#ROCKLAB91 -EDIÇÃO02-
Seguindo na descoberta dos novos artistas que estão ao nosso redor, o ROCKLAB91, trás nesta semana o artista MADAYATI .

Curitibano, de 27 anos, ele é um cara tranquilo e cheio de planos e sonhos.
Trocamos uma ideia e ele falou sobre a vida, os anseios, a sua historia, seus encontros e deixou ainda mais claro nesse bate papo, que é um cara super do bem que espalha o amor com sua musica.
Com vocês, MADAYATI!!!
Comecei na música, escutando a coleção de CDs do meu pai, dos mais variados estilos. Aquele contato enriqueceu meu gosto, e ali aprendi a gostar de música boa. Meu irmão também trouxe muitas referências, sempre foi um ótimo pesquisador musical. Ele sempre escutava música alta no seu quarto, e aquele som me gerava um enorme interesse em saber mais. Já no ensino médio, eu e alguns amigos, montamos uma banda e tivemos a oportunidade de tocar em grandes casas de show em Curitiba-PR, eu não sabia tocar nada, e resolvi comprar um bongo para me arriscar. Dali em diante, meu amor pela música, só cresceu. Após esse período de ensaios e shows, alguns integrantes seguiram outros caminhos e eu me vi perdido, pois não enxergava mais aquilo como um hobby, e considerava um grande encontro. A possibilidade de me comunicar com muitas pessoas e quebrar a barreira da minha timidez.

Nas temporadas, viajava com a família para o litoral, em Caioba-PR. Em uma dessas temporadas, fiz novas amizades e eles tocavam violão e cantavam. Um deles tocava sempre em luais e cantava super bem, eu amava estar ali por perto. Tocava meu bongo, sem muita técnica, mas com muita vontade. E cantava sem perceber. Ele foi a primeira pessoa, a reconhecer a minha voz, e comentou que eu cantava bem, que devia observar isso. Depois de um tempo, um amigo do meu irmão era DJ, e eu queria experimentar aquela autonomia, que não encontrei na banda. Comprei as pickups e me aventurei, tocando na casa de amigos, balada e eventos. Foi ótimo enquanto durou, aprendi a sentir a resposta do público, a cada música que tocava. Mas no final, me deparei com a dura realidade dos caches e a falta de respeito por parte das pessoas que frequentavam esses ambientes, derrubando bebidas no equipamento, entre outras coisas.

Aprendi a tocar violão, com os amigos da banda e aprendi a cantar, nos ensaios, sendo uma opção para backvocal. Comecei a compor aos 17 anos, a maioria das canções eram bem confusas, mas sentia a necessidade de me expressar. Dentre elas, tinha uma música que tinha uma letra que gosto até hoje. Gravei essa e mais uma música, na casa de um amigo, e lancei.
Percebi que muitas pessoas gostaram daqueles sons, mas não tinha pretensão alguma com aquilo. Era uma brincadeira. Fiquei dois anos sem tocar, minha motivação tinha acabado e estava a procura de novas possibilidades, fui atrás de cursos, trabalhos, e de encontrar o que eu gostava de fazer. Procurei bastante e acabei reconhecendo a música novamente, que ela já me acompanhava e era o que eu sabia fazer.

No final de 2011, passei a me informar mais, via muitos documentários, lia alguns livros e entrei em contato com a espiritualidade. Em 2013, depois de uma leitura, vieram alguns insights e uma nova canção surgiu. Com aquela canção encontrei um sentido, um próposito. E senti que tinha alguma coisa para compartilhar. Em 2014, já tenho algumas composições, e uma amiga me ajuda a realizar um novo material. Me encontro com um amigo que era produtor, e ele aposta nesse trabalho. Trazendo todo seu repertório, talento naquele novo álbum. Começo a divulgar as canções, e quando vejo, as músicas se espalham pelo Brasil. Muitas pessoas ligadas ao yoga e terapias se identificam com as letras e um universo se abre para mim.
 

 
Fui uma vez em um curso de meditação, e recebi esse nome. Para mim, foi um marco pois, a meditação foi uma grande revelação, continua sendo. E decidi usar esse nome, que significa ‘Aquele que bebe da fonte.’ Como um lembrete desse momento, e não me identificava mais com meu sobrenome, por mais que gostasse do meu nome de batismo. Depois de lançar o primeiro álbum, fiz shows em cinco estados diferentes. Pude vislumbrar o inicio da realização do meu sonho. Viver da música e viajar com ela pelo mundo inteiro. Gravei mais dois singles e um álbum. Gravamos um clipe recente em Florianópolis-SC e que tem repercutido muito bem. Gosto de diversos estilos musicais, mas meu grande encontro, foi com o reggae. Sentia que aquelas músicas me aproximavam de algo que não sabia bem explicar. Uma música que me inspira, desde a infância, é Three Little Birds do Bob Marley. A leveza da canção, juntamente com aquele arranjo, é único. As minhas composições são motivacionais, essa é uma característica marcante. Recebo muitas mensagens de pessoas que são ajudadas pelas letras. Pessoas com câncer,  depressão, ou que estão em algum momento difícil. Me senti muito feliz, de poder contribuir de alguma forma. De dialogar com elas, nesses momentos sombrios.

Vejo que grande parte dos artistas, não tem muito foco, e não tem muitos planos. Estudei muitas carreiras, e cada vez mais compreendo que o lado intuitivo da criação, tem que se aliar com a parte empreendedora. Essa é uma das formas de gravar mais músicas, clipes ter mais apresentações. Principalmente em um projeto independente e de música autoral. Tem que trabalhar duro e correr atrás. Colocar seu produto na praça. Trazer o que plantou, na feira. Encontrar os caminhos sem se corromper, mas com a noção certa, de como viabilizar isso que tanto sonhou. Além de tudo isso, criar boas músicas, com profundidade, materiais de qualidade, com boas referências.
Originalidade!

Componho aquilo que vivo, traduzo sentimentos, emoções e sonhos. Tudo feito com amor, bem feito. Dessa forma sinto que todo mundo se beneficia. Não entrego isso de qualquer jeito. Admiro artistas que são humildes, que usam seu talento para levar alegria e trazer reflexões. Pude conhecer o Hermeto Pascoal, e assisti muitos videos dele, me impressiona sua genialidade e simplicidade. O Alok (foto abaixo) foi o primeiro artista, a me enxergar, me ajudou em uma fase muito difícil. Escutou meu sons, me elogiou e deu forças para continuar. Participou do vídeo do financiamento coletivo e me ajudou na realização do álbum Vida Real. Agradeço de coração, tudo o que ele fez por mim. E me emociona, suas iniciativas sociais. Me espelho em suas atitudes. Escutei muito Armandinho, e acho super legal a relação dele com o Vitor Kley, sinto que ali tem algo real, uma vontade genuína de cantar.

Quero conscientizar os ouvintes, comunicando a importância da Natureza. Quero tocar em grandes palcos, com a estrutura de som e luz adequada, para dar o meu melhor.
Ver a multidão dançando e celebrando em harmonia. Também tenho a vontade de viajar o mundo com a música. Conhecendo novos lugares e pessoas.

II Congresso Internacional de Felicidade.
25 e 26 de Novembro de 2017, na Ópera de Arame e Boulevard da Pedreira Paulo Leminski.
fotografia © 2017 Cintia Zuchi


Estas são capas com o link para os trabalhos de MADAYATI

Esse album é um dos mais acessados de artistas do Paraná, “Amor Sincero” já tem mais de 300 mil vizualizações. (link abaixo)

Quer ouvir e conhecer mais, acesse esses links:
soundcloud.com/madayati
facebook.com/madayati/
E aqui na 91 Rock você pode conferir o som do MADAYATI  na nossa programação diária com a musica “Força”.
 
E se voce quer divulgar a sua banda ou o seu trabalho solo, manda um email pra gente no ROCKLAB@91ROCK.COM.BR com seu release e todo o material que já produziu. Quem sabe voce pode ser um o próximo escolhido da semana.
Valeu galera, espero que tenham gostado e segunda-feira que vem tem mais!!!!!
 

Ouça a 91 ROCK