clapton sempre teve suas raízes ligadas ao blues. Após passar por grandes grupos como Yardbirds e Cream, Eric Clapton começou em 1970 uma bem sucedida carreira solo, com a qual segue até os dias atuais.


O Cream foi uma banda de blues-rock do Reino Unido formada pelo guitarrista Eric Clapton, pelo baixista Jack Bruce e pelo baterista Ginger Baker. O seu som é um híbrido de blues, hard rock e rock psicodélico, combinando a técnica apurada de Clapton na guitarra com a poderosa voz e intenso baixo de Jack Bruce e a influência de jazz do baterista Ginger Baker. Wheels of Fire foi o primeiro disco duplo a receber o certificado de platina de vendas no mundo.


Um dos momentos mais marcantes da carreira de Eric Clapton foi a banda Cream, com a qual lançou apenas 4 discos. Mesmo durando pouco tempo, o grupo foi nomeado no Hall da Fama do Rock And Roll, em, 1993. Na ocasião, os membros originais do Cream se reuniram para uma apresentação de 3 músicas. Em 2005, houve uma nova reunião para mais alguns shows, e desde então a banda está inativa.


Eric Clapton lançará este ano seu novo trabalho de estúdio, chamado Old Socks, onde fará releituras de 10 de suas músicas favoritas, indo do Blues até o Reggae, contando com a participação de vários amigos, como Paul McCartney.

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GUNS 'N ROSES

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Os bad boys do Hard Rock

O Guns n Roses é um grupo americano de hard rock, formado em Los Angeles, Califórnia... LEIA MAIS





O Guns n Roses é um grupo americano de hard rock, formado na cidade de Los Angeles, Califórnia, em 1985. A banda já lançou 4 álbuns de estúdio, além de três EPs e um álbum ao vivo. O co-fundador e líder Axl Rose e o tecladista Dizzy Reed são os únicos membros da formação clássica no atual Guns n Roses.


O Guns n Roses já vendeu 100 milhões de discos em todo o mundo, sendo 43 somente nos Estados Unidos. O seu álbum de estréia, Appetite for Destruction, de 1987, foi seu maior sucesso comercial, com 28 milhões de unidades vendidas, tendo recebido 17 discos de platina. As duas edições de Use You Illusion, lançadas na década de noventa, alcaçaram juntas a marca de 32 milhões de cópias comercializadas.


O sucesso comercial do Guns n Roses começou em 1987, com o lançamento do disco Apettite For Destruction. A banda tocou com grandes nomes do Rock como Rolling Stones e Aerosmith, e participou em 1988 do festival Donington, junto ao Kiss e ao Iron Maiden. O evento reuniu mais de 100 mil pessoas, e 2 pessoas morreram durante o show do Guns n Roses, devido a uma confusão na platéia por causa da chuva.


 


O guitarrista original do Guns n Roses era Tracii Guns, que foi demitido da banda pelo vocalista Axl Rose após faltar um ensaio. Seu substituto, Slash, entrou em 1986, gravando o disco Apettite For Destruction, lançado 1 ano depois. O Guns n Roses teve algumas mudanças de formação até 1994, quando Slash deixou o grupo por desentendimentos com Axl. A banda, totalmente reformulada, fez alguns shows esporádicos, como o Rock In Rio de 2001, e lançou Chinese Democracy apenas 15 anos depois.


O Guns n Roses veio 4 vezes para o Brasil durante sua carreira. A estréia aconteceu no Rock In Rio de 1991, antes do lançamento de Use Your Illusion I. Em 2001 e 2011 a banda também veio para participar do mesmo festival, e no ano de 2010, fez uma série de 5 shows pelo país, tendo o ex-vocalista do Skid Row, Sebastian Bach, como abertura.


Discografia

Appetite for Destruction (1987)


G N R Lies (1988)

Use Your Illusion I (1991)

Use Your Illusion II (1991)

The Spaghetti Incident? (1993)

Chinese Democracy (2008)

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JANIS JOPLIN

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A voz feminina do Rock

Considerada a “maior cantora de rock dos anos 60``... LEIA MAIS
Janis Lyn Joplin, que nasceu em 1943, foi uma cantora e compositora norte-americana. Considerada a “maior cantora de rock dos anos 60″, ela alcançou a fama como vocalista da Big Brother and the Holding Company e, posteriormente, como artista solo. Seus tempos de sucesso duraram pouco – ela faleceu em outubro de 1970, tendo lançado apenas 3 discos de estúdio.


Janis Joplin, influenciada por grandes nomes do jazz e do blues, como Aretha Franklin e Etta James, fez de sua voz a sua característica mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico. Em 1971, um ano após sua morte, devido a uma overdose de heroína, saiu o disco Pearl, último com participação direta da cantora.


As últimas gravações que a cantora Janis Joplin fez foram das músicas “Mercedes Benz” – que saiu no disco póstumo Pearl – e “Happy Trails”, sendo esta última feita como um presente de aniversário para John Lennon, que faria aniversário em 9 de outubro. Posteriormente, o músico contou que a fita chegou em sua casa após a morte da cantora.


Janis Joplin esteve no Brasil em fevereiro de 1970, na tentativa de se livrar do vício da heroína. Durante o período, ela fez topless na praia, cantou em um bordel e foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina. A cantora também quase foi presa na praia, por suas atitudes consideradas “fora do normal”. Janis Joplin teve também uma breve relação amorosa com o rockeiro brasileiro Serguei.


No dia 3 de outubro de 1970, Janis Joplin visitou o estúdio Sunset Sound, em Los Angeles, para ouvir algumas músicas em que ela gravaria os vocais. Como não apareceu no dia seguinte, o empresário John Cooke foi até o hotel da cantora, onde a encontrou morta. Janis, que faleceu aos 27 anos, foi cremada no cemitério de Westwood Village, na Califórnia. Durante a cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.

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JOAN JETT

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A diva rebelde do Rock

Joan Jett, nome artístico de Joan Marie Larkin, é uma cantora e guitarrista norte americana... LEIA MAIS
Joan Jett, nome artístico de Joan Marie Larkin, é uma cantora e guitarrista norte americana, nascida em 1958. Ela é uma das figuras femininas mais importantes da história do rock, e em 2003, Joan Jett foi nomeada pela revista Rolling Stone a 87ª melhor guitarrista de todos os tempos.


A guitarrista Joan Jett é conhecida mundialmente pelo hit “I Love Rock n Roll”, que ficou no 1º lugar da Billboard por mais de 1 mês, no ano de 1982. O disco de mesmo nome vendeu mais de 10 milhões de cópias mundialmente. A discografia de Joan Jett conta com 14 álbuns de estúdio, sendo o último, Sinner, lançado em 2006.


Joan Jett foi a fundadora do The Runaways juntamente com a baterista Sandy West. A banda durou entre 1975 e 1979, lançando 4 discos de grande sucesso. Em 2010, foi lançado o filme The Runaways, que conta a história do início da banda e de seu fim conturbado, decorrente do uso abusivo de drogas de toda a banda. O papel de Joan Jett foi interpretado pela atriz Kristen Stewart.


Em 1979, após o fim do The Runaways, Joan Jett começou sua carreira solo. Ela gravou três músicas com Paul Cook e Steve Jones, do Sex Pistols, para o disco que leva seu nome, lançado em Maio de 1980. Anteriormente, o trabalho foi rejeitado por 23 gravadoras, então a guitarrista lançou o álbum pela Blackheart Records. Joan Jett se tornou a 1ª mulher a começar sua própria gravadora.


A cantora e guitarrista Joan Jett se apresentou no Brasil em 2012, no festival Lollapalooza. Após seu show, ela ainda subiu ao palco do Foo Figthers, para tocar duas músicas de sua carreira, as famosas “Bad Reputation” e “I Love Rock n Roll”. 

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LYNYRD SKYNYRD

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Identidade e Muita Atitude

O Lynyrd Skynyrd foi formado em meados de 1966, na cidade portuária de Jacksonville, norte da Flórida LEIA MAIS
Lynyrd Skynyrd é uma banda de southern rock estadunidense. Tornou-se conhecida no sul dos Estados Unidos em 1973, ganhando maior notoriedade internacional principalmente após a morte de diversos integrantes e do principal compositor Ronnie Van Zant em um acidente aéreo ocorrido em 1977 próximo a Gillsburg, Mississipi.


A banda retornou em 1987, tendo como líder Johnny Van Zant, e continua a gravar e a se apresentar até hoje. O grupo foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 13 de março de 2006. Ao longo de sua carreira a banda vendeu mais de 50 milhões de discos.


O núcleo do que mais tarde viria a ser o Lynyrd Skynyrd foi formado em meados de 1966, na cidade portuária de Jacksonville, norte da Flórida. Ronnie Van Zant e um vizinho, Robert Burns (Bob), que tinha uma bateria, se juntaram ao colega de escola Gary Rossington que por sua vez, sugeriu para a então banda em formação o baixista Larry Junstrom.


Faltava à banda de garotos um amplificador. Por ter o aparelho e também tocar guitarra, além de ser colega de escola dos outros integrantes, Allen Collins (Larkin Allen Collins Jr.), então no The Mods, juntou-se à banda iniciante.


Começaram a tocar influenciados por country, rock britânico (Rolling Stones, Yardbirds, Cream) e blues. Os barulhentos ensaios aconteciam na garagem da casa de Burns. “Nos plugávamos nossas guitarras no canal limpo, Ronnie colocava seu microfone no normal – eram os três em um amplificador – e Bob tocava bateria. Foi assim que começamos”, disse Gary.


Neste período a banda mudou várias vezes de nome: o primeiro foi My Backyard, seguido por Noble Five, Wildcats, Sons of Satan, Conqueror Worm, Pretty Ones, e One Percent.


O nome Lynyrd Skynyrd surgiria um pouco mais tarde. Durante um show, Ronnie Van Zant anunciou a banda com o nome de Leonard Skinner – o famigerado instrutor de ginástica dos então estudantes Ronnie, Gary e Bob na Robert Lee High School em Jacksonville, que vivia dando suspensão aos garotos por causa dos seus longos cabelos, comportamento que se chocava contra as rígidas normas da escola.


“Nós somos (a banda) One Percent, mas vamos mudar nosso nome esta noite. Todos que quiserem que mudemos para Leonard Skinner, aplaudam!”, disse Ronnie. A platéia conhecia o professor e aprovou o nome no ato. Em seguida, os membros substituíram as vogais por Y, segundo Gary, “para preservar a identidade do culpado”.


Passaram a ensaiar numa espécie de barracão de madeira e zinco, tão pequeno e quente que foi apelidado pelos integrantes de “Hell House”, ao sul de Jacksonville. Foi no calor sufocante da Hell House que o som da banda começou a tomar forma – country, blues e hard rock eram a base sonora do grupo. A despeito das condições severas, a banda estava determinada a ser bem-sucedida, a não perder de vista seus sonhos. Além de músicas próprias, tocavam covers entre outros, de Cream e Creedence Clearwater Revival.


Fazem uma turnê com a banda Strawberry Alarm Clock. A banda começa a ter o nome destacado, estabelecendo-se no sul (Flórida, Tennessee, Geórgia e Alabama) como um bom grupo ao vivo. Neste tempo, juntam-se ao Lynyrd Skynyrd os roadies Dean Kilpatrick e Kevin Elson.


Atualmente


Em 1990 a ex-esposa de Ronnie, Judy, e a filha de ambos, Melody, fundaram a Freebird Foundation Inc, em memória ao cantor do Lynyrd Skynyrd.


Originalmente a fundação tinha por objetivo arrecadar fundos para a construção de um parque memorial a Van Zant. Depois da construção do parque, a Freebird Foundation se voltou para outras ações, como programas escolares em benefício de estudantes locais.


Se já era inconcebível um Lynyrd Skynyrd sem Ronnie Van Zant e Steve Gaines, sem Allen Collins se tornava patente, pelo menos aos velhos e mais radicais fãs, que a banda não poderia continuar.


Mas continuou, para lamento de alguns, curiosidade de outros e apesar dos pesares, grande interesse de terceiros. Em 1991 lançam um disco chamado “Lynyrd Skynyrd 1991”, com Johnny Van Zant, no lugar de Ronnie, e Ed King de volta a guitarra.


Lançaram os seguintes discos desde então: “The Last Rebel”, “Endangered Species”, “Twenty”, “Lyve From Steel Town”, “Edge of Forever”, “Double Trouble”, “Then & Now”, “Christmas Time Again”, “Vicious Cycle” e ” God & Guns “. Houve algumas mudanças de formação (a mais significativa foi a saída de Ed King, novamente por problemas de saúde e o retorno de Rickey Medlocke, desta vez tocando guitarra!). Em 1996 é lançado o excelente documentário “Freebird…The Movie”, com cenas inéditas da banda (O Filme).


Em julho de 2000 alguns vandalos tentaram violar o túmulo de Ronnie Van Zant e chegaram mesmo a quebrar a urna com as cinzas de Steve Gaines, que em parte foram espalhadas. Os restos foram novamente sepultados em local não divulgado, mas a policia não identificou nem prendeu as pessoas que cometeram tal ato.


Em 1996, saiu o documentário Freebird…The Movie, com cenas inéditas da banda e toda a sua história. A gravadora MCA relançou recentemente o clássico ao vivo One More From The Road, de 1976, com 10 faixas extras, além de uma infinidade de coletâneas e ao vivo.


No dia 27 de julho de 2001, mais uma triste notícia para os fãs: o baixista Leon Wilkeson faleceu “de causas naturais”, em Jacksonville, aos 49 anos. O Lynyrd Skynyrd estava em turnê com Ted Nugent e Deep Purple e planejava mais um álbum inédito. A banda, porém, continua na estrada.


No dia 14 de março de 2006, o Lynyrd Skynyrd entra para o Hall da Fama do Rock and Roll com direito a uma apresentação especial com a música “Sweet Home Alabama”, executada por Bob Burns na bateria, Artimus Pyle na percussão, Ed King na guitarra e JoJo & Leslie (Honkettes originais) nos backing vocals. Além deles o vocal ficou por conta de Johnny Van Zant e Kid Rock. Ainda em 2006, a banda teve seu “hino” “Free Bird” presente no game Guitar Hero 2, sendo esta a música mais difícil do jogo.


Em 2008 o Lynyrd Skynyrd anunciou em seu site oficial que estava em processo de gravação de um novo álbum. O lançamento foi programado para o começo de 2009.


Em 28 de janeiro de 2009 o tecladista Billy Powell (56 anos) morreu em sua casa em Orange Park, Flórida. Suspeita-se que o motivo teria sido um ataque cardíaco.


Em 7 de maio de 2009 o baixista Donald “Ean” Evans morreu de câncer em sua casa no Mississippi. O músico tinha 48 anos. Ele fazia parte da banda desde 2001, quando substituiu Leon Wilkeson, que morrera em um quarto de hotel naquele ano. Ean Evans já estava fora dos planos da nova turnê mesmo antes mesmo de seu falecimento, pois não tinha mais condições de sair de casa por causa do câncer.


Para a gravação do novo álbum, God & Guns, o baixista Ean Evans foi substituído por Robert Kearns, e o tecladista Billy Powell foi substituído por Peter Keys.


No final de setembro de 2009, Lynyrd Skynyrd lançou o disco God & Guns. No começo de 2012 o baixista Robert Kearns deixou o Lynyrd Skynyrd e foi substituído por Johnny Colt (Ex-The Black Crowes). Lynyrd skynyrd irá lançar um novo disco com inédita em Agosto de 2012, o disco terá o nome “Last of a Dyin’ Breed”. Atualmente Lynyrd Skynyrd continua sua turne pelo mundo, tocando tanto os clássicos da banda como também músicas da nova 


formação.


DISCOGRAFIA


Álbuns de estúdio


(Pronounced ‘Lĕh-‘nérd ‘Skin-‘nérd) (1973)


Second Helping (1974)


Nuthin’ Fancy (1975)


Gimme Back My Bullets (1976)


Street Survivors (1977)


Lynyrd Skynyrd 1991 (1991)


The Last Rebel (1993)


Endangered Species (1994)


Twenty (1997)


Edge of Forever (1999)


Christmas Time Again (2000)


Vicious Cycle (2003)


God & Guns (2009)


Last of a Dyin’ Breed (2012)

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NEIL YOUNG

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O Mantra do Rock

Hey Hey, My My! O Rock'n'Roll nunca pode morrer... LEIA MAIS
Neil Percival Young, nascido em 1945, é um músico e compositor canadense, que consolidou sua carreira em território americano. Ele também ficou conhecido por sua participação no supergrupo Crosby, Stills, Nash & Young, com o qual lançou 5 discos, sendo 3 deles no começo da década de 70. Atualmente, ele segue em carreira solo junto a banda de apoio Crazy Horse, que o acompanha desde o início da carreira.


Em 1995, Neil Young gravou um dos seus discos mais famosos, Mirror Ball, graças a colaboração do músico com o Pearl Jam, banda do cantor no álbum e na turnê de divulgação. Questões contratuais impediram que o nome do grupo aparecesse no disco, apenas créditos individuais aos músicos. Duas músicas registradas nas sessões de gravação de Mirror Ball foram lançadas posteriormente pelo Pearl Jam no disco Merkin Ball.


No ano de 1965, Neil Young foi morar em Toronto, no Canadá, onde ingressou na banda The Mynah Birds, com a qual registrou alguns compactos sem muita repercussão. Algum tempo depois, o músico se mudou para Los Angeles, formando com Stephen Stills o Buffalo Springfield, com a qual registrou 3 discos em pouco mais de um ano. Após algum tempo seguindo carreira solo, aceitou o convite para ingressar no Crosby, Stills & Nash, como membro efetivo. O grupo contava com seu ex-parceiro de banda, Stephen.


A vida e carreira de Neil Young já foi tema de alguns livros, sendo dois deles os mais relevantes. Shakey, inspirado no nome fictício usado pelo músico, Bernard Shakey, foi escrito por Jimmy Mcdonough, que levou 12 anos compilando informações. O próprio Neil Young, anos depois, escreveu seu livro, chamado simplesmente de “A Autobiografia”, onde aborda honestamente toda sua trajetória, incluindo o uso de drogas.


A carreira de Neil Young rende até hoje muito material. Em 45 anos de carreira, ele lançou 37 discos de estúdio, contando apenas os trabalhos solo, além de registros com o Crosby, Stills, Nash & Young e o Buffalo Springfield. Em todo este tempo, vendeu cerca de 18 milhões de discos, apenas no Estados Unidos. Neil Young também foi considerado o 17º melhor guitarrista do mundo, pela revista norte-americana Rolling Stone.


DISCOGRAFIA


Com Crosby, Stills, Nash & Young



  • 1970 Déjà Vu

  • 1971 Four Way Street

  • 1974 So Far

  • 1988 American Dream

  • 1999 Looking Forward


Com Buffalo Springfield



  • 1967 Buffalo Springfield

  • 1967 Buffalo Springfield Again

  • 1968 Last Time Around

  • 1973 Buffalo Springfield (compilação)

  • 2001 Buffalo Springfield (box set)


Solo



  • 1968 Neil Young

  • 1969 Everybody Knows This Is Nowhere (com Crazy Horse)

  • 1970 After the Gold Rush

  • 1972 Harvest (com The Stray Gators)

  • 1972 Journey Through the Past

  • 1973 Time Fades Away (com The Stray Gators)

  • 1973 Tonight’s the Night (com The Santa Monica Flyers, editado apenas em 1975)

  • 1974 On the Beach

  • 1975 Zuma (com Crazy Horse)

  • 1976 Long May You Run (com Stephen Stills, the “Stills-Young Band”)

  • 1977 American Stars’n’Bars

  • 1977 Decade

  • 1978 Comes A Time

  • 1979 Rust Never Sleeps (com Crazy Horse)

  • 1979 Live Rust (ao vivo, com Crazy Horse)

  • 1980 Where the Buffalo Roam

  • 1980 Hawks and Doves

  • 1981 Re-ac-tor (com Crazy Horse)

  • 1982 Trans

  • 1983 Everybody’s Rockin’ (com Shocking Pinks)

  • 1985 Old Ways

  • 1986 Landing on Water

  • 1987 Life (com Crazy Horse)

  • 1988 This Note’s For You (com The Bluenotes)

  • 1989 Eldorado (EP) (com The Restless)

  • 1989 Freedom

  • 1990 Ragged Glory (com Crazy Horse)

  • 1991 Weld (ao vivo, com Crazy Horse)

  • 1991 Arc (ao vivo, with Crazy Horse)

  • 1992 Harvest Moon

  • 1993 Lucky Thirteen

  • 1993 Unplugged

  • 1994 Sleeps With Angels (com Crazy Horse)

  • 1995 Mirror Ball (com Pearl Jam)

  • 1996 Dead Man (banda sonora)

  • 1996 Broken Arrow (com Crazy Horse)

  • 1997 Year of the Horse (ao vivo, com Crazy Horse)

  • 2000 Silver & Gold

  • 2000 Road Rock Vol. 1

  • 2002 Are You Passionate? (com Booker T. & the MG’s)

  • 2003 Greendale (com Crazy Horse)

  • 2004 Greatest Hits

  • 2005 Prairie Wind

  • 2006 Living With War

  • 2006 Live At Fillmore East 1970-2006 (with Crazy Horse)

  • 2007 Chrome Dreams II”

  • 2009 Fork in the Road

  • 2010 Le Noise

  • 2011 A Treasure

  • 2012 Americana (Com Crazy Horse)

  • 2012 Psychedelic Pill (Com Crazy Horse)

  • 2014 Storystone

  • 2015 The Monsanto Years (Com Lukas Nelson & Promise of the Real)


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OFFSPRING

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O Maior Nome do Punk Rock Moderno

O álbum Smash foi o grande responsável pelo sucesso do grupo... LEIA MAIS
O Offspring é uma banda de punk rock americana, criada em 1984. O álbum Smash foi o grande responsável pelo sucesso do grupo, pois suas vendas expressivas renderam um contrato com a Columbia Records, com a qual trabalham até hoje. 


Já com vários sucessos na bagagem, o Offspring lançou em 1998 o disco Americana, e divulgou a música “Pretty Fly” no formato Mp3. A canção registrou 22 milhões de downloads em 10 semanas, um número considerável para a época. Já o disco ultrapassou 10 milhões de cópias vendidas.


A idéia de formar o Offspring veio do vocalista Dexter Holland e do baixista Greg Kriesel, após os dois assistirem um show do Social Distortion. Eles completaram a formação com o guitarrista Noodles e o batera Ron Welty. Após assinar com a pequena gravadora Nemesis, lançaram seu primeiro disco, que leva o mesmo nome da banda.


Em 1994, O Offspring fez uma turnê com as bandas Pennywise e NOFX, e na sequência, lançou o disco Smash. O álbum, repleto de sucessos, vendeu mais de 11 milhões de cópias, tendo como impulso seus clipes, que tinham alta rotatividade na MTV.


O mais recente trabalho do Offspring é o disco Days Go By O álbum começou a ser preparado e gravado em 2009, mas problemas diversos adiaram o lançamento várias vezes. Em uma entrevista, o vocalista Dexter chegou a declarar que o disco se chamaria Chinese Democracy, uma clara alusão ao Guns n Roses, que levou mais de 10 anos gravando seu álbum de mesmo nome.


DISCOGRAFIA


1989 The Offspring


1992 Ignition


1994 Smash


1997 Ixnay on the Hombre


1998 Americana 


2000 Conspiracy of One


2003 Splinter 


2008 Rise and Fall, Rage and Grace


2012 Days Go By

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R.E.M.

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Um Estilo Único

Pouco mais de 30 anos de carreira, vendeu cerca de 80 milhões de discos em todo o mundo... LEIA MAIS
O R.E.M. foi uma banda de rock americana, formada em 1980 pelo vocalista Michael Stipe, pelo guitarrista Peter Buck, pelo baixista Mike Mills e pelo baterista Bill Berry. A única mudança na formação aconteceu em 1996, quando Berry deixou o grupo, que continuou tocando com bateristas contratados. O grupo encerrou suas atividades em 2011, e em pouco mais de trinta anos de carreira, vendeu cerca de 80 milhões de discos em todo o mundo.


O primeiro lançamento do R.E.M. foi o single “Radio Free Europe”, que saiu em 1981. Logo depois, eles assinaram com uma grande gravadora para lançar seu primeiro disco completo, Murmur, em 83. Na sequência, veio Reckoning, gravado em apenas 16 dias. O terceiro álbum do grupo chegou as lojas em 1986, chamado Fables of the Reconstruction. Durante a produção do trabalho, a banda quase encerrou suas atividades, devido a conflito entre os membros sobre a sonoridade que o R.E.M. deveria seguir.


Em 1986, o R.E.M. lançou seu quarto disco, Lifes Rich Pageant, que manteve o nome do grupo em alta. O single “Fall on Me” chegou ao Top10 americano, fato inédito para a banda. Impulsionado pelo sucesso de The One I Love, o álbum Document recebeu disco de platina. O trabalho ficou marcado pelas letras de cunho político e sua sonoridade caótica. Este foi o primeiro disco do R.E.M. a vender mais de um milhão de cópias.


Após uma cansativa turnê, o R.E.M. resolveu entrar de férias no final da década de 80. Quando retornou com o disco Out Of Time, a banda emplacou grandes sucessos como “Losing My Religion” e “Shiny Happy People”, e logo depois, foi convidada a gravar um acústico para a MTV, que nunca foi lançado oficialmente. A música Everobody Hurts, presente em Automatic For The People, foi outro grande êxito do grupo. Ela foi composta pelo baterista Bill Berry, e contou com o arranjo de cordas feito por John Paul Jones, ex-baixista do Led Zeppelin.


O R.E.M, entre meados da década de 90 até o fim de suas atividades, lançou ainda mais sete discos, e em 2001, veio pela primeira vez ao Brasil, para um show no festival Rock In Rio. Em setembro de 2011, poucos meses após o lançamento do álbum Collapse Into Now, o grupo emitiu um comunicado informando que o R.E.M. deixaria de existir. Na época, a banda já estava a mais de três anos sem fazer shows.


Discografia



Álbuns de estúdio



  • Murmur (1983)

  • Reckoning (1984)

  • Fables of the Reconstruction (1985)

  • Lifes Rich Pageant (1986)

  • Document (1987)

  • Green (1988)

  • Out of Time (1991)

  • Automatic for the People (1992)

  • Monster (1994)

  • New Adventures in Hi-Fi (1996)

  • Up (1998)

  • Reveal (2001)

  • Around the Sun (2004)

  • Accelerate (2008)

  • Collapse into Now (2011)


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THE ROLLING STONES

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50 Anos de Muito Rock

Formada em 1962, e é uma das bandas mais antigas ainda em atividade... LEIA MAIS
The Rolling Stones é uma banda de rock inglesa formada em 1962, e é uma das bandas mais antigas ainda em atividade. Ao lado dos Beatles, foram considerados o grupo mais importante da chamada invasão britânica ocorrida nos anos 60, que adicionou diversos artistas ingleses nas paradas norte-americanas e que decisivamente influenciaram na música e cultura pop.


Formado por Brian Jones, Keith Richards, Mick Jagger, Bill Wyman e Charllie Watts, o grupo buscava sua sonoridade no Blues. Em cinquenta anos de carreira, os Rolling Stones venderam mais de 200 milhões de discos marcando sucessos como “Satisfaction”, “Sympathy for The Devil”, “Jumping Jack Flash” e tantos outros na história do rock.


Ao mesmo tempo em que faziam suas canções rebeldes e contestadoras dos valores dominantes, os Rolling Stones, viram suas musicas se tornarem sucessos entre os jovens. Os Stones eram o alvo preferido das autoridades. Jagger, Richards e Jones eram constantemente presos pela polícia e perseguidos pela imprensa por conta do uso de drogas e de suas atitudes consideradas “degeneradas”. Mas isso não foi problema para os Stones se tornarem uma das maiores bandas do mundo.


1969 foi um ano de grandes problemas para os Rolling Stones. A primeira má noticia foi a morte do guitarrista Brian Jones encontrado morto misteriosamente em sua casa no dia 3 de julho. Logo em seguida um dos fatos mais tristes da carreira do grupo. Em uma apresentação no festival de Altamont, a banda tinha como seguranças o moto clube Hells Angels que acidentalmente mataram um espectador que teria ameaçado atirar contra a banda.

Esses problemas aliados ao envolvimento com grupos psicodélicos e ocultistas pesaram na imagem da banda.


Quando todos imaginavam o fim da banda, devido a um câncer na garganta do baterista Charllie Watts diagnosticado em junho de 2004 e curado em 2005, o vigor incansável do quarteto com ênfase às belas letras dos The Glimmer Twins, Jagger e Richards, os Rolling Stones lançaram um belíssimo CD, “A Bigger Bang”, que voltou as raízes da banda ligadas ao Rock and Roll e a música negra.


Em 2012 os The Rolling Stones completaram 50 anos de trabalho, e são considerados uma das bandas mais velhas em atividade. Como parte das comemorações, lançaram em junho de 2012 o livro The Rolling Stones: 50 e organizaram um retorno aos palcos em novembro e dezembro de 2012.


O mais recente concerto dos Rolling Stones em Portugal aconteceu no dia 29 de maio de 2014, no Rock in Rio 2014, perante uma plateia de 90.000 pessoas. E este ano, passam pelo Brasil.


Discografia

Live Licks: 2005 

A Bigger Bang: 2005 

Forty Licks: 2002 

No Security: 1998 

Bridges To Babylon: 1997 

Rock & Roll Circus: 1996 

Stripped: 1995 

Voodoo Lounge: 1994 

Jump Back: 1993 

Flashpoint: 1991 

The London Years: 1989 

Steel Wheels: 1989 

Dirty Work: 1986 

Undercover: 1983 

Still Life: 1982 

Tattoo You: 1981 

Emotional Rescue: 1980 

Some Girls: 1978 

Love You Live: 1977 

Black and Blue: 1976 

It´s Only Rock´n´Roll: 1974 

Goats Head Soup: 1973 

Big Hits and Fazed Cookies: 1972 

Exile on Main Street: 1972 

Sticky Fingers: 1971 

Get Yer Ya Ya´s Out: 1970 

Let It Bleed: 1969 

Beggars Banquet: 1968 

Between the Buttons: 1967 

Flowers: 1967 

Their Satanic Majesties Request: 1967 

Aftermath: 1966 

Rolling Stones Now: 1965 

December´s Children: 1965 

Out of Our Heads: 1965 

Got Live if You Want It: 1965 

12 x 5: 1964

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SUPERTRAMP

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Do Progressivo ao Pop

Apesar do trabalho inicial da banda ser baseado no rock progressivo, eles tiveram mais sucesso comercial... LEIA MAIS
O Supertramp uma banda de rock britânica formada em 1969. Inicialmente, o grupo teve o nome Daddy, mas pouco tempo depois mudou para Supertrampo. Apesar do trabalho inicial da banda ser baseado no rock progressivo, eles tiveram mais sucesso comercial e de crítica quando passaram a incorporar elementos mais convencionais e aceitáveis nas rádios em seu trabalho, em meados da década de 1970. O ápice da popularidade do Supertramp veio em 79, com Breakfast In America, que vendeu cerca de 28 milhões de cópias em todo o mundo.


Logo no começo da década de 70, o Daddy mudou seu nome para Supertramp, pouco antes de assinar contrato com a gravadora A&M. Em julho, chegou as lojas o disco Supertramp, e ainda em 1970, a banda foi uma das atrações do festival Isle Of Wight, ao lado de grupos como The Doors e Emerson, Lake And Palmer, além dos brasileiros Caetano Veloso e Gilberto Gil. Em junho de 71, saiu Indelibly Stamped, que marcava a mudança de função de Roger Hodgson, que trocou o baixo pela guitarra.


O Supertramp começou a obter reconhecimento de público e crítica com seu terceiro álbum, Crime Of The Century, lançado em 1972. O disco trazia uma banda reformulada, e obteve boas colocações nas paradas Americanas e no Reino Unido, além de ter chegado à primeira posição no Canadá. O sucesso forçou o Supertramp a gravar outro disco as pressas, e de acordo com a própria banda, Crisis? What Crisis é um dos momentos menos inspirados de sua carreira.


Impulsionado pelo hit Give a Little Bit, o disco do Supertramp lançado em 1977, chamado Even in the Quietest Moments, manteve seu nome em alta. Mas o ápice comercial da banda veio dois anos depois, com Breakfast In America, que vendeu milhões de cópias e foi o número um nos Estados Unidos. Com a chegada da década de 80, o guitarrista Roger Hodgson começou a trabalhar em projetos solo. O músico também pretendia passar mais tempo com a família, e isto acabou motivando sua saída do Supertramp em 1983.


No final da década de 80 o Supertramp se separou pela primeira vez, pouco tempo depois de vir pela primeira vez ao Brasil. Na metade da década seguinte, eles se reuniram, sem Roger Hodgson para uma série de shows, e desde então fizeram algumas turnês esporádicas. Em 2011, em nova reunião, Hodgson se ofereceu para se juntar ao grupo durante as folgas de sua turnê solo, mas sua sugestão foi recusada pelo grupo.


Discografia



  • 1970 – Supertramp

  • 1971 – Indelibly Stamped

  • 1974 – Crime of the Century

  • 1975 – Crisis? What Crisis?

  • 1977 – Even in the Quietest Moments

  • 1979 – Breakfast in America

  • 1982 – …Famous Last Words…

  • 1985 – Brother Where You Bound

  • 1987 – Free as a Bird

  • 1997 – Some Things Never Change

  • 2002 – Slow Motion


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THE WHO

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5 Décadas de Rock

O The Who é uma banda de rock britânica surgida em 1964... LEIA MAIS


O The Who é uma banda de rock britânica surgida em 1964. Com a formação clássica, formada pelo guitarrista Pete Townshend, o vocalista Roger Daltrey, o baixista John Entwistle e o baterista Keith Moon, alcançou fama internacional ainda na década de 60, com sucessos como I Cant Explain e My Generation. Em 1969, o grupo lançou um de seus maiores êxitos comerciais, o Rock-Opera Tommy. A fórmula foi usada novamente em Quadrophenia 4 anos mais tarde. Este trabalho vem sendo executado na íntegra pela banda em suas recentes apresentações.


O The Who, em quase 50 anos de carreira, já lançou 11 discos de estúdio, além de inúmeros registros ao vivo. Neste período, o grupo comercializou mais de 100 milhões de discos em todo o mundo. O mais recente trabalho da banda é Endless Wire, que chegou as lojas em 2006 e chegou a 7 posição nas paradas. O disco contou com a participação de Zak Starkey, filho do ex-baterista do Beatles, Ringo Starr.


O disco Who Are You, do The Who, chegou as lojas em 1978, poucas semanas antes da morte do baterista Keith Moon, devido a uma overdose. A banda fez a turnê de divulgação do trabalho com o músico Kenney Jones. No ano seguinte, mais uma tragédia na história da banda: 11 fãs morreram em um tumulto durante um show da banda no Estados Unidos. Após mais dois discos de estúdio, apesar do sucesso de vendas e público em suas apresentações, o The Who anunciou o fim de suas atividades.


Após reuniões esporádicas, o The Who anunciou que voltaria a ativa em 1989, contando com o baterista Kenney Jones. Já no ano seguinte, a banda foi introduzida no hall da fama do Rock And Roll. Em 1991, o The Who gravou a música Saturday Nights Alright For Fighting, de Elton John, que foi o ultimo registro de estúdio do grupo contando com o baixista John Entwistle, que, em 2002, foi encontrado morto em um quarto de hotel, as vésperas do início de mais uma turnê da banda.


O The Who anunciou em 2012 uma nova turnê mundial, executando na íntegra o rock opera Quadrophenia. As apresentações aconteceram na Europa e no Estados Unidos, e continuarão pelo Reino Unido e França ainda este ano. Na atual formação da banda estão apenas dois membros da formação original, o guitarrista Pete Townshend e o vocalista Roger Daltrey. Para o lugar do baterista Keith Moon, o The Who conta com o ex-Oasis Zakk Starkey, e no baixo, substituindo John Entwistle, está Pino Palladino. O irmão de Pete Townshend, Simon, também está em turnê com o grupo, como segundo guitarrista.

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ALICE IN CHAINS

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Explodindo o Grunge

A história da banda começa quando o vocalista Layne Staley convida o guitarrista Jerry Cantrell para entrar em sua banda LEIA MAIS




Alice in Chains é uma banda americana formada em 1987 em Seattle. A banda é considerada uma das principais representantes do movimento Grunge, nascido no início da década de 90, ao lado de Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam.


A história da banda começa quando o vocalista Layne Staley convida o guitarrista Jerry Cantrell para entrar em sua banda, na época intitulada Alice N´ Chains. Jerry não só aceitou o convite como trouxe junto com ele mais dois integrantes, o baixista Mike Starr e o baterista Sean Kinney. Além disso, Jerry mudou o nome para Alice In Chains.


Como todo início de carreira a banda começou a se apresentar em bares e pequenos clubes da cidade, até que, em 1989, assinam contrato com a Columbia Records. O primeiro trabalho lançado pela gravadora foi um EP com apenas 3 músicas intitulado “We Die Young”.


Em 1990, eles lançam seu álbum de estréia, “Facelift”, com o hit “Man in the Box”. Impulsionado por esse hit o álbum foi um verdadeiro fenômeno de vendas, o que abriu caminho para o Alice In Chains no mundo da música.


Em 1991, sai o segundo single “SAP”, com participações especiais de Chris Cornell (Soundgarden) e de Mark Arm (Mudhoney).


O segundo álbum, “Dirt”, chegou às lojas em 1992. Para a divulgação desse álbum, saíram em turnê com Ozzy Osbourne com passagem pelo Brasil no Hollywood Rock. Na volta da turnê, o baixista Mike Starr dá lugar a Mike Inez, ex-Madman. Já com o novo integrante, a banda participa da trilha sonora do filme “Last Action Hero” com a faixa “What the Hell Have I” e gravam mais um EP intitulado “Jar of the Flies”, que chegou ao 1º lugar da Billboard.


Em 1995, sai o terceiro álbum da banda, “Alice in Chains”, com destaques para os hits “Grind”, “Heaven Beside You” e “Again”. Mesmo atingindo o topo da parada americana, a banda decide não saiu para turnê.


Em 1996, depois de gravarem o acústico “Unplugged” na MTV a banda começa a enfrentar alguns problemas com o vocalista Layne Staley, que abusava das drogas e acabava se desentendendo com os outros integrantes da banda. Com isso, Jerry Cantrell passa a se dedicar a projetos paralelos como a gravação de álbuns solo e o Alice in Chains não lança mais nenhum material inédito.


Em 1999, a banda lança a coletânea “Nothing Safe: The Best of the Box”, que traz uma mistura de versões ao vivo, acústicas e demo, além da inédita “Get Born Again”. Ainda em 1999, a coletânea “Musik Bank” chega às lojas com uma edição especial de 4 CD´s. O segundo CD ao vivo da banda chega em 2000. Intitulado “Live”,o disco traz as clássicas “Man in the Box”, “Angry Chair”, “Dirt”, entre outras.


Em 2001, é lançada a coletânea “Greatest Hits” e no ano seguinte o vocalista Layne Staley é encontrado morto em sua casa, fazendo os fãs perderem as esperanças de ouvir algum material inédito do Alice in Chains.


 


Discografia:


Álbuns de estúdio:

Facelift (1997)

Dirt (2000)

Alice in Chains (1997)

Black Gives Way to Blue (2010)


EPs:

Sap (1994)

Jar of Flies (1995)


Álbuns ao vivo:

Unplugged (1996)

Live (2000)


Compilações:

Nothing Safe: Best of the Box (2007)

Greatest Hits (2005)


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THE BEATLES

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A explosão do POP-ROCK

O Beatles foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960... LEIA MAIS



 


O Beatles foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960. É o grupo musical mais bem-sucedido da história da música. Entre 1963 e 1970, o quarteto formado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Star lançou 13 trabalhos de estúdio, e estima-se que as vendas de seus discos tenha ultrapassado 1 bilhão de cópias.


O Beatles conseguiu atingir o estrelato a partir do lançamento do single Love Me Do, em 1963. Durante 3 anos, eles fizeram muitos shows, e em 66, focaram seus trabalhos no estúdio, o que aconteceu até o fim da carreira do quarteto, 4 anos depois. Durante este período, eles gravaram discos clássicos como Yellow Submarine e Let It Be.


Com o fim do Beatles, seus integrantes seguiram carreira solo, com destaque para Paul McCartney, que se manteve em alta com o grupo Wings, que liderava junto a sua esposa, Linda. John Lenon trabalhou com Yoko Ono durante a primeira metade da década de 70. 5 anos depois, lançou o disco Double Fantasy, em novembro, 1 mês antes de ser assassinado.


Atualmente apenas dois membros do Betales estão vivos: Paul McCartney e Ringo Star, que seguem gravando e fazendo turnês até os dias atuais, com visitas constantes ao Brasil. John Lennon foi assassinado no final de 1980 em Nova York, e George Harrison morreu em 2001, mais de 10 anos após ser diagnosticado com um câncer no pulmão.


A última apresentação da história do Beatles aconteceu em 1969, alguns meses antes do lançamento de Abbey Road, que chegou as lojas em setembro daquele ano. O concerto de 40 minutos, realizado no topo do prédio da Apple Corps, em Londres, foi interrompido devido a intervenção policial. Já com diversos conflitos internos, a banda resolveu encerrar suas atividades, mas não sem antes lançar um último trabalho de estúdio, Let It Be.


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DEEP PURPLE

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Pioneiros do Metal.

O Deep Purple foi formado em 1968, e é considerada uma das pioneiras do Heavy Metal. LEIA MAIS




 


O Deep Purple foi formado em 1968, e é considerada uma das pioneiras do Heavy Metal. Apesar disso, seus primeiros discos traziam composições mais próximas do pop. O peso só apareceu com o disco “In Rock”, que marcou as estréias do vocalista Ian Gillan e do baixista Roger Glover.


Após 4 discos com sua formação clássica, o Deep Purple mudou de formação em 1973, com a entrada do vocalista David Coverdale, atualmente do Whitesnake. A banda lançou o disco Burn, e realizou um de seus shows mais famosos, no festival California Jam, que também reuniu o Black Sabbath. Na apresentação, o guitarrista Richie Blackmore destruiu várias guitarras e colocou fogo em alguns amplificadores.


O Deep Purple encerrou suas atividades em 1976, após problemas de alguns integrantes com as drogas. O grupo se reuniu apenas em 84, com sua formação clássica, e lançou “Perfect Strangers”. Após alguns anos, devido aos problemas de relacionamento com o guitarrista Richie Blackmore, o vocalista Ian Gillan saiu da banda. Em 1993, um novo retorno fracassou, e desta vez o guitarrista abandonou o grupo.


Em 1995, o Deep Purple anunciou Steve Morse como novo guitarrista, e vem lançando discos regularmente desde então. Em 2002, o lendário tecladista Jon Lord abandonou o grupo, e começou a fazer apresentações solo esporádicas. O músico faleceu em julho passado, aos 71 anos, devido a uma embolia pulmonar.


Após 1976, os músicos do Deep Purple entraram em diversos projetos. O Whitesnake foi formado pelo vocalista David Coverdale, e contou com o tecladista Jon Lord e o baterista Ian Paice até o retorno do Purple em 1984. Já o guitarrista Richie Blackmore montou o Rainbow, que contou com Joe Lynn Turner nos vocais, que chegou a cantar no Deep Purple na década de 90. Já Ian Gillan teve rápida passagem pelo Black Sabbath, admitindo mais tarde ter entrado no grupo após uma noite de bebedeira.


A banda passou por diversas mudanças de formação, além de um hiato de oito anos (1976-84). As formações do período 1968-76 foram comumente chamadas de Mark I, II, III e IV. Sua segunda formação, a mais bem-sucedida comercialmente, contou com Ian Gillan (vocal), Ritchie Blackmore (guitarra), Jon Lord (teclado), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria).


Esta formação esteve em atividade de 1969 a 1973, e foi reunida de 1984 a 1989 e, brevemente, em 1993, antes que as rixas entre Blackmore e os outros membros da banda se tornassem intransponíveis. A formação atual inclui o guitarrista Steve Morse; com o afastamento de Lord, em 2002, conta apenas com Paice como membro original.


Discografia


Álbuns em estúdio:


Shades of Deep Purple (1968)

The Book of Taliesyn (1968)

Deep Purple (1969)

In Rock (1970)

Fireball (1971)

Machine Head (1972)

Who Do We Think We Are (1973)

Burn (1974)

Stormbringer (1974)

Come Taste the Band (1975)

Perfect Strangers (1984)

The House of Blue Light (1987)

Slaves and Masters (1990)

The Battle Rages On… (1993)

Purpendicular (1996)

Abandon (1998)

Bananas (2003)

Rapture of the Deep (2005)


Álbuns Ao Vivo:


Fase I


Inglewood – Live at the Forum, 1968 (2004)


Fase IIa


Kneel and Pray – Live in Montreux 69 (2004)

Concerto for Group and Orchestra (Ao vivo), Dezembro, 1969 (Remaster em 2003)

Scandinavian Nights, 1970 (lançado em 1988)

Gemini Suite Live, 1970 (lançado em 1998)

Live in Aachen 1970 (a ser lançado em 2006)

In Concert 70-72, 1970 e 1972, Dezembro, 1980;

Made in Japan (Ao vivo), Dezembro, 1972 (Remaster em 1999, lançado no Brasil)

Live in Japan (caixa com 3 CDs com os shows originais de Made in Japan), 1993

Live in Denmark 72 (2005)

Turn Around, Live Long Beach Arena, 1971

Mk II: Final Truckin´, Live Osaka, 1973


Fase III


Live in London (Ao vivo em 1974), Setembro, 1982.(Remaster em 2007)

California Jamming: Live at the California Jam, 1974 (lançado em 1996)

Perks & Tit – Live in San Diego 1974

Just Might Take Your Life (mesma coisa que Cal Jam)

Made in Europe, 1975

Mk III: The Final Concerts, 1975 = Archive Alive (lançado em 1996)

Live In Paris 1975 (2004)


Fase IV


Days May Come and Days May Go (2000), ensaios de Tommy Bolin no Deep Purple

1420 Beachwood Drive (2000), ensaios de Tommy Bolin no Deep Purple

Last Concert in Japan, Novembro, 1976

On the Wings of a Russian Foxbat = King Biscuit Flower Hour, 1975 (lançado em 1995)

Power House, 1977

This Time Around: Live in Tokyo, 1975 (lançado em 2001)


Fase IIb


Nobody´s Perfect (Ao vivo), Julho, 1988

In The Absence of Pink: Knebworth 85, 1985 (lançado em 1991)

Third Night, Ao Vivo na Suíça 1985


Fase IIc


Come Hell or High Water, 1993, (lançado em 1994)

Live In Europe 1993, 1993 (caixa com 4 CDs – lançada em março de 2006)


Fase VII


Live at the Olympia ´96, 1996 (lançado em 1997)

Total Abandon: Live in Australia, 1999

In Concert with the London Symphony Orchestra, 1999

Live At The Rotterdam Ahoy, Purple Harbour, 1996

The Soundboard Series (12CD Box)


Compilações:


24 Carat Purple, Julho, 1975

Singles A´s & B´s, 1978 (contém uma versão editada de “April”, do disco Deep Purple)

The Mark II Purple Singles, Abril, 1979

Deepest Purple, Julho, 1980

New Singles A´s & B´s, 1993 (contém “Hallellujah”, primeira música gravada com Gillan e Glover e que não consta de nenhum disco de estúdio, e a versão original de “Coronarias Redig”, canção que não consta de discos de estúdio e no remaster de Burn aparece remixada)

Knocking at your Back Door: The Best of Deep Purple in the 80s, 1992 (contém “Son of Aleric”, jam gravada na época de Perfect Strangers mas que não entrou no disco lançado no Brasil)

30: Very Best of Deep Purple, Outubro, 1998 (é a coletânea mais abrangente disponível para quem quer conhecer um panorama do que o Deep Purple já fez; “Highway Star” está na versão do remaster)

The Early Years, 2004 (contém várias versões alternativas e remixadas de músicas da Mk1)

Smoke On The Water, The Best Of, 1994.


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FLEETWOOD MAC

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Uma das bandas mais influentes

Em mais de 45 anos de carreira, o Fleetwood Mac já lançou 17 álbuns: mais de 100 milhões de cópias. LEIA MAIS



 


O Fleetwood Mac foi formado em 1967, quando o guitarrista Peter Green e o baixista John McVie deixaram o John Mayall & the Bluesbreakers para formar seu próprio grupo. A formação completou-se com o vocalista e guitarrista Jeremy Spencer e o baterista Mick Fleetwood. Baseado na Califórnia desde os anos 70, o grupo já teve diversas formações, a mais famosa delas depois da entrada de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham em 1974. Com a dupla, lançaram em 1976 o disco Rumours, o maior sucesso comercial do Fleetwood Mac.


Em mais de 45 anos de carreira, o Fleetwood Mac já lançou 17 álbuns, que totalizam mais de 100 milhões de cópias comercializadas. O clássico Rumours, de 1976, foi o mais vendido da banda, atingindo a marca de 40 milhões de discos. Neste ano, o Fleetwood Mac relançou o trabalho, para celebrar os 35 anos do álbum, e em abril, disponibilizou “Extended Play”, com algumas composições inéditas.


O Fleetwood Mac começou suas atividades em 1967, liderado por Peter Green, que algum tempo depois, deixou a banda por questões pessoais. Após algum tempo parado, o grupo voltou a ativa, com o disco Kiln House, que abriu as portas do mercado americano para a banda. Na turnê pelo Estados Unidos, o guitarrista Jeremy Spencer sumiu em Los Angeles, sendo encontrado uma semana depois em uma seita religiosa, o que também causou a saída do músico do Fleetwood Mac.


Após a saída de Peter Green e Jeremy Spencer, o Fleetwood Mac enfrentou mais um problema, quando o empresário Clifford Davis reuniu músicos que nunca haviam tocado no grupo e nomeou a formação como Fleetwood Mac. A banda abriu um processo contra o empresário, recuperando os direitos sobre o nome. Após a questão ser resolvida, a banda lançou “Heroes Are Hard To Find”, o último antes da entrada de Lindsey Buckingham e Stevie Nicks.


O Fleetwood Mac começou em 2013 sua atual turnê, mesmo sem ter um novo disco para divulgar. Nos primeiros 48 shows, que aconteceram entre os meses de abril e julho, a banda se apresentou para mais de 500 mil pessoas, com uma renda de 58 milhões de dólares. A vocalista Stevie Nicks declarou que o grupo entraria em estúdio em fevereiro, mas a banda oficialmente não confirma se tem planos de gravar um novo disco. O último lançamento do Fleetwood Mac é Say You Will, que chegou as lojas em 2003.


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HEART

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A lenda do Hard Rock

O Heart é uma banda americana de rock, criada pelas irmãs Ann e Nancy Wilson... LEIA MAIS




O Heart é uma banda americana de rock, criada pelas irmãs Ann e Nancy Wilson. O grupo foi formado em 1974, e o sucesso veio com o 2º disco, Little Queen, que vendeu mais de 1 milhão de cópias. O sucesso seguiu até o começo da década de 80, quando a banda começou a fazer músicas mais suaves, que não tiveram tanto sucesso.


Após entrar na década de 80 com sua fama já abalada, o Heart saiu da gravadora Epic e assinou com a Capitol. A mudança de ares parece ter sido positiva, já que o disco Heart, de 1985, emplacou quatro grandes hits e ficou em primeiro lugar nas paradas.


As irmãs Wilson, líderes da banda Heart, enfrentaram muitos problemas pessoais, como retrata a biografia Kicking And Dreaming, lançada este ano. No livro, Ann Wilson conta estar a 3 anos sóbria, enquanto Nancy conta com superou o trauma do fim de seu casamento com o renomado diretor de cinema Camerom Crowe.


O último disco do Heart é “Fanatic”, lançado este ano. Diferente de seu antecessor, o álbum aposta no som elétrico e pesado que projetou a banda na década de 70, além de explorar novos horizontes musicais, sendo considerado pela crítica um de seus melhores trabalhos em anos.


O início do Heart se deu com a vocalista Ann Wilson e o guitarrista Roger Fisher, que tocavam juntos na época de colégio. A vocalista se apaixonou pelo irmão de Roger, e se mudou para o Canadá. Depois, sua irmã Nancy a seguiu, e ambas formaram o Heart. A banda fez alguns shows em Vancouver, e logo após lançar sua primeira demo, conseguiu um contrato para seu disco de estréia.


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JIMI HENDRIX

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O mestre da guitarra

Jimi Hendrix não foi um músico excepcional no sentido exato da palavra. LEIA MAIS



 



Jimi Hendrix não foi um músico excepcional no sentido exato da palavra. Autodidata e canhoto, tocava de maneira completamente estranha uma guitarra Fender Stratocaster para destros, com as cordas invertidas. Revolucionou a maneira de tocar guitarra, desenvolvendo o uso da alavanca e principalmente dos pedais conhecidos como wha-wha. Mais do que isso colocou a figura do guitarrista como principal personagem nas bandas de rock. Seus solos e riffs foram uma das principais raízes para o nascimento do heavy metal.


Segundo relatos de familiares, Jimi Hendrix sempre gostou de música. Nunca leu nem escreveu partituras. Sua técnica era ouvir e aprender com mestres como Buddy Holly e Robert Johnson entre outras feras. Em 1958 forma a sua primeira banda, “The Velvetones”, com duração de poucos meses. No verão do próximo ano com a sua primeira guitarra elétrica comprada pelo pai começa a tocar com os “The Rocking Kings”. Nos anos 61 e 62 , período em que esteve alistado na aeronáutica até ser afastado devido a um ferimento num salto de pára-quedas, Hendrix forma a banda “The King Casuals” com o baixista Billy Cox.


Em 1965, em uma de tantas apresentações ao vivo como acompanhante de bandas diversas, Jimi chamou a atenção de Little Richard, grande astro e pioneiro do rock and roll dos anos 50. Apesar da excelente recepção por parte do público e da boa química surgida entre o vocalista e guitarrista, o ego imenso de Little Richard não permitiria que um guitarrista talentoso ofuscasse a sua presença no palco. Com a desculpa de que Hendrix havia perdido o ônibus da banda após um show em Nova York, Little Richard o demitiu, felizmente não antes que alguns dos shows houvessem sido devidamente registrados.


A única condição que Jimi Hendrix exigia para ir fazer shows na Europa, era conhecer pessoalmente Eric Clapton. Eric e Jimi foram apresentados por Chas Chandler, baixista dos Animals. Jimi tocou num show do Cream no Polytechnic no dia primeiro de outubro de 1966. Ele fez uma versão arrasadora de Killing Floor e deixou a banda impressionada pelo seu jeito de tocar guitarra. Era o começa de uma profunda amizade entre ambos. Jimi influenciou profundamente Eric, que começou a vestir-se e usar o cabelo como Jimi. Adotou um estilo de tocar mais relaxado. O Cream fez Sunshine of Your Love em homenagem a Hendrix.


Em 3 de Maio de 1969, Jimi Hendrix foi preso no Aeroporto Internacional de Toronto depois que uma quantidade de heroína foi descoberta em sua bagagem. Ele foi mais tarde posto em liberdade depois de pagar uma fiança de 10.000 dólares. Quando o caso foi a julgamento Hendrix foi absolvido, afirmando com sucesso que as drogas foram postas em sua bolsa por um fã sem o seu conhecimento. Em 29 de Junho Noel Redding formalmente anunciou à mídia que havia deixado o Jimi Hendrix Experience por causa , embora ele de fato já houvesse deixado de trabalhar com Hendrix durante a maioria das gravações de Eletric Ladyland.


O trabalho antes disciplinado de Hendrix estava se tornando cansativo devido á influência das drogas. Suas intermináveis sessões de gravação finalmente fizeram com que Chas Chandler, seu empresário, pedisse demissão em 1 de dezembro de 1968, vendendo sua parte no negócio a seu parceiro Michael Jeffery. O perfeccionismo de Hendrix no estúdio era uma marca. Comenta-se que ele fez o guitarrista Dave Mason tocar 20 vezes o acompanhamento de guitarra de “All Along The Watchtower” e ainda assim ele sempre estava inseguro quanto a sua voz, e muitas vezes gravava seus vocais escondido no estúdio.


Em 18 de setembro de 1970 Jimi Hendrix entrou em coma em um quarto de hotel de Londres, sozinho, sendo encontrado desacordado por uma equipe de paramédicos. A caminho do hospital foi constatada a sua morte em virtude de sufocamento por seu próprio vômito. Existem muitas controvérsias sobre a real causa da morte, mas provavelmente Hendrix sofreu uma overdose de pílulas tranquilizantes. No dia da morte de Jimi, Eric Clapton havia comprado uma strato para canhotos e ia dá-la a Hendrix, à noite. Levou-a ao Lyceum, mas Hendrix que estava tocando com a banda de Eric Burdon, desapareceu antes que Clapton pudesse alcançá-lo. Jimi morreu horas depois. Clapton ficou arrasado, e ficou vagando pela sua propriedade.


 


Discografia:

The Jimi Hendrix Experience

Are You Experienced (1967) 

Axis: Bold as Love (1967) 

Electric Ladyland (1968)


Jimi Hendrix/Band of Gypsys

Band of Gypsys (1970)

Álbuns póstumos:

The Cry of Love (1971) 

Rainbow Bridge (1971) 

War Heroes (1972) 

Loose Ends (1974) 

Valleys of Neptune (2010) 


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KISS

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Heavy Metal, Atitude e Maquiagem

Conhecida mundialmente por suas maquiagens, e por seus concertos muito elaborados... LEIA MAIS



Kiss é uma banda de hard rock dos Estados Unidos, formada em Nova York em 1973. Conhecida mundialmente por suas maquiagens, e por seus concertos muito elaborados e até exagerados que incluem guitarras esfumaçantes, cuspir fogo e sangue, pirotecnias e muito mais.

Pelo seu estilo agressivo e performático, e detentores de um rock sem igual, o Kiss marcou diversos hits na cabeça das pessoas.


Depois do fim do grupo Wicked Lester, Paul Stanley e Gene Simmons decidiram criar uma nova banda para ser um super grupo e para isso colocaram anúncios e em jornais e revistas para achar novos músicos. A um destes anúncios respondeu o baterista Peter Criss para fazer o teste. Como o rapaz estava bem vestido, eles lhe perguntaram se ele iria a um show vestido de mulher, com uma resposta afirmativa ele entra na banda.

Eles precisavam de mais um integrante para a banda. No dia do teste apareceu um rapaz que chegou cortando fila, e vestido de forma estranha, com um tênis de cada cor,e calça rasgada. Gene até achou que era um mendigo se não fosse ele estar segurando uma guitarra. E o alertaram que ele não podia cortar fila, mas quando chegou a sua vez, ele impressionou a todos e assegurou um lugar na banda. Seu nome era Ace Frehley.


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METALLICA

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Musicalidade Agressiva

A qual os colocou no lugar de uma das bandas fundadoras do Big Four of Thrash, conjuntamente com Slayer, Megadeth e Anthrax... LEIA MAIS
Metallica é uma banda norte-americana de heavy metal originaria de Los Angeles, mas com base em San Francisco. Os seus lançamentos incluem tempos rápidos, instrumentais, e musicalidade agressiva, a qual os colocou no lugar de uma das bandas fundadoras do Big Four of Thrash, conjuntamente com Slayer, Megadeth e Anthrax. O Metallica foi formado em 1981, após o vocalista e guitarrista James Hetfield responder a um anúncio que Lars Ulrich colocou no jornal local. A sua formação atual apresenta os fundadores Ulrich (bateria) e Hetfield (vocal e guitarra base), o guitarrista Kirk Hammett (que se juntou à banda em 1983), e o baixista Robert Trujillo (membro desde 2003). Antes de chegarem à sua formação atual a banda teve vários integrantes, entre eles são: guitarrista Dave Mustaine (que mais tarde fundou o Megadeth), e baixistas Ron McGovney, Cliff Burton e Jason Newsted (que mais tarde fundou a banda Newsted). A banda também teve uma longa colaboração com o produtor Bob Rock, que produziu todos os seus álbuns de 1991 a 2003 e serviu como um baixista temporário entre a saída de Newsted e a contratação de Trujillo.


Com os lançamentos de seus três primeiros álbuns, o Metallica ganhou uma crescente base de fãs na comunidade de música underground, e alguns críticos dizem que Master of Puppets de 1986 é um dos álbuns de thrash metal mais influentes e “pesados”. A banda alcançou um substancial sucesso comercial com o seu álbum auto-intitulado (também conhecido como The Black Album) de 1991, que estreou em primeiro lugar na Billboard 200. Com este lançamento a banda expandiu sua direção musical, resultando em um álbum que apelou para uma audiência mais mainstream. Com o lançamento de Load em 1996, o Metallica distanciou-se de seus lançamentos anteriores, sendo descrito como “uma abordagem quase rock alternativo”, e a banda enfrentou acusações de “tornar-se comercial”.


Em 2000 o Metallica esteve entre os vários artistas que apresentaram uma ação judicial contra o Napster por compartilhar materiais protegidos por direitos de autor livremente sem o consentimento dos membros da banda. A resolução foi tomada, e Napster se tornou um serviço de uso pago. Apesar de atingir o primeiro lugar na Billboard 200, o lançamento de St. Anger em 2003 desapontou muitos fãs com a exclusão de solos de guitarra, bem como a sonoridade crua. Um filme intitulado Some Kind of Monster foi lançado em 2004, documentando o processo de gravação de St. Anger.


Até o momento, o Metallica já lançou nove álbuns de estúdio, quatro álbuns ao vivo, sete extended plays, uma coletânea de covers, um álbum de trilha sonora, um álbum colaborativo, vinte e cinco videoclipes, dois filmes, dez álbuns de videos e finalizou o trabalho em seu nono álbum de estúdio, Death Magnetic. Tornou-se uma das mais influentes bandas de rock, e a mais bem sucedida comercialmente banda de heavy metal de todos os tempos, tendo vendido cerca de 110 milhões de discos no mundo inteiro. A banda já ganhou nove Grammy Awards, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame em 2009 e teve cinco álbuns consecutivos em primeiro lugar na Billboard 200. O The Black Album, de 1991, já vendeu quase 30 milhões de cópias mundialmente.


Em 2012, a banda fundou sua própria gravadora denominada Blackened Recordings, e adquiriu todos os direitos sob os seus álbuns de estúdio. Seu mais recente lançamento foi a nova música “Lords of Summer” que estreou em Bogotá, na Colômbia, no dia 17 de Março de 2014.


DISCOGRAFIA


•1983 – Kill ‘Em All


•1984 – Ride The Lightning


•1986 – Master Of Puppets


•1988 – … And Justice For All


•1991 – Metallica


•1996 – Load


•1997 – ReLoad


•2003 – St. Anger


•2008 – Death Magnetic

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NIRVANA

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Fenômeno Grunge

No começo, a banda sofreu com diversas trocas de bateristas, fato resolvido com a entrada de Dave Grohl... LEIA MAIS
O Nirvana foi uma banda americana formada pelo vocalista e guitarrista Kurt Cobain e pelo baixista Krist Novoselic em 1987, na cidade de Aberdeen, em Seatle. No começo, a banda sofreu com diversas trocas de bateristas, fato resolvido com a entrada de Dave Grohl em 1990, que ficou até o fim da banda, em 1994.


O Nirvana encerrou suas atividades no dia 8 de abril de 1994, quando o líder da banda, Kurt Cobain, foi encontrado morto em sua casa. A versão oficial para a tragédia é que Kurt cometeu suicídio, com um tiro na cabeça. Menos de 1 ano depois, o baterista Dave Grohl, agora como vocalista e guitarrista, lançou o primeiro disco de sua nova banda, o Foo Fighters.


A carreira do Nirvana, desde o lançamento de seu primeiro disco, durou menos de 5 anos. Neste período, foram lançados 3 discos de estúdio, que venderam mais de 50 milhões de cópias. Em Outubro de 1994, 6 meses após a morte de Kurt Cobain, chegou as lojas MTV Unplugged In New York, que registra a banda tocando seus clássicos junto a diversas covers de artistas como David Bowie e Meat Puppets.


No fim dos anos 80 o Nirvana se estabeleceu como parte da cena grunge de Seattle, lançando em 1989 seu primeiro álbum, Bleach. Após a entrada do baterista Dave Grohl, a banda lança seu segundo trabalho, Nevermind, que vendeu quase 9 milhões de cópias em todo o mundo.


O Nirvana veio ao Brasil apenas uma vez, como integrante do festival Hollywood Rock, em janeiro de 1993. Após um conturbado show em São Paulo, na apresentação realizada no Rio De Janeiro, Kurt Cobain apareceu vestido de mulher e fazendo gestos obscenos, o que fez a transmissão ao vivo pela televisão ser interrompida durante o show.


Discografia


Álbuns de estúdio:


1989 – Bleach

1991 – Nevermind 

1993 – In Utero


Álbuns Ao Vivo


1994 – MTV Unplugged in New York 

1996 – From the Muddy Banks of the Wishkah 

2009 – Live at Reading


Coletâneas


1992 – Incesticide 

1996 – Singles 

2002 – Nirvana 

2004 – With the Lights Out 

2005 – Sliver: The Best of the Box 

2010 – Icon


EPs


1989 – Blew 

1992 – Hormoaning

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PINK FLOYD

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Os Pais do Experimentalismo

O embrião do que viria a ser o Pink Floyd foi o Sigma 6, formado por Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason... LEIA MAIS


O embrião do que viria a ser o Pink Floyd, uma das mais influentes bandas da história, foi o Sigma 6, formado por Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason, alunos da Faculdade de Arquitetura de Cambridge. A grande virada ocorreu quando Syd Barret se juntou ao grupo. O músico teve a idéia do nome Pink Floyd para homenagear 2 artistas que ele admirava: Pink Anderson e Floyd Council.


O Pink Floyd foi uma banda de rock inglesa, que atingiu sucesso mundial com sua música psicodélica e progressiva. Seu trabalho foi marcado pelo uso de letras filosóficas, experimentações musicais e shows elaborados. O Pink Floyd é um dos grupos de rock mais influentes e comercialmente bem-sucedidos da história, pois vendeu mais de 200 milhões de álbuns. A banda foi induzida ao Hall da Fama do Rock and Roll em 1996.


O guitarrista e vocalista David Gilmour  se juntou ao Pink Floyd em 1968, meses antes da saída de Syd Barrett, devido ao seu estado de deterioração mental, agravado pelo uso de drogas. Após perder seu principal letrista, Roger Waters tornou-se o compositor e líder conceitual do grupo, com Gilmour assumindo a guitarra solo e parte dos vocais. Com essa formação o Pink Floyd atingiu sucesso internacional, com álbuns como “The Dark Side of the Moon” e “The Wall”.


Na década de 90, o Pink Floyd, sem Roger Waters, lançou o disco Division Bell, que atingiu o primeiro lugar nas paradas Britânica e Americana, e rendeu à banda um Grammy de melhor Rock Instrumental. Durante esta turnê, o grupo registrou o material que seria lançado em Pulse, um disco duplo que trazia o Pink Floyd tocando na íntegra o álbum Dark Side Of The Moon pela primeira vez em 2 décadas.


O Pink Floyd lançou em 1979 o álbum conceitual The Wall, concebido por Roger Waters, que lida com temas como solidão e falha de comunicação, que foram expressos pela metáfora de um muro construído entre uma banda e sua audiência. Um filme de mesmo nome foi lançado em 1982, e trazia como protagonista o cantor Bob Geldof, que regravou a maioria dos vocais, e ainda apresenta animações feitas pelo artista Gerald Scarfe. O filme arrecadou mais de quatorze milhões de dólares nas bilheterias norte-americanas.


 O sucesso do disco de estréia do Pink Floyd é atribuido principalmente à mente genial de Syd Barret, responsável pelos arranjos de estrutura indefinida, cheio de nuances e completamente imprevisíveis. A linha que limitava a genialidade e a loucura de Syd Barrett porém se tornava mais tênue a cada momento. Problemas mentais provenientes de uma infância conturbada se agravaram em virtude do uso excessivo de alucinógenos e Syd Barrett começou a apresentar um comportamento algumas vezes esquizofrênico e algumas vezes alienado. A situação se agravou até o ponto em que Syd Barret não conseguia mais tocar ou compor e se limitava no palco a tocar um único acorde e olhar para um ponto perdido no espaço. Foi convidado para preencher o espaço na banda o vocalista e guitarrista David Gilmour, antigo companheiro de escola de Roger Waters e Syd Barret.


Syd Barrett era muito mais do que apenas músico. Movido por inspiração e LSD Syd era compositor, poeta, pintor e artista performático. Planejados e comandados por ele os shows do Pink Floyd eram muito mais do que apenas espetáculos sonoros. Usando truques simples de luz e projeção de slides o Pink Floyd tentava reproduzir em palco os efeitos de viagens de ácido e segundo muitos conseguia. Os shows iniciais dirigidos a um público underground composto de poetas e ativistas políticos rapidamente chamou a atenção da indústria musical. O Pink Floyd ajudava a inaugurar o rock experimental e cunhava o termo psicodelismo para definir o seu estilo de música.


O Pink Floyd logo no início é contratado por uma pequena gravadora, a Thompson Records, e grava um single com as músicas “Lucy Leaves” e “I´m a King Bee”, que teve uma excelente aceitação. Os apreciadores do Floyd não eram mais apenas fãs de sua música e passavam aos poucos a ser como que seguidores de uma doutrina, seguindo a banda aonde quer que ela fosse. A EMI, que havia a poucos meses classificado o trabalho da banda de “experimental demais”, rapidamente os contratou.


Em 1973 a banda grava Dark Side Of The Moon, um dos álbuns mais bem sucedidos da história, que viria a permanecer mais de 20 anos entre os mais vendidos. Com este disco o Pink Floyd prova definitivamente que não dependia apenas do gênio de Syd Barrett e supera em todos os aspectos a obra prima que foi o primeiro disco. A EMI chegou a construir fábricas para fabricar exclusivamente este disco, que marca uma fase de trabalho conjunto e harmonia entre os membros da banda.


Em 2005, para delírio de milhares de fãs ao redor do mundo, o Pink Floyd volta a tocar ao vivo e com sua formação original, exceto Syd Barret. O show se deu, juntamente com os de muitos outros artistas, em Londres na Inglaterra, em prol da absolvição da dívida externa dos países pobres da Africa, no festival chamado “Live Aid 8”, organizado pelo amigo particular de Roger e David, Bob Geldof. A banda tocou clássicos como “Wish You Where Here”, “Money”, “Confortably Numb” e outras. David Gilmor e Roger Waters mal trocarem olhares durante as músicas.


2007 foi o aniversário de 40 anos em que o Pink Floyd assinou com a EMI, e o aniversário de 40 anos do lançamento dos 3 primeiros singles “Arnold Layne”, “See Emily Play” e “Apples and Oranges” e do seu primeiro álbum The Piper at the Gates of Dawn. Isso foi marcado pelo lançamento de uma edição limitada contendo mixagens estéreo e mono do álbum, além de faixas dos singles e gravações raras.


Em 10 de Maio de 2007, Roger Waters tocou em um concerto em homenagem ao Syd Barrett no Centro Barbican em Londres. Isso foi seguido de uma apresentação surpresa pelo Pink Floyd pós-Waters, com David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason de “Arnold Layne” para um estrondoso aplauso e uma ovação em pé. Mas esperanças de um próximo show de reunião com a formação clássica foi descartada quando Waters não tocou com o grupo. Roger Waters subiu ao palco aos gritos de “Pink Floyd!” ao qual ele respondeu “Mais tarde”. Gilmour, Mason e Wright subiram ao palco aos gritos de “Roger Waters!” ao qual Gilmour respondeu educadamente, “Yeah, ele esteve aqui também, agora o resto de nós.”


Mais recentemente, Waters se tornou mais e mais aberto para uma reunião com o Pink Floyd. Em uma entrevista em 2007 ele disse “Eu não teria nenhuma problema se o resto deles quisesse se juntar de novo. E isso nem precisaria acontecer para salvar o mundo. Isso poderia acontecer somente por ser divertido. E as pessoas o adorariam.”


Em 24 de Setembro de 2007, Gilmour afirmou sobre uma reunião futura do Pink Floyd, de qualquer jeito, sendo ela com Roger Waters ou não; “Eu não sei porque eu gostaria de voltar atrás para aquela coisa antiga. É bastante retrogressivo. Eu quero olhar para frente, e olhando para trás não é minha alegria.”


Em 10 de Dezembro (Reino Unido) e 11 de Dezembro (Estados Unidos), o Pink Floyd lançou um novo box, Oh, By the Way contendo todos os 14 álbuns de estúdio com suas respectivas atuais remasterizações, encarte original de vinil, mais encarte por Storm Thorgenson.


No dia 21 de Maio de 2008, O Pink Floyd recebeu o prêmio Polar na cidade de Estocolmo,Suécia. O júri declarou que sua decisão foi baseada na importância do Pink Floyd para a evolução da música popular, por uni-la à arte, em sua proposta experimental, e por seu sucesso “capturar e formar reflexões e atitudes para toda uma geração”. O júri declarou ainda que a banda “inspirou e marcou o caminho para o desenvolvimento do rock progressivo”.


Em julho de 2014, foi anunciado que os membros do Pink Floyd vão editar em outubro de 2014 um novo álbum “Endless River”, o primeiro dos últimos 20 anos. O novo trabalho tem como base material inédito registado em 1994, durante as sessões de gravação de “Division Bell”.


No dia 7 de Novembro de 2014, o Pink Floyd lança seu mais novo e último álbum intitulado “The Endless River”, encerrando suas atividades oficialmente logo após o lançamento do mesmo.


Em agosto de 2015, David Gilmour confirma a revista que o grupo Pink Floyd acabou. No final do ano passado (2015), David Gilmour fez 3 shows no Brasil, Em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo.


 


Discografia:


The Piper at the Gates of Dawn (1967)

A Saucerful of Secrets (1968)

More (1969)

Ummagumma (1969)

Atom Heart Mother (1970)

Meddle (1971)

Relics (1971)

Obscured by Clouds (1972)

Dark Side of the Moon (1973)

Wish You Were Here (1975)

Animals (1977)

The Wall (1979)

The Final Cut (1983)

A Momentary Lapse of Reason (1987)

The Division Bell (1994)


The Endless River (2014)

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RAMONES

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A Invenção do Punk Rock

Dispostos a mudar a cena estagnada da época, eles introduziram a idéia do 'faça você mesmo'... LEIA MAIS
O ano era 1974, período em que as rádios americanas obrigavam todos seus ouvintes a escutarem dezenas de acordes de guitarra e toda uma super produção onde valia mais o virtuosismo dos músicos do que o da sua mola propulsora, a adrenalina. Enquanto isso, em Forest Hills, subúrbio de Nova York, três rapazes juntam-se para seguir o caminho oposto de tudo aquilo, compram uns instrumentos baratos e com uma primeira formação, Johnny, Joey e DeeDee começam a ensaiar temas curtos e rápidos. Com o tempo Tommy entra no grupo assumindo a bateria e a line up da banda foi reconstruída, com Joey indo para os vocais, Johnny permanecendo na guitarra e DeeDee no baixo, assim surgia o fenômeno The Ramones a lenda do punk.


Fãs de Beatles os Ramones resolveram adotar para o nome de sua banda, um pseudonimo usado por Paul McCartney, na época em que os Beatles iam para a Alemanha. Para se hospedar em hotéis em uma tentativa de despistar a imprensa e os fãs Paul adotava o nome de Phill Ramone. Com o nome THE RAMONES, escolhido o grupo consegue uma apresentação no lendário clube onde originalmente só tocava country e blue-grass, CBGB, em Nova York, apresentando seu repertorio de 25 musicas, onde todas tinham menos de 3 minutos. Eles começaram sua caminhada para mudar o eixo do mundo.

Dispostos a mudar a cena estagnada causada pelo rock progressivo da época, eles introduziram a idéia do “faça você mesmo” para o grande público. No fim de 1975, os Ramones conseguiram o seu primeiro contrato com uma grande gravadora. E em 1978 eles fizeram a viagem ao Reino Unido, onde influenciaram bandas como os Sex Pistols e o The Clash. Desde então não pararam de fazer turnês, passando inclusive pelo Brasil.


O menino Jeff Hyman ou Joey Ramone como foi mais conhecido mais tarde, nasceu em 19 de maio de 1951. Sua primeira banda não deu muito certo. Depois de passar por hospitais psiquiátricos, o magro e cabeludo Joey estava decidido a formar uma banda de garagem que misturasse o ritmo básico do rock and roll com as melodias simples dos grupos pop dos anos 60.

Assim nasceu o Ramones. As formações do grupo foram várias, mas Joey estava sempre lá. Atencioso, tímido e de aparência frágil, ganhava sempre a simpatia dos fãs, tornando-se “a cara” dos Ramones.


Assim como o nome, os Ramones, também decidiram adotar o mesmo visual, com jaquetas de couro e calças jeans rasgadas. Assim, estavam definindo o que se tornaria o uniforme punk até os dias de hoje. E foi assim que unificados, desunificaram tudo que todos conheciam sobre musica. Há quem diga que os Ramones foram os salvadores do Rock.


Os Ramones já tiveram grande envolvimento com o mundo do cinema, além de dois filme feitos com suas historias ou roteiros próprios, a maior alavanca para o sucesso tardio dos Ramones foi a inclusão da faixa Pet Sematary do disco Brain Drain na trilha sonora do filme de mesmo nome de Stephen King. Grande fã dos Ramones o próprio King foi responsável pela indicação da banda. No brasil o filme recebeu o título de Cemitério Maldito. Na continuação do filme, Pet Sematary II, a música tema é Poison Heart, do disco Mondo Bizarro.


Discografia


Álbuns de estúdio:


Ramones (maio de 1976)

Leave Home (janeiro de 1977)

Rocket to Russia (novembro de 1977)

Road to Ruin (setembro de 1978)

End of the Century (janeiro de 1980)

Pleasant Dreams (julho de 1981)

Subterranean Jungle (fevereiro de 1983)

Too Tough to Die (outubro de 1984)

Animal Boy (maio de 1986)

Halfway to Sanity (setembro de 1987)

Brain Drain (maio de 1989)

Mondo Bizarro (setembro de 1992)

Acid Eaters (dezembro de 1993)

Adios Amigos (julho de 1995)

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RUSH

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Os Reis do Progressivo

O trio tocava covers de bandas como Led Zeppelin e Cream nos arredores de Toronto, Canadá... LEIA MAIS
A banda canadense Rush surgiu em 1969. Formada pelo baixista e vocalista Geddy Lee, pelo guitarritas Alex Lifeson e pelo baterista John Rutsey, o trio tocava covers de bandas como Led Zeppelin e Cream nos arredores de Toronto, Canadá. Por não ter conseguido apoio das gravadoras, o Rush lançou seu primeiro disco de forma independente, em 1974.


Após lançar seu primeiro disco, o Rush sofreu sua primeira mudança de formação. Em 1974, o baterista John Rutsey saiu por problemas de saúde, e deu lugar a Neil Peart. Após 38 anos, o trio permanece inalterado, tendo lançado 19 discos de estúdios desde então, e vendeu mais de 40 milhões de cópias em todo mundo.


O Rush, após assinar com a gravadora Mercury, lançou o disco Fly By Night, e entrou em turnê com grandes bandas como Kiss e Uriah Heep. O sucesso prosseguiu até o final da década, com discos conceituais e inúmeras turnês. Porém a banda resolveu dar um passo a frente no disco Permanent Waves, de 1980, fazendo músicas mais curtas para se adaptar ao mercado. A proposta deu certo e o Rush angariou muitos fãs novos.


Duas tragédias na vida de do baterista Neil Peart fizeram o Rush ficar inativo por algum tempo. A esposa e a filha do músico morreram em menos de 1 ano, e o grupo ficou parado até 2002, quando voltaram com o disco Vapor Trails. Nesta turnê, o grupo veio ao Brasil pela primeira vez, e o show realizado no Maracanã foi lançado no DVD “Rush In Rio”.


O mais recente trabalho do Rush é o disco Clockwork Angels, lançado em 2012. O álbum, aclamado por público e crítica, foi lançado no mesmo ano que que a banda entrou para o seleto grupo do Rock And Roll Hall Of Fame. O Rush ficou em 1º lugar na votação aberta ao público, ficando na frente de grupos como o Deep Purple.


Em 19 de Novembro de 2013 no dia do lançamento do DVD Clockwork Angels Tour o guitarrista Alex Lifeson anunciou que a banda faria uma pausa de 1 ano para “descansar” após essas duas longas turnês seguidas.


Discografia


Álbuns de estúdio



  • Rush (1974)

  • Fly by Night (1975)

  • Caress of Steel (1975)

  • 2112 (1976)

  • A Farewell to Kings (1977)

  • Hemispheres (1978)

  • Permanent Waves (1980)

  • Moving Pictures (1981)

  • Signals (1982)

  • Grace Under Pressure (1984)

  • Power Windows (1985)

  • Hold Your Fire (1987)

  • Presto (1989)

  • Roll the Bones (1991)

  • Counterparts (1993)

  • Test for Echo (1996)

  • Vapor Trails (2002)

  • Feedback (2004)

  • Snakes & Arrows (2007)

  • Clockwork Angels (2012)


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THE CLASH

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Punk do Reino Unido Chamando

A banda fez grande sucesso desde seu primeiro álbum, chamado The Clash, em 1977... LEIA MAIS
O grupo inglês de Punk Rock The Clash foi fundado em 1976, na capital Londres. Após uma rápida passagem de Terry Chimes, a banda estabilizou sua formação com o baterista Topper Headon. Junto a ele, estava o vocalista e guitarrista Joe Strummer, o baixista e também vocalista Paul Simonon e o guitarrista Mick Jones. A banda fez grande sucesso desde seu primeiro álbum, chamado The Clash, que saiu em 1977. Mas o trabalho que consolidou o nome da banda foi o duplo London Calling, de 79, que abriu as portas dos Estados Unidos para o The Clash. A banda aumentou a gama de influências musicais com álbum Sandinista, que teve boa recepção em solo americano. O último disco com a formação clássica foi Combat Rock, que chegou as lojas em 1982.


O The Clash foi formado em Londres, em meados da década de 70, na primeira leva do punk britânico. Em 1976, a banda fez sua estréia ao vivo, tocando ao lado do Sex Pistols, e pouco tempo depois, assinou um contrato com a gravadora CBS, que colocou no mercado o álbumd e estréia da banda, chamado The Clash. O álbum seguinte, Give Em Enough Rope, foi o primeiro a apresentar o novo baterista Topper Headon em todas as faixas. Ele foi lançado em 78 e chegou a 2ª colocação nas paradas britânicas, mas fracassou em emplacar no mercado americano. Pouco tempo depois, finalmente a CBS lançou o disco de estréia do The Clash nos Estados Unidos, e a banda embarcou para sua primeira turnê fora da Europa em 1979.


Em 1979, o disco mais importante do The Clash era lançado. O duplo London Calling chegou as lojas com o preço de um álbum simples, por imposição da própria banda. A grande influência do trabalho foi comprovada em votação feita pela revista Rolling Stone, que elegeu o disco com um dos 10 melhores álbuns de todos os tempos. A banda, que já havia flertado com ritmos como rockabilly e reggae em London Calling, foi ainda mais fundo no registro seguinte, Sandinista. O resultado, apesar de bom, não foi tão bem recebido pelos fãs, principalmente na Europa. Em continente americano, a resposta foi bem melhor, e a banda teve vendas consideráveis por lá. O álbum também chamou a atenção pela quantidade de músicas: Sandinista contém 36 composições inéditas.


 


O The Clash lançou em maio de 1982 seu quinto álbum, Combat Rock. O trabalho foi idealizado para ser duplo, mas postariormente a banda voltou atrás na decisão, lançando-o em formato simples. Com 12 músicas, Combat Rock veio com dois dos maiores sucessos da história da banda: “Should I Stay Or Should I Go” e a dançante “Rock The Casbah”. Logo que a turnê do disco começou, os problemas começaram a aparecer. O primeiro deles foi a saída do baterista Topper Headon, que estava enfrentando problemas com as drogas. Para seu lugar, foi recrutado o ex-integrante Terry Chimes, que posteriormente chegou a tocar no Black Sabbath. A dupla Mick Jones e Joe Strummer começou a se desentender, o que resultou na saída de Jones um ano mais tarde. Sem ele, o The Clash lançou mais um disco antes de encerrar as atividades, Cut The Crap, em 1985.


O último registro do The Clash, Cut The Crap, mostrou uma banda dilacerada, sem o guitarrista Mick Jones, demitido, e o baterista Topper Headon, afastado por problemas pessoais. Para o lugar de Jones, a banda contratou os guitarristas Nick Sheppard and Greg White, e boa parte das baterias do disco foram programadas eletronicamente. Após uma vacilante turnê de divulgação, o The Clash oficializou seu fim em meados de 1986. Considerado um álbum solo de Strummer, Cut The Crap teve fraca resposta de público e crítica, e foi completamente ignorado em diversas compilações da banda lançadas postariormente. A única música de Cut The Crap a ser incluída na recente coletânea The Essential Clash foi o single This Is England.


Discografia


Álbuns de estúdio


•1977: The Clash


•1978: Give ‘Em Enough Rope


•1979: London Calling


•1980: Sandinista!


•1982: Combat Rock


•1985: Cut the Crap


Compilações


•1980: Black Market Clash


•1988: The Story of the Clash, Volume 1


•1991: The Singles


•1994: Super Black Market Clash


•2003: The Essential Clash


•2004: London Calling: 25th Anniversary Legacy Edition


•2007: The Singles


Box Sets


•1991: Clash on Broadway


•2006: Singles Box


Ao vivo


•1999: From Here to Eternity: Live


•2008: The Clash: Live At Shea Stadium


EPs


•1977: Capital Radio


•1979: The Cost of Living

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THE CURE

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O Poder Alternativos dos Anos 80

A história do The Cure começa como a de tantas outras bandas de rock ao redor do planeta... LEIA MAIS


A história do The Cure começa como a de tantas outras bandas de rock ao redor do planeta. Um grupo de amigos entediados, numa pacata cidade, com uma ideia na cabeça: liberar o tédio e a frustração adolescentes através de música melancólica com guitarras. Um enredo bastante comum. Mas o aspecto prosaico dessa história acaba por aí. Tudo que veio depois foi grandioso, turbulento e causou um impacto profundo (e tristonho) na música contemporânea.


Da suburbana Crawley (em Sussex, Inglaterra) para o mundo: os (originalmente) três rapazes imaginários estabeleceram uma carreira duradoura e influente, que mesclou – talvez como nenhuma outra – essa capacidade improvável de alternar entre músicas longas, densas e soturnas com hits radiofônicos de primeira grandeza. Afinal, a mesma banda que criou “The Same Deep Water As You” também compôs “Friday I’m In Love”. Do fundo do poço ao topo das paradas. Quantas bandas conseguiram equilibrar esses extremos nas suas carreiras?


A biografia escrita por Jeff Apter, ex-editor da Rolling Stone Austrália, vasculha os principais acontecimentos da trajetória desses sobreviventes do pós-punk. Disco por disco, polêmica por polêmica, um relato abrangente e detalhado, que revela curiosidades das gravações, das turnês e também das vidas pessoais dos integrantes. Da inconsistência do primeiro álbum (Robert Smith apitou pouco nesse debut, e decidiu tomar as rédeas depois de se frustrar com o resultado) à trilogia maldita (formada pelos discos Seventeen Seconds, Faith e Pornography), passando pelo sucesso mundial em meados dos anos oitenta, pela bem-sucedida parceria com o diretor Tim Pope (que rendeu clipes que passaram à exaustão na MTV) e por todos os aspectos positivos e negativos que vêm de brinde com a superexposição.


Com Robert Smith conduzindo os rumos da banda de maneira firme, o Cure conquistou uma legião de fãs, vendeu milhões de discos e cravou seu nome na história do rock’n’roll. Pais do gótico? Tem um fundo de verdade, mas é um reducionismo desnecessário, afinal eles foram muito além disso. “The Lovecats”, “Close To Me” ou “Let’s Go To Bed” não me deixam mentir. E essa história não chegou ao fim: Smith e cia seguem cantando e encantando. Nunca é o bastante para o Cure.