Lançado em 1993, o álbum foi um grande sucesso do icônico grupo grunge.

Quando em 1989, o Nirvana chegou com o álbum de estreia, Bleach, o mercado de música mainstream não estava pronto para as guitarras, distorções, baterias contundentes e canções gritantes de pop pelo vocalista Kurt Cobain.
Dois anos depois, o Nervermind, foi sem dúvida o maior momento do rock n’roll desde que os Beatles estrearam no The Ed Sullivan Show. O grunge virou um acontecimento no mundo com a velocidade da luz e gerou vários seguidores que coroaram o grupo como os reis da época.
Sendo assim, o Nirvana entrou no estúdio para gravar o terceiro álbum, In Utero, em que misturaram as peças sonoras dos dois discos anteriores e alcançaram um sucesso gigantesco. O primerio notável aspecto do álbum é o produtor. Com o estrondoso barulho que Nevermind causou, fez todo o sentido que o grupo recrutasse Butch Vig mais uma vez.
Curiosamente, In Utero não foi particularmente inovador em termos de som. Mais alto? Talvez sim. Se o Nirvana estava procurando realmente fora das paradas, eles chegaram apenas à metade do caminho.
Se você ouvir Bleach e Nevermind, você consegue entender que é como se o grupo e Albini tivessem rasgado os dois álbuns anteriores em pedaços e tivessem o juntado. Pegaram os aspectos menos acessíveis do primeiro álbum e os casando com os ganchos que Vig de forma especializada.

In Utero, porém, difere dos precursores de várias maneiras importantes. Há menos efeitos e guitarras mais cruas e desafinadas. Além de apresentar assinaturas de tempo ímpares como em “Milk It” e “Radio Friendly Unit Shifter“.
Ao fim, In Utero foi um grande sucesso. Chegou ao topo das paradas dos EUA e do Reino Unido, e os singles citados acima alcançaram o primeiro lugar na Billboard.

Embora alguns argumentem que o MTV Unplugged do Nirvana, gravada em 18 de novembro de 1993, é a declaração final – e despedida da banda -, o In Utero foi o último álbum matérial e novo, sendo nesse sentido, o adeus ao mundo.

Fonte: Revista Rolling Stone Brasil

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